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domingo, 18 de setembro de 2022

Um jogo: Internacional 2x1 Vasco da Gama - 18/09/1968


No segundo semestre de 1968 o desempenho do Internacional em campo estava deixando a desejar. O time comandado por Osvaldo Rolla, o Foguinho, fazia uma campanha fraca no Robertão e também não havia rendido nos amistosos de preparação.

Na competição nacional, o time de Foguinho havia empatado as duas primeiras partidas, em Porto Alegre, com Palmeiras e Náutico, ambas por 1x1. Mas no dia 14 de setembro o Internacional bateu o São Paulo, na capital paulista, trazendo tranquilidade ao clube. Tranquilidade aparente...

No dia 17 de setembro, véspera da partida com o Vasco da Gama, no estádio Olímpico, local onde o Internacional mandava seus jogos no Robertão, Foguinho pediu demissão. A direção colorada agiu rápido e contratou Daltro Menezes, que havia treinado o Juventude no campeonato estadual.
Diário de Notícias, 18 de setembro de 1968

Entre os motivos especulados para a demissão de Foguinho, além da pressão da torcida, seria uma pressão da direção para que ele mudasse a equipe, especialmente em três posições. A direção, segundo essa versão, queria Gainete no gol, Laurício na lateral-direita e Canhoto na ponta-esquerda. Mas se a pressão existia, não se confirmou com a mudança de técnico. Schneider continuou como titular do gol até o início de novembro. Laurício já era titular de Foguinho, ficando de fora apenas do jogo contra o São Paulo. E Canhoto até recebeu algumas chances com Daltro, mas não emplacou como titular.
Jornal dos Sports, 18 de setembro de 1968

Horas depois da demissão de Foguinho, Daltro já era o novo técnico colorado e comandaria o Internacional contra o Vasco. Na época não havia a prática de colocar um interino e dar tempo ao novo contratado de treinar a equipe.

A mudança de técnico no Internacional também foi notícia nas páginas de política dos jornais de Porto Alegre. No dia seguinte ao pedido de demissão de Foguinho, o presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, José Aloísio Filho, acusou o presidente colorado, José Alexandre Záchia, de pressionar pela titularidade de Gainete como forma de conquistar votos.
Diário de Notícias, 18 de setembro de 1968

O adversário colorado, Vasco da Gama, havia disputado apenas uma partida pelo Robertão, vencendo a Portuguesa de Desportos por 2x0, em São Paulo. O clube estava enfrentando um jejum de títulos no campeonato carioca. Seu último troféu havia sido conquistado em 1958 e o Vasco só voltaria a vencer o estadual em 1970. No estadual de 1968 havia sido vice-campeão. Mas contava com uma zaga de destaque, formada por Brito e Fontana. Mesmo assim, e com o Internacional tendo uma crise interna, o técnico vascaíno Paulinho de Almeida (ex-jogador do Internacional) não estava muito otimista quanto às possibilidades de seu time.
Jornal dos Sports, 18 de setembro de 1968

Na noite do dia 17 de setembro a polêmica da saída de Foguinho ainda renderia mais assunto. O ex-técnico colorado compareceu ao programa Conversa de Arquibancada, da TV Piratini. o programa começou as 23:30 horas e avançou até 1:30, pela audiência que estava conquistando. Foguinho criticou a falta de apoio da direção colorada e que até mesmo bom dia alguns dirigentes não lhe davam mais. Mas rebateu a informação de que a direção pressionava para que mudasse o time, embora reclamasse que nunca era consultado nas contratações. Também disse que a equipe titular colorada tinha seis craques (entre eles Dorinho, Sadi, Bráulio e Scala, únicos nomes que citou), três bons reservas e dois jogadores dispensáveis.

Diário de Notícias, 19 de setembro de 1968

Na quarta-feira, 18 de setembro, ocorreria a partida. Na preliminar a equipe de juniores do Internacional enfrentou o Vila Federal, equipe da várzea da capital gaúcha. Nas arquibancadas, a torcida colorada se manifestava com faixas de apoio a Daltro e crítica a Foguinho, tais como "Já Foi Tarde" (para o Foguinho) e "Vamos Lá, Daltro, Mostra o Teu Valor".

Com a bola rolando, o Internacional teve grande atuação no 1º tempo, quando perdeu três grandes chances de gol, com Claudiomiro, Bráulio e Valdomiro. Mas aos 30 minutos, Claudiomiro recebeu um passe de Dorinho, deu uma volta completa, livrou-se de dois marcadores e, ao perceber um espaço, chutou forte, no ângulo. Internacional 1x0!

No 2º tempo, Paulinho colocou Adílson no lugar de Nei, aumentando a força ofensiva vascaína. Já no Internacional, Bráulio, que vinha atuando pela esquerda, foi deslocado para a direita, dando espaço para Buglê avançar, tornando o Vasco mais perigoso ofensivamente. Nos primeiros minutos Valfrido perdeu duas chances de gol. Aos 12 minutos, Nado cobrou falta, Buglê, de cabeça, enviou para Valfrido, que também de cabeça mandou para as redes. Era o empate vascaíno.

Após o empate, os vascaínos passaram a jogar com violência, especialmente o zagueiro Fontana. Mas aos 18 minutos a defensiva vascaína falhou. O Vasco cobrou uma falta perto de sua grande áea, a bola bateu em Bráulio e sobrou para Carlitos, livre, na frente do goleiro. O atacante teve apenas o trabalho de desviar para as redes. Internacional 2x1!

O Vasco ainda teve uma grande chance aos 20 minutos do 2º tempo, quando Valfrido acertou um chute na trave. Mas depois o Internacional controlou a partida e não foi ameaçado. Daltro Menezes estreava no Internacional com vitória.

IN: Schneider; Laurício, Scala, Luiz Carlos e Sadi; Elton (Pontes) e Dorinho; Carlitos, Bráulio, Claudiomiro e Valdomiro (Canhoto)

VG: Pedro Paulo; Ferreira, Brito, Fontana e Eberval; Benetti, Buglê e Nado; Nei (Adílson), Valfrido e Silvinho

sábado, 10 de setembro de 2022

Jogadores do passado: Jacquet


Justo Pastor Jacquet Muñoz nasceu em 9 de setembro de 1961, em Assunção (PAR).

O lateral-esquerdo começou a carreira no Cerro Porteño, em 1981. Alto (1,87m) e considerado bom marcador, seu futebol o levou à Seleção Paraguaia, disputando a Copa América de 1983, quando enfrentou o Brasil em Uberlândia, em partida que terminou 0x0. Na Taça Libertadores da América de 1985 foi capitão do Cerro Porteño, atuando ao lado dos futuros colorados Fernandez e Zabala. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, enfrentou a Seleção Brasileira duas vezes, perdendo em casa (0x2) e empatando no Maracanã (1x1).

Apesar de suas boas atuações, os títulos não vinham. O Cerro Porteño atravessava um jejum e na temporada de 1986 Jacquet foi emprestado ao Nacional do Paraguai, que disputaria a Taça Libertadores, voltando ao Cerro Porteño no ano seguinte.

Em 1987, Jacquet novamente foi convocado para a Copa América. Em um amistoso de preparação, o Paraguai enfrentou o Brasil no estádio Olímpico, em 24 de junho. A seleção de Parreira, de fraca atuação, venceu por 1x0 e foi vaiada pela torcida gaúcha. Jacquet foi expulso em um lance considerado exagerado pela própria imprensa brasileira. No campeonato paraguaio, Jacquet foi importante na conquista do título que acabou com um jejum de 10 anos do Cerro Porteño.

Em 1989, novamente Jacquet estava na Seleção Paraguaia para disputar a Copa América. Em amistoso de preparação, em Teresina, perdeu para o Brasil por 2x0. Na Copa América, o Paraguai fez grande campanha na 1ª fase, ficando em 1º lugar em um grupo que contava com o Brasil. Mas no quadrangular final o país não resistiu aos seus rivais mais tradicionais. Empatou com a Argentina e perdeu para Brasil e Uruguai, ficando em 4º lugar. Na fase final, Jacquet estava em campo na derrota paraguaia por 3x0 para o Brasil.

As atuações de Jacquet no torneio disputado no Brasil, em início de julho, agradaram a direção colorada. Jacquet foi contratado em 27 de julho de 1989, por empréstimo. O valor do empréstimo foi de 25 mil dólares, com o passe fixado em 100 mil dólares.

O Internacional havia começado o segundo semestre de 1989 em situação difícil. A derrota para o Olimpia, na semifinal da Taça Libertadores, a perda do título gaúcho e a saída de Abel Braga haviam desorganizado clube e equipe. O novo técnico, Paulo César Carpegiani, não havia conseguido arrumar o time, que foi eliminado da Copa do Brasil pelo Goiás, em um humilhante 4x0. Jacquet estreou na partida seguinte,em 13 de agosto de 1989, em um amistoso contra a Seleção Uruguaia. Em Montevidéu, contra Ruben Sosa e Alzamendi, o Colorado perdeu por 3x0. Jacquet jogou os 90 minutos e teve boa atuiação, até cansar.

Logo depois, Jacquet partiu para a Europa, com o Internacional. Na Taça Joan Gamper, enfrentou o Mechelen (1x3) e Barcelona (0x1). O clube ficou em 4º lugar no torneio e Jacquet foi expulso na partida contra o Barça. No Torneio de Ceuta, o Colorado foi campeão ao vencer Múrcia (2x0) e Ceuta (1x0). Jacquet também foi titular contra o Sevilla. Na continuação da excursão, no México, Casemiro foi o titular contra o Toluca (2x2) e Puebla (1x0), mas nessa última Jacquet entrou no time durante o jogo.

Na volta ao Brasil, um problema. A direção não havia ainda regularizado a situação do jogador, que assim ficou de fora das três primeiras partidas do campeonato brasileiro. Pode jogar apenas em 24 de setembro, no empate em 0x0 com o Atlético Paranaense, no Beira-Rio, jogo que marcaria a saída do técnico Paulo César Carpegiani. Bráulio assumiu o comando técnico do time e Jacquet manteve-se como titular nas seis partidas com o novo técnico. Em 22 de outubro o Internacional perdeu em casa para o Náutico (0x1) e Bráulio caiu do comando da equipe.

O novo técnico, Carbone, manteve Jacquet como titular no jogo seguinte, contra o Palmeiras (0x1). Jacquet levou o terceiro cartão amarelo e ficou de fora da partida contra o Santos (1x2). Retornou contra o Cruzeiro, em nova derrota colorada (2x4). Com isso, Jacquet perdeu a titularidade, deixando o posto para Casemiro nas partidas contra Goiás (2x2), Fluminense (0x0) e Grêmio (2x0). Mas Casemiro foi suspenso pelo terceiro cartão amarelo e Jacquet voltou ao time em 2 de dezembro, quando o Colorado perdeu em casa para a Portuguesa por 2x1. Jacquet foi substituído por João Carlos, na única partida em que começou jogando e não ficou os 90 minutos em campo. No jogo seguinte, o último do campeonato brasileiro, Casemiro voltou ao time.

O Internacional teria que pagar mais 75 mil dólares para ficar com o jogador em definitivo, mas suas atuações não convenceram a comissão técnica, que o devolveu ao Cerro Porteño. Pouco depois o Colorado contratava seu ex-companheiro de clube, Zabala.

De volta ao Paraguai, Jacquet atuou no Cerro Porteño em 1990 e 1991, disoutando a Copa América de 1991. Depois jogou no Belgrano ARG (1992), Sport Boys PER (1993), 3 de Febrero PAR (1994) e Presidente Hayes PAR (1994/1995), onde encerrou a carreira.

Seus números no Internacional:
17 partidas
4 vitórias
4 empates
9 derrotas
Campeão do Torneio de Ceuta em 1989

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Clubes: 8 de Setembro


O Sport Club 8 de Setembro foi um dos mais tradicionais clubes da chamada "Liga da Canela Preta". Na verdade nunca existiu uma liga com esse nome. Essa denominação preconceituosa denominava, genericamente, as quatro ligas de clubes da comunidade negra que existiram entre os anos 1920 e 1930.

É desconhecida a data de fundação do 8 de Setembro, mas em 1913 o clube já estava em atividade, sendo citado no Correio do Povo. Era o clube da "Colônia Africana", região que hoje corresponde ao bairro Rio Branco, em Porto Alegre.

Em 1914 surge a Liga Sul-Americana de Foot-Ball, reunindo os principais clubes da comunidade negra porto-alegrense: 8 de Setembro, União, Primavera e Riograndense. Na temporada de 1915 o 8 de Setembro sagrou-se campeão municipal pela liga. Nessa época o 8 de Setembro utilizava o "ground" da Montanha. A Liga Sul-Americana começou o ano de 1916 oficialmente ativa, mas os clubes filiados não estavam treinando. (1) O campeonato acabou não sendo disputado e a liga desapareceu no mesmo ano.

Os clubes da comunidade negra entram em um período de inatividade. Entre 1916 e 1918 a maioria dos clubes fica com suas atividades esportivas paradas, ocorrendo raros amistosos. Em 1919, porém, a situação muda. No meio do ano, Folha Verde, 1º de Novembro e 8 de Setembro estavam em plena atividade e o Riograndense buscava se reorganizar. (2) No ano seguinte foi fundada a Liga Nacional Porto-Alegrense de Foot-Ball, com 1º de Novembro, 8 de Setembro, Bento Gonçalves, Palmeira, Riograndense, União e Venezianos. Curiosamente o Folha Verde, um dos clubes mais ativos no ano anterior, ficou de fora e fechou as portas. Seus melhores jogadores haviam sido aliciados pelos clubes mais tradicionais. O 8 de Setembro foi vice-campeão de 1920, com dois pontos a menos que o campeão, União.

Após a temporada de 1920, os clubes da Federação Nacional racharam. Alguns, como o Riograndense e 1º de Novembro, abandonaram a entidade e fundaram a Associação Sportiva de Foot-Ball. O 8 de Setembro permaneceu na Federação Nacional, sagrando-se campeão de 1921.

Com o fim da Federação nacional, após o campeonato de 1921, na temporada seguinte o 8 de Setembro ingressou na Associação Sportiva. No final da temporada, novo racha. Dessa vez o 8 de Setembro segue os dissidentes (entre eles Primavera e Riograndense), fundando a Associação de Amadores de Foot-Ball. Na temporada de 1925 a Associação de Amadores se tornaria a única liga dos clubes da comunidade negra.

O final da década de 1920 e início da década de 1930 marcou o período mais vitorioso da história do 8 de Setembro. Em 1928 o clube venceu o Torneio Início e o Torneio 13 de Maio. Em 1929 veio o título municipal e o bicampeonato do Torneio 13 de Maio. E em 1931 o 8 de Setembro foi novamente campeão municipal.

Mas o período de vitórias do 8 de Setembro também marcou o fim da Associação de Amadores. A maioria dos clubes da liga oficial começaram a aceitar jogadores negros e os destaques da Associação eram imediatamente contratados. Sem forças, a Associação de Amadores não conseguiu organizar o campeonato de 1932, fechando as portas. Alguns clubes ainda tentaram sobreviver, jogando torneios com os demais clubes varzeanos da cidade. Um clube chamado 8 de Setembro disputou o Torneio Varzeano Farroupilha, em 1935. Provavelmente seja o mesmo clube. Mesmo assim, sua existência não foi muito mais longa, desaparecendo pouco depois.

Títulos do 8 de Setembro:

Campeão municipal em 1915, 1920, 1929 e 1931
Campeão do Torneio Início em 1928
Campeão do Torneio 13 de Maio em 1928 e 1929

(1)O Exemplo, 26 de março de 1916, p. 3.
(2)O Exemplo, 15 de junho de 1919, p. 2.

sábado, 3 de setembro de 2022

JUNIORES - Títulos estaduais colorados a partir de 2008

Título de 2011. Foto: Marcos Bertoncello

Campanhas coloradas nos títulos gaúchos na categoria de juniores (sub-20), desde 2008:

2008

1ª Fase
4x1 Cruzeiro (Porto Alegre) - F
14x0 Sulbrasileiro (Osório) - C
1x3 Novo Hamburgo (Novo Hamburgo) - F
7x1 Novo Hamburgo (Novo Hamburgo) - C
5x1 Sulbrasileiro (Osório) - F
4x0 Cruzeiro (Porto Alegre) - C

2ª Fase
6x0 Sulbrasileiro (Osório) - F
8x0 São Luiz (Ijuí) - C
1x2 Juventude (Caxias do Sul) - F
4x2 Juventude (Caxias do Sul) - C
3x0 São Luiz (Ijuí) - F
3x0 Sulbrasileiro (Osório) - C

Quartas de Final
2x2 Internacional (Santa Maria) - F
5x0 Internacional (Santa Maria) - C

Semifinal
2x1 Juventude (Caxias do Sul) - F
3x1 Juventude (Caxias do Sul) - C

Final
0x2 Cruzeiro (Porto Alegre) - F
3x0 Cruzeiro (Porto Alegre) - C

Jogo do título:
Agenor; Daniel, Pessanha (Tiago), Titi e Pedro; Sandro, Paulinho, Tales (Juliano) e Talles Cunha (Bruno); Walter e Guto (Jhon)
Técnico: Osmar Loss

2009

1ª Fase
4x2 Gepol (Osório) - F
1x0 São José (Porto Alegre) - F
4x0 Cerâmica (Gravataí) - F
3x1 Aimoré (São Leopoldo) - C
3x0 Aimoré (São Leopoldo) - F
1x0 Cerâmica (Gravataí) - C
3x1 São José (Porto Alegre) - F
9x0 Gepol (Osório) - C

2ª Fase
1x0 Estância Velha (Estância Velha) - F
8x1 Associação Rosário (Rosário do Sul) - C
1x0 São José (Porto Alegre) - F
5x0 São José (Porto Alegre) - C
4x0 Associação Rosário (Rosário do Sul) - F
1x0 Estância Velha (Estância Velha) - C

3ª Fase
0x0 Garibaldi (Garibaldi) - F
2x0 Cruzeiro (Porto Alegre) - C
2x1 Aimoré (São Leopoldo) - F
2x1 Aimoré (São Leopoldo) - C
1x1 Cruzeiro (Porto Alegre) - F
0x1 Garibaldi (Garibaldi) - C

Semifinal
1x1 Juventude (Caxias do Sul) - C
2x0 Juventude (Caxias do Sul) - F

Final
4x0 Cerâmica (Gravataí) - F
4x1 Cerâmica (Gravataí) - C

Jogo do título:
Agenor; Ronaldo (Leandro Cândido), Wagner Silva, Igor e Juan (Kaoê); Juliano, Natan (Elton), Wagner Libano e Marquinhos (Léo); Marinho e Leandro (Vitor)
Técnico: Osmar Loss

2011

1ª Fase
3x0 Lajeadense (Lajeado) - C
1x1 São José (Porto Alegre) - F
3x1 Cerâmica (Gravataí) - C
8x0 Gepol (Osório) - F
8x0 Gepol (Osório) - C
2x1 Cerâmica (Gravataí) - F
4x1 São José (Porto Alegre) - C
7x1 Lajeadense (Lajeado) - F

2ª Fase
6x1 Ivoti (Ivoti) - F
0x0 Juventude (Caxias do Sul) - C
8x0 Gaúcho (Passo Fundo) - F
10x0 Gaúcho (Passo Fundo) - C
0x0 Juventude (Caxias do Sul) - F
7x0 Ivoti (Ivoti) - C

Quartas de Final
1x2 Cerâmica (Gravataí) - F
3x0 Cerâmica (Gravataí) - C

Semifinal
1x1 Grêmio - F
1x1 Grêmio - C (5x3 nos pênaltis)

Final
3x0 Caxias - F
4x0 Caxias - C

Jogo do título:
Alisson Becker, Tinga (Diogo), Leonardo Piaia, Marcos e Zé Mário (Paulinho); Tarik, Nuno (Maurício), Marquinhos Vilela (Sasha) e João Paulo; Luca Roggia e Dellatorre (Murilo)
Técnico: André Jardine

2012

1ª Fase
4x1 Cruzeiro (Porto Alegre) - C
2x2 Novo Hamburgo (Novo Hamburgo) - F
7x0 Gepol (Osório) - C
6x0 Guaíba (Guaíba) - F
4x0 Guaíba (Guaíba) - C
2x0 Gepol (Osório) - F
1x1 Novo Hamburgo (Novo Hamburgo) - C
3x0 Cruzeiro (Porto Alegre) - F

2ª Fase
6x0 Sapiranga (Sapiranga) - F
4x0 GAO (Osório) - F
4x2 São José (Porto Alegre) - C
1x1 São José (Porto Alegre) - F
4x0 GAO (Osório) - C
8x0 Sapiranga (Sapiranga) - C

Quartas de Final
1x0 São José (Porto Alegre) - F
1x0 São José (Porto Alegre) - C

Semifinal
1x1 Juventude (Caxias do Sul) - F
2x0 Juventude (Caxias do Sul) - C

Final
5x2 Grêmio (Porto Alegre) - F
1x1 Grêmio (Porto Alegre) - C

Jogo do título:
Alisson Becker; Cláudio Winck, Thales Lira, André Fausto e Raphinha; Rodrigo Dourado, Marlon Bica (Tarik), Alex Nemetz (Rafael Gava) e Fred (Nathan Cachorrão); Maurides (Thiago Santana) e Rafael Pernão (Mike)
Técnico: André Jardine

2015

1ª Fase
5x0 Lajeadense (Lajeado) - F
2x0 Novo Hamburgo (Novo Hamburgo) - C
1x0 Sapucaiense (Sapucaia do Sul) - F
1x1 Cruzeiro (Porto Alegre) - F
2x2 São Paulo (Rio Grande) - F
1x1 Grêmio (Porto Alegre) - C
1x0 Juventude (Caxias do Sul) - F
2x0 Aimoré (São Leopoldo) - C
8x0 Gramadense (Gramado) - F
3x0 Ypiranga (Erechim) - C
0x1 Veranópolis (Veranópolis) - F
5x1 GAO (Osório) - C
1x1 União Frederiquense (Frederico Westphalen) - F
3x0 Igrejinha (Igrejinha) - C

Quartas de Final
0x3 Cruzeiro (Porto Alegre) - F
6x0 Cruzeiro (Porto Alegre) - C

Semifinal
2x2 Aimoré (São Leopoldo) - F
4x0 Aimoré (São Leopoldo) - C

Final
1x1 Juventude (Caxias do Sul) - F
1x0 Juventude (Caxias do Sul) - C

Jogo do título:
Keiller; Junio Ricardo, Léo Ortiz, Eriks e Matheus Oliveira (Iago Amaral); Silva, Silas, Andrigo (Gustavo Ramos) e Leandro Ribeiro (João Pedro Vieira); Bruno Gomes (Pedro Lucas) e Gustavo Ferrareis (Ronald)
Técnico: Ricardo Colbachini

2017

1ª Fase
0x3 São José (Porto Alegre) - C
5x1 Novo Horizonte (Esteio) - C
5x1 Caxias (Caxias do Sul) - F
1x3 Grêmio (Porto Alegre) - F
8x0 Apafut (Flores da Cunha) - C
2x1 Cruzeiro (Porto Alegre) - F
3x0 Juventude (Caxias do Sul) - C
4x4 Novo Hamburgo (Novo Hamburgo) - F
2x3 Ypiranga (Erechim) - F
4x0 Aimoré (São Leopoldo) - C
5x2 Lajeadense (Lajeado) - C
7x0 Guarani (Venâncio Aires) - F

Quartas de Final
2x0 Juventude (Caxias do Sul) - F
0x1 Juventude (Caxias do Sul) - C

Semifinal
4x0 São José (Porto Alegre) - C
0x2 São José (Porto Alegre) - F

Final
2x1 Aimoré (São Leopoldo) - F
2x0 Aimoré (São Leopoldo) - C

Jogo do título:
Luiz Felipe Feijão; Leandro Cordova, Gabriel Mentz, Roberto Rosa e Eduardo Kau; João Pedro Vieira, Ramon Carvalho (Juliano Fabro), Ramiro (Brenner Sabino) e Matheus Goiano (Victor Françoso); Pedro Lucas (Richard) e Felipe Gregório (Vinícius Bala)
Técnico: Ricardo Colbachini

2018

1ª Fase
4x1 São José (Porto Alegre) - F
3x5 Novo Hamburgo (Novo Hamburgo) - C
1x1 Oriente (Canoas) - F
4x3 Soledade (Soledade) - C
4x2 Grêmio (Porto Alegre) - C
2x2 Ivoti (Ivoti) - F
1x2 Juventude (Caxias do Sul) - F
5x3 Cruzeiro (Porto Alegre) - C
2x1 Apafut (Flores da Cunha) - F
1x0 Brasil (Pelotas) - C
2x2 Lajeadense (Lajeado) - F

Quartas de Final
2x1 Apafut (Flores da Cunha) - F
3x0 Apafut (Flores da Cunha) - C

Semifinal
1x1 São José (Porto Alegre) - F
7x0 São José (Porto Alegre) - C

Final
2x2 Grêmio (Porto Alegre) - C
3x1 Grêmio (Porto Alegre) - F

Jogo do título:
Lucas Wingert; Leandro Cordova (Araújo), Bruno Fuchs, Volnei Feltes e Heitor; Edson Carvalho, Nonato (Riuler), José Aldo e Bruno José (Netto, depois Lucas Sebastian); Pedro Lucas (Jadson) e Richard (Cesinha)
Técnico: Ricardo Grosso da Fonseca

2019

1ª Fase
0x0 Novo Hamburgo (Novo Hamburgo) - C
1x1 Brasil (Farroupilha) - F
3x1 Juventude (Caxias do Sul) - C
1x1 São José (Porto Alegre) - F
0x1 Soledade (Soledade) - C
2x3 Brasil (Pelotas) - F
5x1 União Harmonia (Canoas) - C
4x0 Novo Horizonte (Esteio) - C
3x0 Nova Prata (Nova Prata) - F
9x0 Nacional (São Leopoldo) - C
1x2 Grêmio (Porto Alegre) - F
4x3 Guarani (Venâncio Aires) - C
2x0 Lajeadense (Lajeado) - F

Quartas de Final
2x2 Juventude (Caxias do Sul) - C
2x0 Juventude (Caxias do Sul) - F

Semifinal
2x2 Grêmio (Porto Alegre) - C
3x3 Grêmio (Porto Alegre) - F

Final
2x1 São José (Porto Alegre) - C
2x0 São José (Porto Alegre) - F

Jogo do título:
Emerson Júnior; Carrijo (Leonardo Borges), Volnei Feltes, Pedro Henrique e Erik (Cazzetta); Johnny, Lucas Ramos (Fernando Gonçalves), Dudu Scheit (Gabriel Chaves) e Nicolas (Adriel Schultz); Caio Vidal e Guilherme Pato (Weslei Uptmoor)
Técnico: Fábio Henrique Matias

Em 2020 não teve campeonato devido à pandemia de COVID-19.

2021

1ª Fase
1x1 Apafut (Flores da Cunha) - F
4x1 Caxias (Caxias do Sul) - C
5x0 Garibaldi (Garibaldi) - F
6x1 Nova Prata (Nova Prata) - C
0x0 Apafut (Flores da Cunha) - C
1x0 Juventude (Caxias do Sul) - F
7x0 Marau (Marau) - C
4x0 Marau (Marau) - F
0x1 Garibaldi (Garibaldi) - C
1x1 Caxias (Caxias do Sul) - F
2x2 Juventude (Caxias do Sul) - C
5x0 Nova Prata (Nova Prata) - F

Oitavas de Final
5x0 Atlético (Carazinho) - C

Quartas de Final
5x2 Apafut (Flores da Cunha) - C

Semifinal
3x0 Ypiranga (Erechim) - C

Final
1x0 Brasil (Pelotas) - F
2x1 Brasil (Pelotas) - C

Jogo do título:
Lucas Flores; Ryan (Lucas Vital), Adriel Schultz, João Félix e Cazzetta; Igor Pereira (Bizescki), Matheus Dias (João Pedro), Cléberson (Estevão) e Jonathan Cruz (Thauan Lara); Vitinho Braga e Matteo Amoroso (Allison Patrick)
Técnico: João Miguel Pinto da Silva

2022

1ª Fase
4x1 Brasil (Pelotas) - C
2x1 Rio Grande (Rio Grande) - F
7x1 Tamoio (Viamão) - C
7x0 Novo Hamburgo (Novo Hamburgo) - F
3x0 Nacional (São Leopoldo) - C
3x0 Farroupilha (Pelotas) - F
2x0 Aimoré (São Leopoldo) - C
8x0 Guaíba (Guaíba) - F

Oitavas de Final
7x0 Caxias (Caxias do Sul) - F
5x0 Caxias (Caxias do Sul) - C

Quartas de Final
1x1 Apafut (Flores da Cunha) - F
3x1 Apafut (Flores da Cunha) - C

Semifinal
1x0 São José (Porto Alegre) - F
3x0 São José (Porto Alegre) - C

Final
1x1 Grêmio (Porto Alegre) - F
2x1 Grêmio (Porto Alegre) - C

Jogo do título:
Anthoni; Ryan (Guilherme Varjão), Samuel, Lucas Ryan e Rangel; Lukayan (Enzo); Gustavo (Kauan Bastian), Matheus Dias e Matteo (Felipe); Alisson e Lucca (Vitinho)
Técnico: João Miguel

domingo, 28 de agosto de 2022

Jogadores do passado - Tonho


Antônio José Gil, o Tonho, nasceu em Criciúma (SC) em 28 de agosto de 1957.

Tonho começou a carreira nas categorias de base do Figueirense, transferindo-se para o Internacional em 1976, ainda na condição de juvenil.

Sua estreia na equipe principal ocorreu em 25 de maio de 1977. Para enfrentar o Internacional de Santa Maria, no Beira-Rio, pelo campeonato gaúcho. O técnico Carlos Castilhos decidiu enviar uma equipe reserva a campo. O Internacional venceu por 3x0 e Tonho foi o titular, formando o meio campo com Bolinha e Escurinho. No mês de agosto, Tonho jogaria mais três partidas pelo estadual, duas como titular e uma entrando durante o jogo: Esportivo (0x0), Cruzeiro (4x0) e Santa Cruz (1x1).

O Internacional perdeu o título estadual, e Tonho só voltou ao time em outubro, pelo campeonato brasileiro. Desfalcado de Falcão, o Internacional jogou com Tonho contra o Coritiba, no Couto Pereira. O Colorado venceu por 3x1 e Tonho marcou o primeiro gol do jogo. No jogo seguinte, contra o Joinville, no Beira-Rio, o Internacional venceu por 5x0. Mas com a volta de Falcão, Tonho saiu do time.

No início da temporada de 1978 Tonho disputou a Taça São Paulo pela equipe de juniores. Titular, jogou em todas as partidas da campanha do título. Em seguida se tornou uma figura constante nos jogos do campeonato brasileiro. Mesmo reserva, entrou em várias partidas. Das 41 partidas que o Internacional disputou no campeonato, Tonho jogou 11, sendo 9 consecutivas. Marcou gols contra o Figueirense (1x1) e Goytacaz (2x1). No campeonato gaúcho, Tonho atuou em 15 das 39 partidas. Em 15 de setembro de 1978, no Beira-Rio, o Internacional venceu o Grêmio por 1x0, gol de Tonho, classificando-se para a final do 1º turno. Foi o único gol dele no estadual. Tonho estava em campo no clássico de 13 de dezembro, onde o Internacional vencia por 2x0 e cedeu o empate, obrigando a realização de um clássico extra para decidir o título. No dia 17 o Internacional venceu por 2x1 e conquistou o título, mas Tonho não jogou.

Em 1979, Tonho foi titular ne excursão colorada à Argentina, em fevereiro. Também começou o campeonato gaúcho como titular, sempre por desfalque de Caçapava, falcão ou jair (o trio titular). Mas entre abril e junho, Tonho jogaria apenas três partidas. Em julho, porém, novamente por causa de desfalques, Tonho voltou a ser figura comum no time. Das últimas 21 partidas do estadual, Tonho disputou 19, marcando gols contra Brasil de Pelotas (3x0) e Novo Hamburgo (5x0). O Internacional ficaria em 3º lugar na competição. No campeonato brasileiro de 1979, Tonho atuou em 4 partidas: Santa Cruz (2x1), Figueirense (1x0) e São Paulo de Rio Grande (3x1). Assim, participou da campanha do tricampeonato brasileiro invicto.

Na temporada de 1980, Tonho jogou três partidas pelo campeonato brasileiro, em fevereiro e março: Mixto (3x1), Flamengo (0x1) e Ferroviário (3x2). Mas só voltaria ao time em junho. E na sua segunda partida de retorno, uma parada difícil: substituir Falcão, lesionado, na partida contra o Vélez Sarsfield. No dia 13 de junho de 1980, o Colorado enfrentava a equipe argentina no estádio José Amalfitani, pela Taça Libertadores. O Internacional venceu por 1x0, gol de Tonho, aos 36' do 2º tempo. O Colorado tornou-se o terceiro brasileiro a vencer um jogo de Taça Libertadores na Argentina. Tonho chegou a disputar a primeira partida da final da Taça Libertadores, em 31 de julho, mas não jogou em Montevidéu, no dia 6 de agosto. Quando o Internacional foi excursionar à Europa, logo depois da Libertadores, Tonho ficou com os reservas, disputando o campeonato gaúcho. Em setembro e outubro ainda jogaria mais cinco partidas pelo estadual. Neste campeonato marcou contra São Paulo de Rio Grande e Esportivo, mas o título não veio.

Em 1981, Tonho disputou 9 das 19 partidas do Internacional no campeonato brasileiro. Depois do fim do campeonato, Tonho jogaria apenas mais uma, um amistoso contra o Joinville, em 10 de maio de 1981. O Internacional perdia por 4x1, quando Tonho foi expulso, aos 20' do 2º tempo. Com dois jogadores a menos (Mário Sérgio havia sido expulso no início do jogo), Cláudio Duarte ordenou o cai-cai para os jogadores. Sem o número mínimo de atletas, o juiz decretou o fim da partida. Dias depois, Tonho foi negociado com o Operário de Campo Grande, como parte do pagamento de Arturzinho. Apesar de um começo promissor, Tonho não confirmou as grandes expectativas depositadas em seu futebol. No início da carreira chegou a ser considerado um novo Falcão por parte da imprensa esportiva gaúcha.

Em 1982 Tonho retornou a Porto Alegre, para jogar no Grêmio, participando da campanha da Taça Libertadores de 1983 e ficando no banco de reservas na Copa Toyota.

Em 1984 Tonho foi emprestado ao Aimoré e quando jogava no clube foi convocado para a Seleção que disputaria as Olimpíadas de Los Angeles. Tonho jogou todas as seis partidas da campanha da medalha de prata.

A seguir, Tonho jogou no Figueirense (1985), Internacional SP (1986), São José SP (1987/1989), Ponte Preta (1989/1990), São Paulo RG (1991) e São José CS (1993). Em Cachoeira do Sul encerrou a carreira de jogador e começou a carreira de técnico.

Seus números no Internacional:
115 partidas
60 vitórias
34 empates
21 derrotas
9 gols
Campeão brasileiro em 1979
Campeão gaúcho em 1978
Campeão da Taça São Paulo em 1978


sábado, 27 de agosto de 2022

Nossos títulos: Torneio Extra de 1950


Em 1950 a primeira competição oficial foi o Torneio Extra.

Logo na estreia, o Internacional teve pela frente o seu maior rival, o Grêmio. O clássico foi disputado no estádio da Montanha, em 1º de abril de 1950. A Camisaria Big-Extra ofereceu como prêmio uma camisa para os autores do 1º e último gol do clássico. O Grêmio era apontado como favorito, pois o Internacional estava desfalcado de Adãozinho e Nena, que estavam na seleção brasileira. E aos 35' do 1º tempo o Grêmio começava a confirmar o favoritismo, com um gol de Apis. Mas aos 40' do 2º tempo Ghizzoni empatou a partida.


O Internacional ficaria vários dias disputando apenas amistosos, até que em 22 de abril voltou a jogar pelo Torneio Extra. Ainda na Montanha, o Colorado enfrentou o Corinthians (ex-Força e Luz). Julinho Só colocou o Corinthians em vantagem, mas ainda no 1º tempo Ruaro e Ghizzoni viraram o jogo. Na 2ª etapa, Mujica confirmou a vitória colorada por 3x1.

No dia 29 de abril o adversário colorado era o Cruzeiro, na Timbaúva. Era novamente um sábado, assim como as duas partidas anteriores. A partida esteve igualada por 80 minutos. Mas aos 36' do 2º tempo Mujica abriu o placar para o Internacional, e Ênio Andrade ampliou aos 42'. Internacional 2x0.

A competição ficou paralisada por várias semanas, com os preparativos para a Copa do Mundo, que teria jogos em Porto Alegre. A bola só voltou a rolar pelo Torneio Extra após a primeira fase da Copa do Mundo. Em 9 de julho de 1950, no mesmo dia em que o Brasil vencia a Suécia por 7x1, pelo Mundial, no estádio Tiradentes o Internacional derrotava o São José por 5x2. E o Zequinha até tentou dar trabalho. Mujica abriu o placar para o Internacional, mas Rubinho empatou. Ainda no 1º tempo, porém, Herculano, cobtrando pênalti, colocou o Internacional na frente. Mas logo aos 5' do 2º tempo, Aldeia, também de pênalti, voltou a empatar o jogo. No minuto seguinte, entretanto, Herculano voltou a marcar. Um terceiro pênalti resultou em mais um gol de Herculano, e Mujica completou os 5x2.


Em 13 de agosto o adversário foi o Nacional, na Montanha. No 1º tempo o Internacional saiu na frente com gol de Adãozinho. Mas em um chute de Valdir, que desviou em Nena, o Nacional chegou ao empate, ainda no 1º tempo. Aos 20' do 2º tempo, Carlitos cobrou escanteio e Camargo segurou Ruaro dentro da área, impedindo que ele saltasse para cabecear. O juiz marcou pênalti, cobrado e convertido por Herculano. Final: Internacional 2x1.

Em 24 de agosto, o Internacional enfrentava o Renner, na Baixada. Em caso de empate ou vitória rennista, o Grêmio seria campeão do Torneio Extra. Em caso de vitória colorada, seria necessário realizar um clássico extra para decidir o torneio. Comandado por Herculano, o Internacional tomou conta da partida. O atacante marcou dois gols no 1º tempo. Sabiá descontoiu para o Renner na 2ª etapa, e logo depois Cabano foi expulso, deixando os "industriários" com 10 homens. Sem forças para reagir, o Renner ainda sofreu um terceiro gol de Herculano.

No dia 27 de agosto, na Montanha, ocorreu o Gre-Nal extra para decidir o Torneio Extra. Na preliminar, pelo campeonato da 2ª categoria (amadores), o Farroupilha venceu o Sarandi por 1x0. No jogo principal, a partida foi equilibrada, com leve preponderância do Internacional até os 22' do 2º tempo. Nesse minuto, Adãozinho passou para Mujica, que levantou a bola na área. Herculano entrou na jogada e de peito tocou para Carlitos. O veterano ponteiro, com um toque de leve, enganou Joni (zagueiro) e Sérgio (goleiro), sobrando a bola para Herculano, que de meia-virada mandou-a para as redes. Internacional 1x0! O Grêmio jogou-se desesperadamente ao ataque, buscando o empate, mas não conseguiu alterar o placar.



Nossos títulos - Torneio Costa do Sol 1983


O Troféo Costa del Sol era um tradicional torneio de pré-temporada, disputado em Málaga, desde 1961. A prefeitura local e o Club Deportivo Málaga organizavam a competição, com o apoio da Real Federação Espanhola de Futebol.

A competição deixou de ser realizada em 1981 e 1982 devido às obras no estádio La Rosaleda, visando à Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha. Mas em 1983 voltou a ser organizado. Além dos donos da casa, o Málaga, foram convidados o Zaragoza, também da Espanha, o mexicano América e o Internacional.

No dia 26 de agosto de 1983 o Málaga enfrentou o América. Após um empate em 1x1, o América venceu nos pênaltis: 3x2.

No dia 27 de agosto de 1983, 8 mil pessoas compareceram a La Rosaleda para assistir Internacional x Zaragoza. O clube espanhol contava com o paraguaio Raúl Amarilla e com o argentino Valdano. Havia ficado em 6º lugar no campeonato espanhol de 1983 e ficaria em 7º no campeonato de 1984. No 1º tempo os espanhóis foram superiores, mas contaram com a ajuda do juiz Socorro González. Aos 15' o juiz marcou um pênalti inexistente para o Zaragoza. Senor cobrou e converteu, Zaragoza 1x0. Aos 38' Herrera ampliou para os espanhóis. O juiz ainda anularia um gol de Raúl Amarilla. No 2º tempo, o Zaragoza começou melhor, mas o Colorado começou a igualar o jogo. Mesmo assim, aos 27' do 2º tempo o juiz marcou novo pênalti inexistente para o Zaragoza. (1) Tudo indicava uma vitória tranquila dos espanhóis, mas Valdano cobrou o pênalti e Benítez defendeu. E logo começou a reação colorada, comandada por Edevaldo. Aos 29' o juiz marcou pênalti para o Internacional. Edevaldo cobrou e converteu. Aos 35', cobrando falta, Edevaldo empatou o jogo. A vaga para a final seria decidida nos pênaltis.

Na 1ª série de pênaltis, Edevaldo converteu, Garcia Cortez converteu, André Luiz converteu, Juan Morgado converteu e Ruben Paz converteu. Juan Barbas cobrou o terceiro pênalti espanhol, mas Benítez defendeu. Porém, na sequência, Dunga cobrou e Vitalier também defendeu. Juan Señor converteu seu pênalti, empatando a decisão. Vitalier defendeu a cobrança de Ademir. e ficou tudo nos pés de Raúl Amarilla. Mas Benítez defendeu e manteve o Colorado vivo. Na 2ª série, Beretta chutou na trave e novamente o Zaragoza ficou a uma cobrança da final. Mas Benítez defendeu a cobrança de Pedro Herrera. Na 3ª série, Tarcísio e Valdano marcaram, ocorrendo o mesmo com Mauro Galvão e Salva Navarro na 4ª série. Na 5ª série, Geraldão marcou e Benítez defendeu a cobrança de Casuco, classificando o Internacional.

No dia 27 de agosto, O Zaragoza bateu o Málaga por 1x0 na decisão do 3º lugar. Na grande final, o Internacional entrou em campo com uma motivação extra: em 31 de julho, em um amistoso na Cidade do México, o Colorado havia perdido por 5x2 para o mesmo adversário. E desde o início os colorados dominaram o jogo. Aos 15' do 1º tempo Ruben Paz fez uma jogada pessoal magistral e abriu o placar. O jornal Mundo Deportivo, de Barcelona, assim definiu o lance: "A los 15 minutos, el uruguayo Ruben Paz realizó una brillantísima jugada individual, similar a la de Maradona en el Gamper." Aos 34', Ruben Paz cobrou falta cruzando a bola para a área e Sílvio completou, de cabeça. Internacional 2x0. O Colorado ainda teve chances de ampliar o placar, mas o resultado ficou no 2x0. No 2º tempo o Internacional administrou o jogo, principalmente após a expulsão de Silvinho.


Equipe colorada no jogo do título: Benítez; Edevaldo, Mauro Pastor, Mauro Galvão e André Luís; Ademir, Dunga (Renê) e Ruben Paz; Sílvio (Gérson), Geraldão e Silvinho. Técnico: Dino Sani.

Ruben Paz foi escolhido o melhor jogador do torneio.

(1)A avaliação de que os pênaltis foram inexistentes é do jornal espanhol Mundo Deportivo, que também considerou o pênalti colorado inexistente.