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sexta-feira, 26 de junho de 2020

O primeiro jogo oficial


26 de junho de 1910

Nessa data o Internacional entrou no campo da Várzea, na Redenção, para enfrentar o Nacional, em sua estreia no campeonato municipal de Porto Alegre.

Em 12 de abril de 1910, foi fundada a Liga de Foot-Ball Porto Alegrense, que no mesmo ano organizou seu primeiro campeonato, com a participação de Internacional, Grêmio, Militar, Fussball, Frisch Auf, 7 de Setembro e Nacional.

Na preliminar, pelo campeonato de 2ºs quadros, o Internacional venceu por 1x0.

As 15:30 horas, começava a partida principal.

O Internacional foi campo com: Lindenmeyer; Bahr e Mendonça; Volkmann, Kluwe e Vignoles II; José Poppe, Galvão, Nilo, Paulista e Vignoles.

Logo aos 19', Vignoles, o autor do 1º gol colorado na história, fez também o 1º gol colorado em competição oficial. Ainda no 1º tempo, Galvão ampliou. Na 2ª etapa, Paulista, José Poppe e Nilo completaram o placar: Internacional 5x0.

Lindenmeyer, Bahr, Volkmann, Vignoles II, Galvão, Nilo e Paulista estrearam no Internacional. O clube também contou pela primeira vez com jogadores estrangeiros, os alemães Bahr e Volkmann (a cidade natal de Volkmann, Kolberg, atualmente faz parte da Polônia). Bahr e Paulista fizeram sua única partida pelo clube.

No restante do campeonato, em que ficaria em 3º lugar, o clube teve os seguintes resultados:
0x5 Grêmio
5x0 7 de Setembro
1x3 Militar
2x1 Fussball
7x2 Frisch Auf

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Jogadores do passado: Zinho

Em 25 de junho de 1969, nascia no Rio de Janeiro o menino Aderbal Péricles de Farias Filho, que tornaria-se o atacante Zinho.

Zinho começou a carreira no Campo Grande, do Rio de Janeiro, clube onde atuou de 1988 a 1991, tendo uma passagem por empréstimo no Guarani, em 1990. No início do ano de 1992, foi contratado pelo Internacional.

Sua estreia ocorreu em 20 de fevereiro de 1992, contra o Náutico, nos Aflitos, pelo campeonato brasileiro. A partida terminou empatada em 2x2. O jogador teve boa atuação. Na partida seguinte, dia 23, foi fundamental na vitória por 2x1 sobre o Goiás, no Serra Dourada, marcando os dois gols colorados. Pelo campeonato brasileiro, Zinho marcaria apenas mais uma vez, no empate em 1x1 com o Athletico PR.

Em amistosos no meio do ano, Zinho voltaria a marcar contra a Seleção da Liga Gramadense e contra o Atlético de Carazinho (duas vezes). Na Copa do Brasil, marcou um gol, contra o Muniz Freire. No Gauchão, marcou um gol, contra o Guarany de Cruz Alta.

Na campanha do título da Copa do Brasil, Zinho participou de 4 partidas: as duas partidas contra o Muniz Freire e uma vez contra Corinthians e Grêmio. No título do Gauchão, participou em 17 das 29 partidas.

Em 1993, Zinho não atuou na campanha da Taça Libertadores. Na Copa do Brasil, esteve presente nas duas partidas contra o Londrina, quando o Internacional foi eliminado. Marcou dois gols em um amistoso contra o São José. No Gauchão, fez dois gols na goleada de 8x1 sobre o Santanense, e marcou mais um contra o Pelotas. No campeonato brasileiro, marcou contra Flamengo e São Paulo.

Em 1994, Zinho atuou em poucas partidas. No Gauchão, marcou contra o Esportivo (duas vezes) e o Ypiranga. Estava em campo em 13 de dezembro de 1994, quando o Colorado bateu o Veranópolis por 1x0 e conquistou o título estadual.

Em 1995, Zinho transferiu-se para o Vasco da Gama. No ano seguinte, partiu para uma aventura argentina, jogando no Rosario Central e no Gimnasia Jujuy. Em 1999 voltou ao Brasil, para atuar no Olaria, onde encerrou a carreira, em 2000.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Um clássico: Internacional 4x1 Grêmio - 24/06/1945

Em 24 de junho de 1945 o Internacional enfrentou o Grêmio, pelo 2º turno do campeonato municipal, na Baixada. Naquela temporada, o campeonato teve dois turnos com 7 clubes e um 3º turno com apenas 4 clubes.

A temporada estava francamente favorável ao Internacional. No momento do Gre-Nal, o Internacional havia conquistado 16 pontos em 8 jogos. Já o Grêmio tinha apenas 9 pontos em 7 jogos. A vitória era fundamental para os tricolores ainda terem alguma esperança de evitarem o hexa colorado. E os gremistas contavam com o estado debilitado de três titulares colorados: Ávila, Vianna e Tesourinha, que estava submetendo-se a tratamento médico.

O entusiasmo pelo jogo era tão grande que as 14 horas e 15 minutos a polícia proibiu a venda de mais ingressos, temendo uma superlotação do estádio.

Na preliminar, pelo campeonato de aspirantes, o Internacional já começou vencendo bem: 6x1.

Os quadros principais foram assim a campo:
INT: Ivo; Alpheu e Nena; Vianna, Ávila e Abigail; Tesourinha, Ruy, Adãozinho, Elizeu e Carlitos
Técnico: Hermínio de Brito
GRE: Júlio; Clarel e Hugo; Vinícius, Touguinha e Sanghinetti; Bombachudo, Beresi, Massinha, Segura e Ramon Castro
Técnico: Telêmaco Frazão de Lima

Mesmo jogando em casa, o Grêmio foi amplamente superado pelo Internacional. Logo aos 3', Carlitos cruzou para a área. Formou-se uma confusão e a bola sobrou para Adãozinho chutar para as redes. O Internacional empata em número de gols marcados no clássico: 197x197.

Aos 21', Vinícius cortou mal uma bola lançada na área gremista, cabeceando nos pés de Adãozinho, que apenas enviou para as redes. Pela primeira vez na história do clássico o Internacional passava a frente do Grêmio em gols, e jamais perderia essa liderança.

Aos 26', Carlitos avançou em velocidade, em direção ao gol, e chutou com violência para marcar: 3x0!

O Grêmio tentou esboçar uma reação no 2º tempo, quando, após uma confusão na área colorada, Segura descontou, aos 20'. Mas o dia era colorado, e aos 22', após cobrança de escanteio, Tesourinha cabeceou para as redes. Internacional 4x1! Tesourinha marcava o gol nº 200 do Internacional em Gre-Nais.

Após a partida, o técnico gremista, ex-jogador e ex-presidente do clube, pediu demissão.

Segundo a Agenda Histórica que existia no site do Internacional, esse teria sido o clássico em que surgiu a famosa faixa de Vicente Rao, "imitando o negrinho, hem?". A cobertura do jornal Correio do Povo não fala na faixa, mas tem alguns indícios de que tal fato tenha ocorrido nesse clássico. Vamos a eles:

"Imensa, barulhenta e irrequieta multidão superlotou o campo dos Moinhos de Vento."

"Os dois quadros pisaram o gramado sob delirantes aclamações e confetis, serpentinas, flamulas e um vozerio infernal surgiram de todos os lados, enquanto rojões subiam ao ar, em uma verdadeira apoteose aos ídolos dos esportistas da cidade."

"Extenso cortejo desfilou da Baixada ao centro da cidade, conduzindo sob intensa vibração, flamulas, bandeiras e disticos, uns humorísticos e outros de exaltação internacionalista."

Um clássico: Internacional 4x3 Grêmio - 24/06/1934

No dia 24 de junho de 1934, Internacional e Grêmio enfrentaram-se no estádio dos Eucaliptos, pela última rodada do 1º turno do campeonato municipal.

As duas equipes estavam empatadas em 2º lugar, atrás do Cruzeiro. Todos os três clubes haviam perdido uma partida. O Internacional havia perdido para o Cruzeiro, o Grêmio havia sido derrotado pelo São José e o Cruzeiro foi batido pelo Grêmio. O clube que vencesse o clássico alcançaria o Cruzeiro na liderança.

De manhã, na partida de 3ºs quadros, o primeiro problema do dia. O representante da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMGEA), Ricardo Perez, impediu que o técnico gremista, Telêmaco Frazão de Lima, ingressasse no gramado, pois estava suspenso pela entidade. A direção gremista sentiu-se ofendida e voltou para a Baixada, sem jogar o clássico e ameaçando não comparecer para a partida da tarde.

Após a mediação da Associação dos Cronistas Desportivos (ACD) e a concordância do Internacional, chegou-se a um acordo onde o técnico gremista poderia assistir a partida do gramado, mas sem conversar com jogadores ou outros membros da comissão técnica.

No início da tarde, enfrentaram-se os 2ºs quadros, e o Internacional venceu por 2x0. Pouco depois, começaria a partida de 1ºs quadros. A partida despertava muito interesse. Além da possibilidade de alcançarem a liderança, havia um tabu especial para os colorados. O Grêmio havia vencido os últimos seis clássicos, além de ser o atual tetracampeão da cidade. O Internacional não vencia um clássico desde 1931 e não era campeão desde 1927.

Mas no momento de começar a partida, surge um problema. O árbitro originalmente designado pela AMGEA, Normélio Granja, havia pedido para não apitar a partida. O novo árbitro designado, Álvaro Silveira, compareceu ao estádio, mas alegando estar adoentado, recusou-se a apitar a partida, devido à chuva que caía desde a partida de 2ºs quadros. Buscando um novo árbitro, os dirigentes da AMGEA encontraram nas arquibancadas o tenente do exército Joaquim Macedo, que após insistentes pedidos aceitou a tarefa.

Os dois clubes foram assim a campo:
INT: Penha; Risada e Poroto; Garnizé, Darcy Encarnação e Lewy; Chatinho, Tupan, Mancuso, Honório e Marreco.
GRE: Lara; Dario e Sardinha; Jamegão, Acosta e Sardinha II; Alemãozinho, Russinho, Luiz Carvalho, Foguinho e Nenê.

O Grêmio começou pressionando, mas sem levar perigo. A equipe colorada parecia nervosa em campo. Mas aos 15', o Internacional ataca e Jamegão comete pênalti. Darcy Encarnação cobrou, mas Lara defendeu. Porém, vários jogadores adiantaram-se e invadiram a área. O juiz mandou cobrar novamente, diante de grandes protestos dos gremistas. Joaquim Macedo ameaçou parar de apitar a partida e só voltou a campo depois que os jogadores gremistas pediram para ele voltar. Risada cobrou o pênalti, com força, e marcou. Mas novamente o juiz anulou, por invasão. Risada voltou a cobrar, no alto, abrindo o placar.

Pouco depois do gol colorado, Tupan quase ampliou, de cabeça, passando a bola rente ao travessão. No restante da 1ª etapa, as equipes alternaram-se nos ataques, sem ameaçar seriamente o gol adversário. Nos minutos finais, porém, o Internacional mudou essa realidade. Honório avança livre para o gol, Lara abandona a área para abafar o lance, mas o atacante colorado chuta para o gol. A torcida já comemorava quando a bola, caprichosamente, acerta a trave. Pouco depois, Tupan mandou uma bomba, que bateu no travessão.

No 2º tempo, novamente o Grêmio começa pressionando, mas aos 4' o Internacional ataca. A bola é lançada para a área, sem muito perigo. Lara preparava-se para defendê-la quando Mancuso apareceu de surpresa e cabeceou para as redes. Internacional 2x0.

O Grêmio abalou-se com o gol sofrido. Mas aos 11' foi favorecido pela sorte. Darcy Encarnação colocou a mão na bola. Sardinha II cobrou a falta, e Penha, com a visão encoberta, nem chegou a ir nela, que foi parar no fundo das redes.

Aos 15', porém, Mancuso chutou com violência. A bola bateu na trave e voltou para Honório, que também com um chute forte, a mandou para o fundo das redes: Internacional 3x1.

Aos 32', o Grêmio ensaia uma reação. Lewy comete pênalti em Russinho. Sardinha II cobrou e marcou. O Internacional reagiu jogando-se para a frente, e em um contra-ataque, aos 35', Luiz Carvalho empatou o jogo.

Torcedores do Grêmio e também do Cruzeiro (que ficaria isolado na liderança, com o empate), não tiveram muito o que comemorar. Aos 36', o Internacional atacou. Honório lançou Marreco, que chutou forte. Lara defendeu parcialmente, com dificuldade. Honório, que vinha na corrida, chutou para as redes, no momento em que Lara pulava na bola. O Internacional chegava ao 4º gol, mas os dois jogadores lesionaram-se. Honório deslocou a perna e Lara teve um corte na cabeça. No Internacional, Cavaco substituiu Honório, e no Grêmio, Adão, um médio, entrou no lugar de Lara, indo Jamegão, que já havia atuado de goleiro, para o gol.

Os minutos finais foram disputados sem lances perigosos. Ao final da partida, a torcida colorada invadiu o campo e carregou seus jogadores em triunfo. Naquela temporada o Internacional conquistaria o título municipal e o gaúcho.


Os médicos colorados


O Museu do Internacional, em seu perfil no Twitter, homenageou recentemente Florêncio Ygartua e Carlos Kluwe, dois jogadores do Internacional que também foram médicos, como forma de homenagear todos os profissionais de saúde que enfrentam a pandemia de coronavírus.

Para colaborar com essa homenagem, uma lista de atletas colorados que tornaram-se médicos:

Argemiro Medeiros Dornelles (Dornelles)
Jogou no time principal apenas em 1912, na função de lateral. Atuou no 2º quadro até 1914, quando formou-se em medicina.

Carlos Antônio Malater Kluwe (Carlos Kluwe)
Primeiro grande ídolo colorado, jogou de 1909 a 1915 (na posição de centromédio) e em 1919 e 1920 (atuando como centroavante). Foi campeão municipal em 1913, 1914, 1915 e 1920. Formou-se em medicina em 1914.


Álvaro Silveira Barcellos (Barcellos)
Zagueiro, atuou apenas no 2º quadro, em 1911. Mais um formando da turma de 1914.


Ângelo Nilo Graffé (Nilo)
Foi titular do Internacional em 1910 e 1911. Era atacante. Formou-se em medicina em 1915.


Pedro Chaves Barcellos de Figueiredo (Pedrinho)
Lateral, jogou no clube de 1910 a 1914. Campeão municipal em 1913 e 1914. Formou-se em 1917.

Hugo Brusque (Hugo)
Centromédio, jogou no time principal em 1912. Formou-se em 1919.

Florêncio Ygartua Filho (Ygartua)
Zagueiro, jogou no Internacional em 1910 e 1911. Formou-se em Farmácia em 1911 e em Medicina em 1923.

João Luchsinger Bulcão (Bulcão I)
Atacante, jogou no Internacional em 1923. Formou-se em 1927.

Elpidio Bañolas (Bañolas)
Goleiro, jogou em 1919. Formou-se em 1927.

Honório Santiago Arteche Alves (Honório)
Centroavante, jogou no Internacional de 1931 até 1935. Foi campeão municipal e gaúcho em 1934. Formou-se em Medicina em 1937.


Juan Manuel Herbella Torres Nieto (Herbella)
Zagueiro, "El Doctor" teve uma rápida passagem pelo Internacional em 2004. Formou-se em Medicina em 2001.

Vale ainda lembrar:
Jorge Washington Martins, terceiro presidente colorado, em 1911, que formou-se em Medicina em 1913.
Ernesto Médici Sobrinho, zagueiro e atacante, que jogou no clube em 1910 e 1911. Nessa época cursava Medicina, mas não aparece nas listas de formandos da Faculdade de Medicina.
Frederico Picarelli, zagueiro, jogou no Internacional em 1910, quando cursava medicina, mas não aparece nas listas de formandos da Faculdade de Medicina.

domingo, 21 de junho de 2020

Jogadores do passado: Acácio


Acácio Flores Trindade nasceu em 22 de junho de 1914, em Alegrete (RS).

Acácio começou jogando futebol no Botafogo da Tristeza (bairro de Porto Alegre), em 1934 e 1935. No ano de 1936, o Internacional decidiu apostar nas suas qualidades e o contratou. Sua estreia ocorreu no final da temporada, em 8 de novembro de 1936, em um amistoso contra o Palestra Itália (atual Palmeiras). O Internacional perdeu por 2x1, e Acácio entrou no time nos minutos finais, substituindo o centroavante Mário Mancuso. Nessa temporada, ainda disputaria mais um amistoso com o Palestra Itália.

Em 1937, ganhou a titularidade, disputando o campeonato municipal. No início do 2º semestre chegou a perder a posição, mas no final do ano era novamente titular. A concorrência por vagas no ataque era grande. Sylvio Pirillo e Castillo eram incontestáveis, e Negrito, Miguel, Vicente Souza, Salvador Arísio e Acácio brigavam por três vagas.

Em 1938, começou a temporada na reserva. Miguel estava consolidando-se no time titular, e ainda chegaram dois jogadores que fariam história no clube: Ruy e Carlitos. Acácio só conquistou a titularidade quando deixou de brigar pelas posições centrais do ataque e foi jogar na ponta direita. No famoso Gre-Nal dos 11x0, no dia 1º de novembro de 1938, Acácio, jogando na ponta-direita, marcou 3 gols validados e mais um anulado pelo juiz. Nessa temporada, conquistou a Taça Oscar Fontoura, disputada em dois jogos contra o Cruzeiro.

Na abertura da temporada de 1939, no amistoso de inauguração da iluminação dos Eucaliptos, o Internacional bateu o Renner por 7x0. Acácio abriu e fechou a goleada. Mas pouco depois sua posição na equipe ficou ameaçada. Filhinho e Russinho chegaram ao clube, e começou novamente um rodízio entre os atacantes. Mesmo assim, até outubro, ele foi o titular com mais frequência da ponta-direita. No Torneio Relâmpago, ele jogou em sete das nove partidas, participando ativamente da conquista do título. Em outubro, porém, estreou no Internacional aquele que viria a ser o maior jogador da história do clube na posição: Tesourinha. Também conquistou a Taça Diário de Notícias, disputada em três jogos contra o Grêmio.

No final de 1939 e início de 1940, Acácio ainda conseguiu manter-se como titular, jogando nas posições centrais do ataque. Em 4 de janeiro de 1940, no Gre-Nal do 2º turno (o campeonato de 1939 avançou pelo início do ano seguinte), o Internacional venceu por 6x1, e Acácio marcou 3 gols, além de fazer a assistência para os dois gols de Carlitos. Tesourinha fechou o placar.

No dia 12, o tropeço que acabaria impedindo o título colorado. Nos Eucaliptos, o Internacional perdeu o Cruzeiro por 3x1. Mas Acácio abriu o marcador do jogo, com o gol de bicicleta mais antigo conhecido do Internacional. Nesse mesmo jogo, Brandão brigou com o técnico Benjamin Simões, azedando o ambiente do clube.

Nas partidas seguintes, Acácio fez sua parte. Na vitória de 5x2 sobre o Americano, Acácio fez o primeiro gol. Nos 8x2 sobre o Força e Luz, ele marcou 4 gols. Mas com o tropeço frente ao Cruzeiro, o Internacional ficou empatado com o Grêmio em pontos, no 2º turno, tornando necessário um jogo-extra. O campeonato seguia a Fórmula Fraga (campeão do 1º turno x campeão do 2º turno). O Grêmio havia vencido o 1º turno, e se conquistasse o 2º turno, seria campeão sem final. No dia 13 de fevereiro de 1940, os dois clubes enfrentaram-se nos Eucaliptos. Acácio abriu o placar para o Internacional, mas o Grêmio venceria o jogo por 4x2, conquistando o campeonato.

Esse Gre-Nal foi o último jogo de Acácio pelo Internacional. Encerrada a temporada de 1939, Brandão, Acácio e Filhinho deixaram o clube e transferiram-se para o Força e Luz. em 1942 ele jogou no Canoense, encerrando a carreira aos 28 anos. Ele havia conseguido ingressar na Aeronáutica, seguindo a carreira militar, onde alcançou o posto de tenente.

Seus números, no Internacional:
62 partidas
34 vitórias
7 empates
21 derrotas
44 gols
Campeão do Torneio Relâmpago em 1939

Suas vítimas foram:
Grêmio - 11 gols
Força e Luz - 10 gols
Cruzeiro e Americano - 5 gols
Renner - 3 gols
Porto Alegre, São José e Ferroviário - 2 gols
Esportivo, Guarany de Bagé, Bagé e Sokol - 1 gol

Acácio faleceu em 1984, vítima de complicações do diabetes.

Jogadores do passado: Solis


Em 21 de junho de 1927, nascia em Quaraí o menino Solis Pacheco Ximenes, que ficaria conhecido no mundo esportivo como o ponteiro-direito Solis.

Solis começou a jogar futebol no Brasil de Quaraí, nas temporadas de 1946 e 1947. Ainda em 1947, transferiu-se para o Fluminense de Santana do Livramento, onde atuou até o início de 1949. Nesse mesmo ano, suas boas atuações o levaram para o Vasco da Gama do Rio de Janeiro, na época um dos melhores times do Brasil. Apesar de não ter atuado em nenhuma partida, fez parte do grupo campeão carioca em 1949.

Se Solis não conseguiu espaço na ponta direita do Vasco, Maneca, Ipojucan e Nestor, que se revezavam na função, não convenceram. E no final de 1949 o Vasco realizava a grande contratação do futebol brasileiro, retirando Tesourinha do Internacional. O clube carioca pagou por Tesourinha, além do valor em dinheiro, o passe de Solis, que voltou ao Rio Grande do Sul com a ingrata função de substituir aquele que era considerado o maior ponteiro-direito do Brasil.

Sua estreia no Internacional ocorreu em 12 de março de 1950, na derrota por 2x1 para o Renner, pelo Torneio Triangular de Porto Alegre. Ele começou a partida, sendo depois substituído por Jarico. No seu jogo seguinte, porém, a história foi diferente. Pela mesma competição, o Internacional venceu o Grêmio por 2x0. Aos 24' do 2º tempo, o Colorado já vencendo por 1x0, a bola foi lançada para a área gremista, sem perigo. O goleiro Fassina preparava-se para pegar a bola, sem perigo, quando Solis entrou na corrida e, de cabeça, roubou a bola quase nas mãos do goleiro e a mandou para as redes. Sua primeira vitória, seu primeiro clássico e seu primeiro gol.

Solis voltaria a marcar em clássicos no primeiro Gre-Nal decisivo do campeonato municipal de 1950. O Internacional venceu por 4x3, e Solis fez dois gols. Na temporada de 1950, foi campeão do Torneio Extra, do campeonato municipal e do campeonato gaúcho.

Em 1951, o Grêmio voltou a ser vítima de Solis. No clássico de 3 de janeiro, pela Taça Cidade de Porto Alegre, o Internacional goleou o Grêmio por 3x0, e Solis abriu o caminho da vitória. No Gre-Nal do returno do campeonato municipal, em 2 de dezembro, houve empate em 2x2, e Solis deixou a sua marca. Nessa temporada o Internacional foi campeão municipal e gaúcho.

Em 1952, Solis disputou apenas dois Gre-Nais e não marcou gol. Mas foi campeão do Torneio Extra, municipal e gaúcho.

A temporada de 1953 foi a que Solis mais atuou pelo Internacional, disputando 33 partidas. Foi campeão municipal, gaúcho e do Torneio Régis Pacheco, o primeiro troféu interestadual do clube. Nesse torneio, na estreia contra o Bahia, marcou dois gols na vitória por 7x1.

Em 1954, Solis foi para a reserva. Luizinho, que já disputava a posição desde 1952, tomou conta da ponta-direita. Mesmo assim, Solis disputou  nove partidas, marcando um gol contra o Renner. Foi campeão do Torneio Extra. Seu último jogo pelo clube foi um amistoso contra o Nacional de Porto Alegre, em 14 de novembro, no qual o Colorado venceu por 2x1.

Em 1955, Solis transferiu-se para o Flamengo de Caxias do Sul, onde ficou até 1956. Nesse ano, transferiu-se para o Veronese, de Canoas, onde aposentou-se em 1957.

Pelo Internacional, Solis disputou 110 partidas (70 vitórias, 21 empates e 19 derrotas), marcando 48 gols.

Suas vítimas foram:
Cruzeiro RS - 7 gols
Floriano - 6 gols
Grêmio - 5 gols
Renner - 4 gols
Rio Grande e Força e Luz (2 quando o clube chamava-se Corinthians) - 3 gols
Bahia BA, Nacional RS, São José, Pelotas, Aimoré, União Serrano e Seleção de Gramado - 2 gols
Uruguaiana, Farroupilha, Flamengo CXS, Vasco da Gama RJ, Paysandu PA e Estudiantes ARG - 1 gol

Em 24 de abril de 2012, Solis foi convocado para reforçar o Internacional celestial.