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terça-feira, 21 de julho de 2020
Primeiros relatos de público feminino nos campos de Porto Alegre
Um clássico - Internacional 2x0 Grêmio - 20/07/1919
segunda-feira, 20 de julho de 2020
Campeonato Brasileiro de Seleções 1925
Em 1924, a seleção gaúcha deveria enfrentar a seleção
paulista, em 23 de novembro. Mas devido à situação política do estado, a
Federação Rio Grandense de Desportos (FRGD) desistiu de formar um selecionado.
Em 1925, porém, novamente a FRGD formou uma seleção para
enfrentar os paulistas, em jogo eliminatório. A seleção foi formada exclusivamente
com jogadores da capital. O jornal A Federação não publica a relação dos
convocados, mas os atletas que são citados já em São Paulo e no Rio de Janeiro
são:
Goleiros: Lara (Grêmio) e Pareja (Cruzeiro)
Zagueiros: Py (Grêmio) e Espir (Cruzeiro)
Médios: Ribeiro (Internacional), Lampinha (Internacional),
Moreno (Internacional), Almo (Cruzeiro) e Hugo (Americano)
Atacantes: Coró (Grêmio), Coi (Grêmio), Oliverio (Grêmio),
Danico (Porto Alegre) e Odorico (Porto Alegre)
A seleção viajou com desfalques. Luiz Carvalho, atacante
gremista, não conseguiu liberação do Colégio Militar, onde era aluno, mesmo com
a FRGD recorrendo ao Ministério da Guerra. O zagueiro Darcy, do Cruzeiro,
também não conseguiu liberação. Havia divergência quanto à formação da equipe.
O técnico e capitão do time, Jorge Py, escolheu um esquema mais defensivo,
improvisando o médio Hugo na ponta-esquerda, e passando o ponteiro-esquerdo
Danico para a direita, onde rendia muito menos. A imprensa cobrava a manutenção
de Danico na esquerda e o ingresso de Odorico na direita. Também era cobrado o
fato do zagueiro colorado Grant não ter sido convocado, quando era o defensor
que melhor saía jogando na capital. Os convocados, inclusive Darcy, eram
exclusivamente marcadores. Com todos esses problemas, a delegação gaúcha
embarcou no navio “Comandante Alvim”, em 23 de julho, rumo a São Paulo, onde
chegou no dia 29.
No dia 2 de agosto de 1925, diante de quase 30 mil pessoas
presentes no Parque Antártica, a seleção gaúcha apresentou-se diante dos
paulistas. O árbitro do jogo foi Joaquim Antônio Leite de Castro. As equipes
estavam assim formadas:
RS: Lara; Py e Espir; Ribeiro, Lampinha e Moreno; Coró, Coi,
Oliverio, Danico e Hugo
SP: Tuffy; Clodoaldo e Barthô; Abbate, Amílcar e
Arthurzinho; Filó, Mário, Friedenreich, Neco e Feitiço
A equipe gaúcha começou jogando atrás, preocupando-se com a
marcação. A imprensa do centro do país reclamou da demora em cada reposição de
bola e da falta de ímpeto ofensivo. No 1º tempo Tuffy não fez uma única defesa,
enquanto Lara se esforçava para manter o placar em branco. Mas aos 15’, Amílcar
lançou Friedenreich, que driblou os zagueiros e Lara, antes de chutar para o
fundo das redes. Ainda na 1ª etapa, Feitiço cobrou escanteio, a bola foi aos
pés de Neco e o atacante chutou para as redes gaúchas: paulistas 2x0. E aos 35’,
Neco serviu a Filó, que marcou o 3º gol de São Paulo. No 2º tempo, a seleção
gaúcha tentou ser mais ofensiva, sem muito sucesso. Tuffy chegou a fazer três
defesas na partida. E os paulistas marcaram mais um gol, após Friedenreich
passar a bola para Mário. Placar final: São Paulo 4x0 Rio Grande do Sul.
Após a eliminação, a seleção gaúcha viajou ao Rio de
Janeiro, para enfrentar o Vasco da Gama. No dia 9 de agosto, nas Laranjeiras, a
Seleção Gaúcha perdeu para o Vasco por 1x0, com a seguinte equipe:
RS: Lara; Py e Espir (Hugo); Ribeiro, Almo e Moreno; Coi,
Odorico Oliverio, Danico e Coró
Na preliminar, uma seleção “B”, formada por jogadores convocados
e atletas gaúchos residentes no Rio, perdeu para o Andarahy por 3x1. Essa
seleção foi assim formada:
RSB: Pareja; Octacílio e Léo; Gazippo, Lampinha e Honorino;
Doca, Candiota, Lagarto, Ribeiro e Chagas
Pareja e Lampinha faziam parte da seleção gaúcha. Candiota
(Flamengo) e Lagarto (Fluminense) eram titulares de seus clubes e da seleção
carioca. Octacílio era titular do Botafogo. Os outros atletas eram jogadores do
2º quadro do Flamengo, Fluminense e São Cristóvão, além de três atletas sem clube,
um deles Honorino, ex-zagueiro do Internacional.
Campeonato Brasileiro de Seleções 1923
Em 1923, com o futebol de Porto Alegre pacificado, a Federação Rio Grandense de Desportos começou a
pensar em formar sua seleção em julho, quando o campeonato estava planejado
para começar em agosto. Para facilitar a formação e treinamento da equipe, a
entidade decidiu recorrer a jogadores apenas da capital. Após vários treinos, e
com o adiamento do campeonato para setembro, no dia 11 desse mês a FRGD apontou
sua seleção, que teria:
Goleiros: Lara (Grêmio) e Ávila (Cruzeiro)
Zagueiros: Py, Grêmio, Heitor (Americano) e Espir (Cruzeiro)
Médios: Ribeiro (Internacional), Floriano (Grêmio) e Almo
(Cruzeiro)
Atacantes: Leon (Ruy Barbosa), Mandarino (Porto Alegre),
Octacílio (Cruzeiro), Lagarto (Grêmio), Ramão (Grêmio), Danico (Porto Alegre) e
Genny (Internacional)
O time titular, anunciado pela comissão formadora, era: Lara;
Py e Heitor; Ribeiro, Floriano e Almo; Leon, Mandarino, Octacílio, Lagarto e
Ramão. Essa é talvez a edição com pior cobertura da imprensa gaúcha. Algumas
mudanças ocorreram, em relação à equipe que jogaria em São Paulo, mas não
existem muitas informações. Lagarto, que antes da formação da seleção, havia
informado que não jogaria o campeonato brasileiro, devido às suas aulas, não
jogou. Teria ficado em Porto Alegre? Também ingressaram na seleção o médio Hugo
(Americano) e os atacantes Nenê (Pelotas) e Bate-Bate (Bagé).
No dia 23 de setembro de 1923, a seleção gaúcha entrava no
campo do Parque Antártica para enfrentar os paulistas, em jogo eliminatório. O
estádio recebeu um bom público, e na preliminar o ítalo venceu o São Geraldo
por 1x0. A partida principal seria arbitrada por Antônio Augusto de Almeida,
vulgo Ferramenta. Os times estava assim formados:
RS: Lara; Py e Espir; Ribeiro, Leon e Hugo; Mandarino, Nenê,
Bate-Bate, Genny e Ramão
SP: Colombo; Clodoaldo e Barthô; Bertolini, Amílcar e
Ciasca; Formiga, Neco, Friedenreich, Tatu e Netinho
A partida começou muito disputada, com os paulistas tomando
a iniciativa, mas os gaúchos reagindo bem. O tempo ia passando, mas aos 36’ Friedenreich
cruzou para Netinho, que quase me cima da linha apanhou a bola e entrou nas
redes com ela, abrindo o placar para os paulistas. O gol abateu os gaúchos, e aos
39’ Formiga invadiu a área pelo lado e chutou alto, fazendo 2x0. No 2º tempo,
os paulistas logo de início ampliaram o placar. Aos 6’, Netinho passou para
Tatu, que passou para Formiga marcar. Os gaúchos reagiram com Genny, que aos 20’,
que tomou uma bola reposta em jogo por Colombo e chutou alto, de fora da área,
encobrindo o goleiro diminuiu. Mas aos 33’, Barthô cobrou falta, próximo à área,
e venceu Lara. Placar final: São Paulo 4x1 Rio Grande do Sul. Os gaúchos foram
eliminados no primeiro jogo.
Além dos dois atletas colorados convocados, o médio
Floriano, do Grêmio, já havia jogado no Internacional. Nenê, do Pelotas,
transferiu-se para o Internacional no ano seguinte. E Hugo teve uma rápida
passagem no Internacional, em 1930.
Campeonato Brasileiro de Seleções 1922
Seleção gaúcha com o uniforme do Flamengo, na partida contra a seleção baiana.
Em junho de 1922, a Federação Rio Grandense de Desportos
(FRGD) começou a preocupar-se com a organização do “scratch” que representaria
o estado no primeiro Campeonato Brasileiro de Seleções.
O futebol da capital estava dividido desde 1920, e dos
principais clubes da cidade, apenas o Grêmio permanecia fiel à FRGD. Com isso,
coube a esse clube ser a base da seleção. Em tempos de amadorismo, formar um
selecionado que jogaria fora do estado era algo difícil. Os jogadores do Brasil
de Pelotas chamados a treinar no “scratch” não puderam comparecer em Porto
Alegre, pois não obtiveram licença de seus empregadores. O presidente da FRGD,
Paulo Hecker, teve que interferir pessoalmente aos dirigentes da Fiscalização
de Serviços da Barra e ao Banco Nacional do Comércio, para conseguir a
liberação de Coroliano e Miranda, atletas do Rio Grande.
Após vários treinos na capital, onde foram testados vários
jogadores, no dia 16 de julho a seleção gaúcha partiu para Curitiba, onde
enfrentaria os paranaenses. Os atletas que embarcaram foram os seguintes:
Goleiros: Lara (Grêmio) e Marcelino (Riograndense SM)
Zagueiros: Presser (Ruy Barbosa), Neco (Grêmio) e Romagna
(Guarany de Cruz Alta)
Médios: Alfredo (Ruy Barbosa), Xingo (Pelotas), Quincas
(Pelotas) e Luiz Assumpção (Grêmio)
Atacantes: Leon (Ruy Barbosa), Lagarto (Grêmio), Bruno
(Grêmio), Mosquito (Riograndense SM), Ramão (Grêmio), Willy (Riograndense SM),
Barros (Tamandaré SM) e Faeco (Pelotas)
No dia 23 de julho, no campo do Internacional, em Curitiba,
mais de 10 mil pessoas comparecem para apoiar a equipe paranaense, no jogo
eliminatório que valia o título da Região Sul. O árbitro era o carioca Carlos
Miranda dos Santos. As equipes foram assim a campo:
RS: Lara; Presser e Neco; Quincas, Xingo e Alfredo; Leon,
Lagarto, Willy, Mosquito e Ramão
PR: Hermógenes; Albano e Rosa; Rigolino, Falcico e Ninho;
Maximino, Zito, Arthur, Joaquim e Djalmo
Os principais movimentos da partida ocorreram no início. Aos
9’, Mosquito lançou Leon em velocidade, pela esquerda. O jogador do Ruy Barbosa
foi à linha de fundo e cruzou para Willy cabecear para o fundo das redes:
gaúchos 1x0! Na saída de bola, os paranaenses atacaram com perigo e Alfredo
derrubou Zito, na área. Arthur cobrou a penalidade, defendida por Lara, mas o
mesmo jogador pegou o rebote e chutou para as redes. Estava empatada a partida
aos 10’ de jogo. Depois, o jogo caiu em rendimento. Os gaúchos jogaram a
segunda etapa com dez atletas, pois Alfredo, lesionado, não voltou do
intervalo, e não existiam substituições. Mesmo assim, a imprensa gaúcha
ressaltou que o juiz deixou de marcar dois pênaltis clamorosos para o Rio
Grande do Sul. O empate obrigou à realização de uma nova partida, no dia
seguinte.
No dia 24 de julho, no mesmo campo do Internacional, com o
mesmo árbitro Carlos Miranda dos Santos, diante de outro público de mais de 10
mil pessoas, as duas equipes voltaram a enfrentar-se. Os times estavam assim
formados:
RS: Lara; Presser e Neco; Faeco, Xingo e Alfredo; Leon,
Lagarto, Willy, Mosquito e Barros
PR: Hermógenes; Albano e Rosa; Rigolino, Pena e Ninho;
Maximino, Zito, Arthur, Joaquim e Taurizano
A partida começa com os gaúchos atuando adiantados, e em um
contra-ataque, logo no inicio, Zito avançou em velocidade e abriu o placar para
os paranaenses. Aos 14’, novo contra-ataque, mas Alfredo saiu em busca de Zito
e chocou-se com ele. O médio-esquerdo gaúcho, que já havia se lesionado no
primeiro jogo, precisou abandonar a partida, com fratura na clavícula esquerda.
Novamente os gaúchos ficavam com dez em campo, e perdendo de 1x0. Tudo parecia
desfavorável, mas a seleção reagiu. Aos 30’, Lagarto passou para Xingo, que
chutou forte para empatar. No 2º tempo, mesmo com um jogador a menos, a seleção
gaúcha foi para cima dos adversários. Pena cometeu pênalti em Lagarto, que
Xingo cobrou e virou o jogo. A seguir, Mosquito lançou Barros, que avançou pela
ponta e chutou cruzado para fazer o 3º gol gaúcho. Os paranaenses ainda
descontam, quando Maximino escapou pela direita e marcou. Mas em seguida,
Lagarto e Leon tabelaram, e quando Hermógenes saiu do gol, Leon chutou para as
redes. Placar final: Rio Grande do Sul 4x2 Paraná.
Com esse resultado, o Rio Grande do sul classificou-se para
o Quadrangular Final, com as seleções de São Paulo, Distrito Federal (cidade do
Rio de Janeiro) e Bahia, que seria disputado no centro do país. No dia 25 de
julho, embarcaram para São Paulo, onde encontrariam o resto da delegação,
Dorival e Totte (Grêmio) e Miranda (Rio Grande).
Os gaúchos chegaram a São Paulo no dia 27 de julho. No dia
30, uma surpresa: no Rio de Janeiro, os cariocas empataram com os baianos em
2x2.
Em 2 de agosto, os gaúchos entravam em campo, na Chácara da
Floresta, para enfrentar a poderosa seleção paulista, de Friedenreich e Neco, e
que nas eliminatórias havia batido Minas Gerais por 13x0. O árbitro era o
carioca Henrique Vinhaes. As equipes foram a campo com a seguinte formação:
RS: Lara; Presser e Neco; Faeco, Xingo e Dorival; Leon,
Lagarto, Willy, Mosquito e Barros
SP: Primo; Bianco e Barthô; Bertolini, Amílcar e Gelindo;
Formiga, Heitor, Friedenreich, Neco e Rodrigues
Apesar de todo favoritismo paulista, aos 10’ de jogo Barros
escapou em velocidade e chutou para o gol. O chute foi fraco, e Primo chegou a defendê-la,
mas deixou a bola escapar entre suas mãos e morrer no fundo das redes. Aos 15’,
em nova escapada, Barros chutou, a bola desviou em Bianco e foi para o fundo
das redes: gaúchos 2x0. Ainda no 1º tempo, aos 39’, os paulistas reagem,
Formiga cruzou para a área e Friedenreich cabeceou para as redes. No 1º minuto
do 2º tempo, Formiga caiu na área, e o juiz deu pênalti, questionado pela
imprensa gaúcha. Friedenreich cobrou o pênalti e marcou, empatando o jogo.
Depois disso, a partida transcorreu sem grandes emoções, fora uma lesão de
Lara, após chocar-se com Rodrigues. A partida ficou vários minutos parada, e
quando Lara voltou, ainda preferiu sair de campo, deixando Mosquito no gol por
dois minutos, até regressar a campo. A paralisação gerou uma confusão. Na
época, era o cronometrista que marcava o tempo, e não o juiz. E um sinal do
mesmo, em um momento que o jogo parou, gerou a impressão que a partida havia
acabado. Os jornalistas gaúchos telegrafaram para Porto Alegre, anunciando o
empate. Mas a bola voltou a rolar. E aos 35’, pouco depois do falso fim, Neco
acertou um chute, virando a partida. Aos 37’, Rodrigues chutou rasteiro para
fechar o placar: São Paulo 4x2 Rio Grande do Sul. E muita reclamação da
imprensa gaúcha sobre a conduta do juiz.
Uma notícia divulgada pouco antes da partida irritou gaúchos
e paulistas. A CBF teria declarado que o torneio não era campeonato brasileiro,
e sim um festival de futebol para preparar os futuros jogadores da seleção
brasileira que disputaria os Jogos Latino-Americanos. O motivo dessa decisão
teria sido o empate dos cariocas com baianos, que deixaram os mesmos em posição
de inferioridade na disputa pelo título. Realidade ou não, essa decisão não
prevaleceu, e o torneio valeu como campeonato brasileiro.
No dia 6 de agosto, havia rodada dupla. Em São Paulo,
paulistas x baianos, no Rio, cariocas x gaúchos. Os paulistas venceram seu jogo
por 3x0. No Rio, em General Severiano, Carlos Miranda dos Santos, o mesmo
árbitro carioca dos confrontos contra os paranaenses, comandaria a partida. As
duas equipes foram assim a campo:
RS: Lara; Presser e Neco; Quincas, Xingo e Dorival; Leon,
Lagarto, Willy, Faeco e Barros
DF: Haroldo; Palamone e Chico Netto; Laís, Alfredinho e
Fortes; Leite, Zezé, Pastor, Junqueira e Antenor
Nos primeiros 15 minutos de jogo, os cariocas dominaram. Mas
aos poucos os gaúchos passaram a controlar a partida. Em um ataque perigoso,
Barros acertou um chute na trave. Mas aos 33’, Laís lançou Junqueira, impedido,
que passou para Zezé marcar. No 2º tempo, os cariocas predominaram, e aos 21’,
Fortes cruzou para a área, Lara escorregou e Leite apanhou a bola, passando
para Zezé marcar novamente. Placar final: Distrito Federal 2x0 Rio Grande do
Sul.
No dia 10 de agosto, na Rua Paissandu, enfrentaram-se as seleções do
Rio Grande do Sul e Bahia. O árbitro foi o carioca Carlos Santos. Na
preliminar, o segundo time do Flamengo venceu por 2x1 o River, campeão da 2ª
divisão carioca. Depois, na hora de entrar em campo, um problema: as duas
seleções tinha uniformes semelhantes. Assim, os gaúchos jogaram com o uniforme
do Flamengo. As duas equipes foram a campo com a seguinte formação:
RS: Lara; Presser e Neco; Quincas, Xingo e Faeco; Leon,
Lagarto, Willy, Mosquito e Barros
BA: Baby; Durval e Santinho; Mica, Popó e Nebulosa; Asterio,
Petiot, Vivi, Manteiga e Sandoval
A partida foi parelha, com os gaúchos predominando no 1º
tempo e os baianos na 2ª etapa. E aos 25’ do 2º tempo, Manteiga cruzou para
Petiot marcar o único gol do jogo. Placar final, baianos 1x0 gaúchos. No dia 13
de agosto, em São Paulo, os paulistas venceram os cariocas por 4x1, ficando com
o título brasileiro.
Da seleção gaúcha que disputou o primeiro campeonato
brasileiro, o ponteiro-esquerdo Barros, no ano seguinte ingressou no
Internacional. O goleiro reserva Marcelino seguiu o mesmo caminho, em 1924. O
lateral-esquerdo Alfredo, irmão do atacante Leon, jogou no Internacional de
1931 a 1933.
sábado, 18 de julho de 2020
Campeonato Municipal de Basquete - 1936
Em 1936, a LARG (Liga Atlética Rio Grandense) organizou mais um
campeonato municipal de basquete, ou cestobol, como era chamado na época.
Faziam parte da 1ª divisão:
Internacional
Grêmio
Porto Alegre
Gaúcho (Grêmio Náutico Gaúcho)
Turner Bund (atual Sogipa)
ACM
E em 1936 também foi organizada uma 2ª divisão, com:
Americano
ACM "B"
Excursionista
Castelo
3ª FI (Formação de Intendentes)
CIM (Curso de Instrução Militar)
Em 5 de maio de 1936 a temporada começou, com a disputa do Torneio
Início, na quadra da ACM. O Internacional venceu a ACM, na estreia, mas perdeu
para o Gaúcho, na semifinal. O Grêmio Náutico Gaúcho, que venceu o Porto Alegre
e o Internacional, bateu o Grêmio, na final, levando a taça. O Internacional
atuou com Armando, Ernesto, Angelino, Kokot e Valdemar na 1ª partida e Evaldo,
Ernesto, Angelino, Kokot e Valdemar, na 2ª partida.
O campeonato estava previsto para começar no dia 12 de maio. As partidas
eram disputadas nas quadras dos clubes, que eram descobertas, ficando expostas
ao mau tempo, assim muitas rodadas foram transferidas. A imprensa também não
dava o mesmo destaque ao basquete que a outros esportes, e rodadas que
ocorreram junto a eventos importantes no futebol ou nas regatas foram
simplesmente ignoradas. Por isso, mesmo pesquisando nos jornais A Federação e
Diário de Notícias, não foi possível resgatar todas as partidas do torneio. Na
2ª divisão, sequer foi possível confirmar a participação do Castelo, que
aparece nas primeiras notícias e na divulgação das primeiras rodadas, mas não
aparece em nenhuma das notícias posteriores.
A rodada do dia 12, que previa Internacional x ACM e Gaúcho x Porto
Alegre, foi cancelada devido ao mau tempo. No dia 19 de maio, o campeonato
começou, com dois jogos: ACM 15x13 Grêmio e Turner Bund 20x24 Porto Alegre.
O Internacional estreou na rodada seguinte, batendo o Porto Alegre por
33x12, na Chácara das Camélias. Na mesma rodada, a ACM venceu o Gaúcho por
22x14.
Na rodada seguinte, estes foram os jogos:
26 de maio
Internacional 34x13 Turner Bund
Gaúcho 24x17 Grêmio
No dia 29 de maio, ocorre o Gre-Nal, vencido pelo Colorado por 16x14. No
mesmo dia, tivemos Porto Alegre 30x25.
Em junho, as notícias diminuem, mas no dia 12, o Internacional
bateu o Gaúcho, na casa do adversário, por 20x16, em uma partida polêmica. O juiz do Turner Bund, indicado para a partida, não compareceu, e a LARG decidiu nomear dois juízes, um de cada clube. A torcida colorada participou ativamente da partida, descontrolando o juiz do Gaúcho. Irritado e acusando o juiz colorado de ser parcial, abandonou a partida, que terminou apitada apenas pelo árbitro do Internacional. Mais tarde, os árbitros da partida foram excluídos do quadro da LARG, mas a partida não foi
anulada, como queria o “Tricolor da Praia de Belas”.
No dia 16 de junho, na Baixada, Grêmio 24x26 Porto Alegre. O clube da
Chácara das Camélias seguia firme em segundo lugar.
No dia 19 de junho, duas “goleadas” para os placares da época: Turner
Bund 17x45 Gaúcho e Internacional 40x18 ACM. Atuaram no Internacional, nessa
partida, Evaldo, Foguinho, Miluchinha, Renê, Angelino e Milucha.
No 2º turno do campeonato, as notícias diminuem ainda mais. No dia 26 de
junho, uma surpresa. O Internacional perdeu, em casa, para o Gaúcho, por 16x21.
A equipe colorada atuou com Evaldo, Foguinho, Miluchinha, Frontão, Renê e
Angelino.
No dia 29 de junho foi realizado, na quadra da ACM, o Torneio Vitor
Sperb, em formato de torneio início. O Gaúcho sagrou-se campeão, com o Porto
Alegre vice. O Internacional jogou o torneio com Foguinho, Miluchinha, Renê,
Angelino e Milucha.
No dia 3 de julho, o Internacional bateu o Porto Alegre por 23x18,
praticamente confirmando o título. No mesmo dia, tivemos Gaúcho 29x12 ACM. No
dia 7 de julho teríamos Turner Bund x Internacional, mas não há informações
sobre a partida.
Em 10 de julho, o Internacional carimbou o título vencendo o Grêmio por
18x5. Atuaram no Colorado Evaldo, Foguinho, Miluchinha, Renê, Angelino e Frontão.
No dia 17 de julho estava marcado ACM x Internacional, novamente sem
informações. E no dia 21 de julho, tivemos Porto Alegre 21x34 Gaúcho.
O quadro de campeões e vices dos torneios oficiais da LARG, em 1936,
ficaram assim:
1º Quadro Internacional – Gaúcho
2º Quadro Grêmio – Gaúcho
3º Quadro Grêmio – ACM
Infantil ACM – Gaúcho
1º Quadro/2ª Divisão 3ª FI – CIM
2º Quadro/2ª Divisão Americano - 3ª FI
Torneio Início Gaúcho – Grêmio
Torneio Vitor Sperb Gaúcho – Porto Alegre
Torneio Porto Alegre Internacional – ACM
Torneio Encerramento Grêmio – Porto Alegre
Também existia basquete fora da liga oficial. Em junho, América (que
chegou a anunciar que participaria da 2ª divisão), Jaime Teles, São Francisco e
Papai Noel organizaram seu próprio torneio. E clubes como o Colorado Atlético
Clube, General Osório, Treze e Bonsucesso também apareceram nas páginas da
imprensa.
Em 5 de agosto de 1936 o Internacional
homenageou os bicampeões citadinos de basquete com um jantar no Restaurante
Belomo, na rua Uruguai. Foram homenageados o técnico Randolfo Torres Balbão e
os jogadores Evaldo, Foguinho, Milucha, Miluchinha, Renê, Frontão, Quelin e
Angelini, que participaram da conquista. A foto que ilustra este texto foi
tirada nesse jantar.








