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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

NOSSOS TÍTULOS - Campeonato Gaúcho de 1927


O campeonato gaúcho, de sua origem até 1960, era disputado pelos campeões municipais. Desde que o campeonato gaúcho foi criado, em 1919, o Internacional fora campeão municipal duas vezes, em 1920 e 1922. Mas um pouco antes do fim da temporada de 1920, a Federação Rio Grandense de Desportos (FRGD), que organizava a competição estadual, havia desfiliado a Associação Porto Alegrense de Desportos (APAD), somente aceitando-a de volta em 1923. Assim, o Colorado ficou de fora do campeonato estadual nesses anos.

Em 1927 o Internacional voltou a ser campeão municipal, e classificou-se para disputar seu primeiro estadual. A estreia era para ter ocorrido em 14 de agosto de 1927, contra o Itapuí, de Guaíba. Momentos antes da partida, porém, o Itapuí ficou sabendo que seu capitão e melhor jogador, Nona, havia atuado pelo São José, no campeonato porto-alegrense, e que só poderia jogar uma competição oficial por outro clube na temporada seguinte. Considerando que não teria a menor chance de enfrentar o Colorado sem seu craque, a direção do Itapuí propôs entregar os pontos da partida e disputar um amistoso, com Nona em campo. Assim ocorreu, mas mesmo com Nona o Itapuí foi batido por 3x0.

A estreia oficial ocorreu no dia 24 de agosto de 1927, contra o Nacional de São Leopoldo. O time leopoldense tinha jogadores como Bugio, Puchulu, Encrenca, Toco e Cabrito. E levou 4x1 do Internacional. O uruguaio Ross marcou o primeiro gol colorado em campeonatos gaúchos.

E veio a grande final, em 7 de setembro de 1927. O adversário era o forte Bagé, campeão gaúcho em 1925, e que tinha os temidos atacantes Pasqualito e Bate-Bate. O Colorado ainda tinha um desfalque sério: o zagueiro Gilberto lesionou-se e não pode jogar a partida. Assim, o veterano Meneghetti, que havia encerrado a carreira no final de 1926, teve que voltar a campo. O jogo foi tenso, mas no final do 1º tempo, Barros abriu o placar para o Internacional. No início do 2º tempo, pênalti para o Colorado. Ribeiro cobrou para fora. Logo depois, pênalti para o Bagé, e Pasqualito empatou a partida. Mas Nenê, aos 21', colocou o Internacional em vantagem, outra vez, e Barros, aos 38', fechou o placar: Internacional 3x1! Colorado campeão gaúcho pela primeira vez!

Time-base: Moller; Gilberto (Meneghetti) e Grant; Ribeiro, Lampinha e Paulo; Nenê, Veiga, Ross, Barros e Miro (Darcy)
Técnico: Edelberto Mendonça

Artilheiro: Barros, Nenê e Veiga - 2 gols


sábado, 23 de fevereiro de 2019

DOSSIÊ LIBERTADORES - As edições que nos roubaram




O Internacional, ao longo da história, já disputou 11 edições da Taça Libertadores da América. Este ano disputará a sua 12ª edição. Mas o Colorado poderia ter disputado mais duas edições, perdendo essas oportunidades por culpa da entidade máxima do futebol brasileiro.

1969
A primeira edição que deixamos de disputar foi a de 1969. No início de dezembro de 1968, a CBD decidiu que o Brasil seria representado, na Taça Libertadores, pelo campeão e vice do Robertão, que estava entrando em seu quadrangular final, com Santos, Internacional, Palmeiras e Vasco da Gama. Mas a entidade brasileira também decidiu pressionar a Conmebol para que apenas os campeões participassem do torneio, com medo de que o excesso de jogos prejudicasse a preparação da Seleção Brasileira para as eliminatórias da Copa do Mundo.

O Colorado começou perdendo para Santos e Vasco da Gama, mas na véspera da última rodada o técnico colorado Daltro Menezes conclamava a torcida para comparecer ao Olímpico, para empurrar o clube contra o Palmeiras. Uma vitória colorada, somada a uma vitória do Santos sobre o Vasco, e uma combinação de saldo de gols, e o Internacional poderia ser vice. E Daltro chamava a atenção de que o vice iria para a Libertadores. O Colorado venceu o Palmeiras por 3x0, o Santos derrotou o Vasco, e o Internacional foi vice.

Santos e Internacional seriam os representantes brasileiros na Taça Libertadores. Mas dias depois a imprensa publicava que o Santos desistiu de disputar a competição, pois queria receber 50% da arrecadação das partidas que jogasse fora de casa. O Brasil seria representado por Internacional e Vasco da Gama (3º colocado do Robertão). Ainda em dezembro de 1968, o Santos voltou atrás e anunciou que disputaria a Libertadores.

A pressão da CBD para que apenas os campeões jogassem o torneio não fez efeito. A AFA (Associação de Futebol Argentina) também discordava da participação de dois clubes por país. O Santos decidiu em definitivo em não participar da Libertadores. Em seguida, CBD e AFA decidem não enviar representantes ao torneio. O Internacional ainda pleiteou junto à CBD o direito de jogar a competição, utilizando o exemplo de 1967, quando o Santos não quis jogar a Libertadores e o Cruzeiro foi o único representante brasileiro. Mas não teve jeito.

Em janeiro de 1969, a AFA propôs a realização de uma "Mini-Libertadores" com o campeão e vice argentinos (Vélez Sarsfield e River Plate) e o campeão e vice do Robertão (Santos e Internacional). O Colorado demonstrou interesse no torneio, mas a ideia não foi adiante.

1988
Em 1987 os grandes clubes brasileiros rebelaram-se contra a CBF, fundaram o Clube dos 13 (os doze grandes mais o Bahia) e decidiram organizar um torneio próprio, a Copa União, conseguindo o patrocínio da Coca Cola e o televisionamento da Globo. Temendo o total fracasso do campeonato brasileiro sem os grandes clubes, a CBF abriu negociações. As partes chegaram a um acordo: a Copa União teria 4 módulos de 16 clubes cada. O Módulo Verde, com os 13 mais Santa Cruz, Coritiba e Goiás, seria a 1ª divisão. O Módulo Amarelo seria a 2ª divisão e os Módulos Azul e Branco seriam a 3ª divisão. A 1ª divisão de 1988 seria formada pelos 16 clubes do Módulo Verde e os 8 melhores do Módulo Amarelo.

Para assinar o acordo definitivo, o Clube dos 13 enviou o dirigente vascaíno Eurico Miranda, e foi seu grande erro. Eurico assinou uma versão diferente do acordo, que passou a prever um cruzamento entre os dois primeiros dos Módulos Verde e Amarelo. Os demais clubes só ficaram sabendo dessa nova regra una semana depois do campeonato ter começado. Imediatamente o Clube dos 13 se reuniu e tirou a posição de que fossem quais fossem o campeão e vice do Módulo Verde, não jogariam o cruzamento. No final do torneio, Flamengo e Internacional foram, respectivamente, o campeão e o vice.

E aí começam as pressões. A CBF avisa que irã para a Libertadores o 1º e o 2º colocado do cruzamento, o que não sensibiliza os dois grandes. Depois surge a ideia de que Flamengo e Internacional teriam as vagas asseguradas na Libertadores se aceitassem jogar o cruzamento. Os clubes respondem que abriam mão das vagas no torneio se a CBF reconhecesse os dois como campeão e vice brasileiros. Surge até uma proposta que reconheceria o título do Flamengo e liberaria o Internacional para jogar um triangular com Sport e Guarani pelas vagas na Libertadores.

No final da história, Flamengo e Internacional mantiveram a palavra empenhada no início do campeonato e não jogaram o absurdo cruzamento. A CBF indicou Sport e Guarani para a disputa da Taça Libertadores.

NOSSOS TÍTULOS - Campeonato Municipal de 1927


Já se passavam 5 anos do último título colorado. Nunca o clube havia vivido um período de jejum tão longo. Mas para a temporada de 1927 o Internacional tratou de reforçar-se.

Para o gol, o clube trouxe Moeller, goleiro que havia se destacado no Novo Hamburgo. Na zaga, Gilberto subiu do 2º quadro, para jogar ao lado de Grant, titular desde 1925.

Na linha média, o experiente Ribeiro, titular da lateral-direita desde 1921, dava um toque de qualidade, defendendo e apoiando com qualidade, além de fazer gols. O centromédio Lampinha era ainda mais experiente, jogava no clube desde 1920. Na lateral-esquerda jogava Paulo Manotaço, titular desde 1926.

O ponteiro-direito Barros, o "Terror dos Goleiros", era titular desde 1924. Também jogava na esquerda, quando Darcy atuava no time. No ano seguinte, levou 4 partidas de suspensão por ofensas ao juiz, em um Gre-Nal. Irritado com a pena injusta, decidiu abandonar o futebol, mesmo com a anulação da pena.

Nenê subiu do 2º quadro em 1927. O centroavante uruguaio Ross também chegou em 1927, vindo do 14 de Julho PF, depois de circular por vários clubes do interior.

Veiga era titular desde 1924, depois de ter feito nome no futebol santanense. E na ponta-esquerda atuava Miro, que destacou-se no Ypiranga, da capital, e foi contratado no início de 1927.

E esse time, apesar de alguns tropeços, encantou a cidade e devolveu o título de campeão ao Colorado.

Campanha colorada:
1º Turno
17.04.1927 6x1 Americano - F
01.05.1927 2x2 Cruzeiro - C
08.05.1927 3x2 Grêmio - C
15.05.1927 2x0 São José - F
22.05.1927 0x0 Porto Alegre - F
2º Turno
12.06.1927 3x1 Grêmio - F
19.06.1927 2x3 Americano - C
26.06.1927 3x2 Cruzeiro - F
10.07.1927 5x2 Porto Alegre - C
17.07.1927 4x1 São José - C

Artilheiro colorado: Ribeiro - 11 gols

NOSSOS TÍTULOS - Campeonato Municipal de 1922

O campeonato da cidade estava novamente dividido, desde a temporada anterior. Na APAD (Associação Porto Alegrense de Desportos) estavam o Internacional e os principais clubes da cidade. Na APAF (Associação Porto Alegrense de Futebol) estavam o Grêmio e alguns clubes menores. O São José chegou a filiar-se à liga paralela gremista em 1921, mas voltou para a liga principal em 1922.

Na temporada de 1922 o grande adversário colorado foi o Cruzeiro, campeão municipal em 1921. O Porto Alegre também demonstrou ser um adversário difícil em campo. Mas a campanha foi tranquila. O Internacional venceu 9 de suas 11 partidas, empatando uma com o Porto Alegre e perdendo uma para o Cruzeiro. Também venceu uma partida por WO.

Campanha colorada:
1º Turno
30.04.1922 6x3 São José - F
07.05.1922 8x1 Ypiranga - C
21.05.1922 5x0 Tabajara - C
04.06.1922 2x1 Porto Alegre - F
25.06.1922 2x1 Americano - F
23.07.1922 0x2 Cruzeiro - F
2º Turno
20.08.1922 7x0 São José - C
20.09.1922 12x0 Ypiranga - F
24.09.1922 2x0 Americano - C
01.10.1922 WO Tabajara - vitória colorada
22.10.1922 3x3 Porto Alegre
12.11.1922 3x0 Cruzeiro

Artilheiro colorado: Genny - 8 gols

O técnico colorado nessa campanha foi José Luiz Godolphim.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

NOSSOS TÍTULOS - Campeonato Municipal de 1920

Após duas temporadas sem títulos, o Colorado voltaria a ser campeão municipal em 1920, em um torneio marcado por confusões em sua reta final.

O Grêmio liderou o campeonato com certa facilidade, vencendo os dois Gre-Nais. Na reta final do campeonato, entretanto, três jogadores do extinto Frisch Auf tentaram ingressar no Grêmio, mas foram impedido pela Lei do Estágio. O regulamento da APAD (Associação Porto Alegrense de Desportos) previa que atletas que trocassem de clubes filiados, mesmo em caso de extinção de um deles, só poderiam jogar em partidas oficiais na temporada seguinte. O Grêmio recorreu à FRGD (Federação Rio Grandense de Desportos), que lhe deu ganho de causa, mas a APAD não aceitou o resultado. O Grêmio abandonou a entidade e perdeu seus pontos.

O Internacional, em meio a crise da saída do Grêmio, foi excursionar em Pelotas. A partida contra o São José, que seria disputada antes da excursão, foi transferida devido ao mau tempo, e remarcada para uma data em que o clube estaria fora da cidade. O Colorado preferiu manter a excursão e entregou os pontos da partida. Assim, o Zequinha ficou muito perto do título.

O Internacional, após voltar de Pelotas, tinha pela frente duas partidas. Um único tropeço e o São José seria campeão. Mas o Colorado bateu o Porto Alegre e venceu o Cruzeiro por WO, tornando necessária uma partida extra para decidir o título. Pela primeira vez o campeonato municipal teria uma final.

No jogo decisivo, o Colorado venceu por 5x4, ficando com a taça. Apesar do placar apertado, em nenhum momento o Internacional chegou a ter sua vitória ameaçada. Faltando seis minutos para o final da partida, o Colorado vencia por 5x2. Em um esforço desesperado, o São José fez dois gols, mas ficou nisso.

Campanha colorada:
1º Turno
18.04.1920 2x1 Tabajara - F
02.05.1920 1x4 Grêmio - C
16.05.1920 1x1 São José - C
13.06.1920 4x0 Porto Alegre - C
11.07.1920 5x1 Cruzeiro - C
2º Turno
18.07.1920 12x0 Tabajara - C
22.08.1920 1x2 Grêmio - F
26.09.1920 WO São José (derrota colorada)
12.10.1920 2x1 Porto Alegre - F
31.10.1920 WO Cruzeiro (vitória colorada)
Jogo-extra
15.11.1920 Internacional 5x4 São José

Artilheiro colorado: Genny - 9 gols

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

NOSSOS TÍTULOS - Campeonato Municipal de 1917


No início de 1917, a FSRG aceitou o pedido de filiação do Municipal, do Brasil, do Tiradentes e do Ruy Barbosa. A Federação aprovou a "Lei do Estágio", uma manobra para impedir o profissionalismo. Por essa determinação, só poderiam participar do campeonato jogadores que residissem em Porto Alegre no mínimo 30 dias antes da partida em que fossem atuar.

Assim, para a temporada de 1917, a Federação Sportiva Riograndense contava com as seguintes equipes:

1ª Divisão: Grêmio, Fussball, Internacional, Cruzeiro e São José.
2ª Divisão: Frisch Auf, Americano, Brasil, Municipal, Ruy Barbosa, Ypiranga e Tiradentes.

Em abril de 1917, o Cruzeiro propôs que atletas estrangeiros só pudessem atuar em jogos oficiais após um ano de residência na capital. O Grêmio, que acabara de contratar três jogadores uruguaios, se sentiu prejudicado e desligou-se da FSRG. Com a saída do Grêmio, o Americano passou para a 1ª divisão.
     
A I Guerra Mundial influenciaria o futebol da capital. Em 16 de abril de 1917, em virtude do torpedeamento de um navio brasileiro por submarinos alemães, começam a ocorrer ataques a lojas e residências de alemães e seus descendentes, em Porto Alegre. Diante do clima tenso e instável, a FSRG decide adiar por algumas semanas o início da temporada de 1917.

Com a bola rolando, novamente o Internacional não teve adversários. Venceu todas suas partidas, aplicando duas goleadas históricas. Em uma delas, a história é curiosa. O Internacional havia vencido o Americano por 1x0, mas o clube da Rua Larga recorreu e a Federação anulou a partida. No novo jogo, o Colorado voltou a vencer, mas pelo elástico placar de 11x0! Mais tarde o Americano abandonou o campeonato, não enfrentando o Internacional no 2º turno. No final da temporada, Internacional penta-campeão municipal.

Com a entrada do Brasil na I Guerra Mundial, clubes com nomes vinculados à Tríplice Aliança tiveram que mudar suas denominações. O Fussball Club Porto Alegre, conhecido como Fussball, mudou o nome para Foot-Ball Club Porto Alegre, passando a ser conhecido como Porto Alegre. Em novembro de 1917, após o fim do campeonato, a FSRG expulsou o Frisch Auf, devido aos seus sócios recusarem-se a nacionalizar o nome do clube. Após a expulsão do Frsich Auf ter sido aprovada, também foi aprovada a elaboração de uma lista dos sócios do clube que votaram contra a nacionalização, e que os mesmos fossem considerados suspeitos de traição à Pátria e proibidos de ingressarem em outros clubes da FSRG.

Campanha colorada:

1º Turno
27.05.1917 14x0 São José – C
17.06.1917 1x0 Cruzeiro – C
01.07.1917 3x1 Fussball – F
05.08.1917 11x0 Americano – C
2º Turno
19.08.1917 1x0 São José – C
09.09.1917 2x1 Cruzeiro – F
30.09.1917 3x0 Fussball – C
14.10.1917 WO Americano

Artilheiro colorado: Lúcio Assumpção – 8 gols

sábado, 16 de fevereiro de 2019

NOSSOS TÍTULOS - Campeonato Municipal de 1916


No final de 1915 o futebol da capital foi pacificado, com a dissolução das duas entidades anteriores e a criação de uma nova liga, a Federação Sportiva Riograndense.

A nova entidade organizou duas divisões, para 1916: a 1ª divisão, com Colombo, Cruzeiro, Fussball, Grêmio e Internacional, e a 2ª divisão, com Americano, Frisch Auf e São José. O campeonato prometia ser empolgante, pois depois de dois anos e meio de brigas, novamente a dupla Gre-nal estaria disputando a mesma competição.

Começado o campeonato, o Internacional foi esmagando todos os adversários. Nas três partidas iniciais do 1º turno, o Colorado marcou 28 gols e sofreu dois. Mas faltava ainda o Gre-Nal. O Grêmio alegava que o Internacional só ganhara os títulos de 1913, 1914 e 1915 porque os dois não se enfrentaram. Os colorados diziam que a história já havia mudado, e lembravam do último clássico, que marcou a unificação das ligas. O Internacional venceu o amistoso por 4x1, derrotando o rival pela primeira vez.

No dia 30 de julho de 1916, na Chácara dos Eucaliptos, as duas equipes enfrentaram-se. O Internacional jogou com Silva; Fidélis e Simão; Bitu, Mário Cunha e Ribas; Túlio, Oswaldo, Bendionda, Miller e Vares. Destacavam-se no time o médio Ribas, exímio apoiador que depois jogaria mais avançado, o centroavante matador Bendionda, e o habilidoso ponta-esquerda Vares, de quem se dizia que só não jogou na seleção, porque não jogava no centro do país, e só não jogava no centro do país porque não queria.

O Grêmio, buscando manter a invencibilidade em jogos oficiais, foi a campo com Schiel; Mohrdieck e Seibel; Py, Alencastro e Chiquinho; Assumpção, Sisson, Gertum, Scalco e Teichmann. Ainda atuava na equipe o veterano zagueiro alemão Mohrdieck, e destacava-se o excelente Sisson, que mais tarde iria para o Flamengo. Também estava na equipe gremista Teichmann, que mais tarde ingressaria no Internacional, onde chegaria a presidente do clube.

Em campo, Vares mostrou toda sua qualidade, e marcou seis gols. Scalco descontou para o Grêmio. Este 6x1 foi a primeira vitória colorada sobre o rival em campeonatos, e estabeleceu um recorde que permanece até hoje: nunca um jogador fez tantos gols em um único clássico.

No returno, a situação permanece inalterada nos primeiros jogos: 18 gols em duas partidas. O pequeno Colombo, em crise, fechou as portas antes de jogar a 2ª partida do campeonato com o Colorado. No Gre-Nal do returno, mais uma vitória colorada: 3x2. O Internacional conquistou o tetra-campeonato.

O time-base colorado foi Silva; Fidélis e Simão; Bitu, Mário Cunha e Lucídio; Túlio, Oswaldo, Bendionda, Miller e Vares.

Na 2ª divisão, o São José chegou ao título e garantiu o direito de substituir o extinto Colombo, no campeonato do ano seguinte.

Campanha colorada:
1º Turno
30.04 Internacional 8x0 Fussball
28.05 Internacional 6x2 Cruzeiro
25.06 Internacional 14x0 Colombo
30.07 Internacional 6x1 Grêmio
2º Turno
10.09 Internacional 13x1 Fussball
08.10 Internacional 5x0 Cruzeiro
29.10 Internacional 3x2 Grêmio

Artilheiro colorado: Vares – 14 gols