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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

NÚMEROS - As maiores sequências de vitórias do Internacional em campeonatos brasileiros

Foto: Marcos Ribolli (site Globoesporte)

 As maiores sequências de vitórias no Internacional em campeonatos brasileiros:

9 vitórias
2020
Técnico: Abel Braga
2x1 Botafogo
2x0 Palmeiras
2x1 Bahia
2x0 Ceará
1x0 Goiás
4x2 Fortaleza
5x1 São Paulo
2x1 Grêmio
2x1 Bragantino

8 vitórias
1978
Técnico: Cláudio Duarte
2x1 Londrina
3x0 Goytacaz
1x0 Goiás
1x0 Santos
3x0 Botafogo PB
2x1 Botafogo SP
1x0 Santa Cruz
2x1 Santa Cruz

7 vitórias
1978
Técnico: Cláudio Duarte
1x0 Grêmio Maringá
2x0 Colorado
3x1 Joinville
4x1 Juventude
2x0 Chapecoense
3x0 Athlético PR
2x0 Brasil de Pelotas

6 vitórias
2023 (4)/2024 (2)
Técnico: Eduardo Coudet
1x0 Bragantino
2x0 Cuiabá
2x1 Corinthians
3x1 Botafogo
2x1 Bahia
1x0 Palmeiras

2006
Técnicos: Leomir de Souza (5) e Abel Braga (1)
1x0 São Caetano
2x0 Fluminense
2x0 Ponte Preta
1x0 Juventude
1x0 Botafogo
1x0 Grêmio

5 vitórias
2018
Técnico: Odair Hellmann
3x0 Botafogo
1x0 Atlético MG
3x0 Fluminense
1x0 Paraná
1x0 Bahia

2014
Técnico: Abel Braga
4x0 Flamengo
1x0 Bahia
1x0 Santos
2x0 Grêmio
1x0 Goiás

1997
Técnico: Celso Roth
3x1 Vitória
2x1 Palmeiras
4x1 Fluminense
2x0 Coritiba
5x2 Grêmio

1980
Técnico: Ênio Andrade
3x1 Bahia
4x0 Atlético GO
2x1 Guarani
2x1 Palmeiras
1x0 Cruzeiro

1979
Técnico: Ênio Andrade
4x0 Desportiva
1x0 Internacional SP
1x0 Goiás
3x2 Cruzeiro
3x2 Palmeiras

1979
Técnico: Ênio Andrade
2x1 Santa Cruz
1x0 Figueirense
1x0 Grêmio
3x0 Sport
3x0 Coritiba

1978
Técnico: Cláudio Duarte
2x0 Vitória
2x1 Atlético MG
2x1 Goytacaz
2x1 Ponte Preta
2x1 Mixto

1976
Técnico: Rubens Minelli
4x0 Avaí
4x1 Desportiva
3x1 Santos
3x0 Rio Branco
1x0 Palmeiras

1975 (3)/1976 (2)
Técnico: Rubens Minelli
3x0 Portuguesa
2x0 Fluminense
1x0 Cruzeiro
6x0 Figueirense
3x1 Grêmio

1974
Técnico: Rubens Minelli
2x1 Avaí
5x1 Paysandu
2x1 Itabaiana
2x1 Grêmio
2x0 Tiradentes

1972
Técnico: Dino Sani
3x1 São Paulo
1x0 Vitória
4x2 Sergipe
3x2 Cruzeiro
3x1 Flamengo

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Craques: Escurinho


Em 18 de janeiro de 1950 nascia em Porto Alegre o menino Luís Carlos Machado, que ficaria conhecido no mundo do futebol como Escurinho. 

Escurinho foi formado nas categorias de base do Internacional, onde ingressou nos anos 1960.
Equipe juvenil do Internacional. Em pé: Flávio, Gilberto, Alvair, Chico, Macau e Mazarópi. Agachados: Mosquito, Sarão, Sérgio Galocha, Escurinho e João Carlos Cueca.

Estreou no time principal em 31 de janeiro de 1970, em um amistoso contra o Internacional de Lajes, disputado em Santa Catarina. O Colorado venceu por 1x0 e Escurinho entrou no time durante a partida, substituindo Claudiomiro. No seu 4º amistoso consecutivo, sempre entrando no time, Escurinho marcou seu 1º gol, contra o Nacional do Paraguai. Ele entrou no time no lugar de Sérgio Galocha e aos 20’ do 2º tempo fez o 3º gol colorado. O Colorado venceu por 3x0.

Seu 2º gol já foi para fazer a torcida delirar. No dia 08 de abril de 1970 o Internacional enfrentava o Guarany de Bagé, no Beira-Rio. Daltro Menezes estava dando chances a jovens jogadores e Escurinho começou jogando a partida. Aos 12’ do 1º tempo, com o placar já de 1x0 para o Colorado, Escurinho fez um golaço de bicicleta (ou de meia-puxeta, segundo algumas fontes). A partida terminou 4x0 para o Internacional.

Com o Internacional disputando muitos amistosos internacionais, em várias partidas do Gauchão quem atuou foram os reservas. E Escurinho marcou mais 4 gols. No final da temporada, porém, para ganhar mais experiência, foi emprestado ao Farroupilha de Pelotas, onde jogaria em 1971.

Escurinho retornou ao Internacional em 1972. Sua reestreia ocorreu em 06 de fevereiro de 1972, em um amistoso disputado em São José do Norte: Internacional 6x0 Riograndense RG. Sua 2ª partida ocorreu em 27 de fevereiro de 1972, no Beira-Rio, contra o Bahia, pelo Torneio do Povo. O Internacional venceu por 4x0 e Escurinho, que entrou no time no lugar de Árlem, marcou o 4º gol, aos 45’ do 2º tempo. E essa se tornaria a principal característica de sua carreira: jogador que entra no time e resolve a situação, marcando um gol nos minutos finais.

No Gauchão de 1972, Escurinho marcou contra o Gaúcho, Aimoré, Associação Caxias e Esportivo. Esse último gol foi importante. Em 30 de julho de 1972 o Internacional bateu o Esportivo, por 2x0. O último gol colorado foi de Escurinho. Com este resultado o Internacional conquistou o tetra-campeonato gaúcho com uma rodada de antecedência. Ainda em 1972 Escurinho conquistou mais um título. Após o Gauchão foi disputada a Taça Cidade de Porto Alegre, torneio reunindo Internacional, Grêmio, Cruzeiro e São José. A dupla Gre-Nal jogou a maioria das partidas com reservas. Escurinho marcou gols no Cruzeiro, São José e Grêmio. No Gre-Nal do 2º turno, no Beira-Rio, uma jogada que se tornaria clássica: logo aos 2’ de jogo, Valdomiro cobrou escanteio e Escurinho cabeceou para as redes. Foi o 700º gol da história dos Gre-Nais.

No campeonato brasileiro de 1972, Escurinho marcou contra CRB, São Paulo e Cruzeiro. O gol contra os mineiros foi em uma partida marcante. Em 10 de dezembro de 1972 o Internacional recebeu o Cruzeiro, no Beira-Rio. Os mineiros saíram na frente, no 2º tempo o Colorado empatou e foi para cima, parecia que iria virar o jogo a qualquer instante. E aos 37’ o Cruzeiro fez 2x1. Escurinho entrou no time aos 38’, no lugar de Bráulio. Aos 39’ Valdomiro invadiu a área e cruzou forte. Escurinho mandou uma bomba, de primeira, para empatar o jogo. Depois, Valdomiro ainda faria o 3x2. No fim do jogo a torcida, enlouquecida, invadiu o campo e tomou a avenida Padre Cacique em um autêntico desfile de carnaval. O saldo trágico é que um torcedor morreu de ataque cardíaco, no estádio, e mais outro faleceu escutando o jogo pelo rádio. Outras informações falam de torcedores morrendo ao escutar o jogo em São Leopoldo e Canela.

Em 1973, seu 1º gol foi em um amistoso contra o São Luiz. Pelo Gauchão, marcou contra a Associação Caxias, Pelotas (2 vezes), Internacional SM, AESA, Esportivo e Aimoré. No campeonato brasileiro suas vítimas foram o CRB, Paysandu, Sport, Bahia, Tiradentes, Moto Clube, São Paulo, Figueirense, Coritiba, Guarani, Fluminense, América MG, Bahia e Cruzeiro.

Dos gols no Brasileirão, vale a pena destacar alguns deles. Em 17 de outubro de 1973 o Colorado enfrentava o Moto Clube, em São Luís. Aos 14’ do 2º tempo, quando o Internacional já vencia por 1x0, o goleiro Rafael foi expulso. O time já tinha feito as duas alterações permitidas e Figueroa teve que ir para o gol, improvisado. Tudo parecia indicar que o Moto Clube empataria ou até viraria o jogo. Mas não só Figueroa fechou o gol como Escurinho, aos 23’, marcou mais um. Contra o Coritiba, em 27 de outubro de 1973, no Beira-Rio, Escurinho entrou no time no lugar de Dorinho, para marcar o único gol do jogo, aos 42’ do 2º tempo. Contra o Fluminense, em 03 de novembro de 1973, no Maracanã, Escurinho começou o jogo e fez o gol que garantiu a vitória por 1x0, aos 39’ do 2º tempo.

Em 1974 o Brasileirão foi disputado no 1º semestre. Escurinho balançou as redes contra Itabaiana, Olaria, Coritiba, América RN e Vasco da Gama. Contra os cariocas, Escurinho marcou em duas partidas diferentes, em uma delas colocando água no chope dos vascaínos. Em 28 de julho de 1974 estava sendo disputada a última rodada do Quadrangular Final do campeonato brasileiro. O Vasco vencia o Internacional por 2x0, no Maracanã, e estava levando o título. Aí começou a reação colorada. Lula diminuiu o prejuízo e Escurinho, que entrou no time no lugar de Dorinho, empatou o jogo, aos 32’ do 2º tempo. Esse empate obrigou a realização de um jogo-extra entre Vasco e Cruzeiro, para decidir o título. E por pouco a situação não foi pior para os cariocas, pois o Colorado quase virou a partida, resultado que daria o título ao Cruzeiro.

No Gauchão de 1974, que o Colorado venceu com 100% de aproveitamento, Escurinho fez vários gols. No 1º turno marcou contra o Gaúcho, Esportivo, Encantado (2), Associação Caxias e Grêmio. Contra a Associação Caxias, em 08 de setembro de 1974, no Beira-Rio, o Colorado não jogou bem e chegou a ser vaiado pela torcida. O gol salvador só poderia vir em uma cabeçada de Escurinho, aos 5’ do 2º tempo. No Gre-Nal, disputado no Olímpico, em 29 de setembro de 1974, aos 43’ do 2º tempo Vacaria cruzou da esquerda e Escurinho cabeceou para baixo, marcando o único gol da partida. No 2º turno, o atacante voltou a marcar contra o Gaúcho (2), Ypiranga, Internacional SM (2) e Associação Caxias (2).

Escurinho também gostava de cantar samba, e em 1974 chegou a lançar um compacto chamado "O Lance" com os grupos Ka Samba e Café, Som & Leite, onde cantava em uma das quatro faixas. A gravação do disco ocorreu nas madrugadas, sob sigilo. Após o lançamento do disco, assinou um contrato com o Internacional, onde ganhava o direito de fazer três shows de divulgação do disco no Gigantinho, com a condição de não subir no palco.

Em março de 1975, a renovação de Escurinho causou uma crise no clube e briga de socos entre dirigentes, em um programa de TV (https://futeboloutrahistoria.blogspot.com/2020/12/historia-briga-de-dirigentes-colorados.html). Em 1975, nos 5 gols que marcou em amistosos, um foi de bicicleta, contra o Coritiba, em 17 de abril de 1975, e dois contra o Grêmio, no amistoso em comemoração ao Dia do Trabalho, em 1º de maio de 1975 (Internacional 2x0). No Gauchão, suas vítimas foram Ypiranga, Riograndense RG (2), AESA, Cachoeira, São José, São Paulo RG (2), Santa Cruz, Internacional SM, Atlético e São Luiz. O gol contra contra o Atlético foi no melhor estilo Escurinho: no dia 18 de junho de 1975 o Internacional venceu o Atlético, em Carazinho, por 1x0, gol de Escurinho aos 42’ do 2º tempo. Na campanha do 1º título brasileiro Escurinho balançou as redes apenas duas vezes, contra Corinthians e Flamengo.

Em 1976, na campanha do octa, Escurinho marcou contra São Luiz, Cruzeiro, Gaúcho, Riograndense RG, Ferrocarril, Internacional SM, Santa Cruz, Atlético e Grêmio. O gol contra Cruzeiro foi mais um estilo Escurinho. No dia 21 de abril de 1976 o Internacional empatava em 0x0 com o Cruzeiro, que tinha um jogador a menos. Escurinho entrou no time, no lugar de Ramón, e aos 42’ do 2º tempo fez o gol da vitória. E o que dizer do gol do Gre-Nal, em 18 de agosto de 1976? Era a decisão do 3º turno, no Olímpico. O Grêmio havia vencido o 1º turno e o Internacional o 2º. Quem vencesse o 3º chegaria em vantagem n final. O Colorado jogava pelo empate, mas o Grêmio vencia por 1x0. Conta a lenda que a torcida gremista, irônica, chegou a pedir “Escurinho, Escurinho”, referindo-se ao talismã colorado. Não se deve ironizar o que é sagrado e os gremistas pagaram caro. Aos 30’ do 2º tempo Escurinho entrou no time, no lugar de Caçapava. Jair também entrou no time, no lugar de Valdomiro. E aos 45’ do 2º tempo Jair cobrou escanteio e Escurinho, de cabeça, marcou o gol de empate!

No bicampeonato brasileiro, Escurinho marcou contra o Santos, Rio Branco, América RN e Santa Cruz.

Em 1977, em amistosos, Escurinho marcou um gol contra a Seleção do Chile. Na Taça Libertadores, deixou sua marca contra Deportivo Cuenca, El Nacional e Portuguesa. No Gauchão marcou contra 14 de Julho PF, Internacional SM, Novo Hamburgo e Esportivo. No campeonato brasileiro suas vítimas foram o Dom Bosco (2), Grêmio Maringá, Brasília e São Paulo. Mas os títulos não vieram. Seu último jogo pelo Internacional ocorreu em 18 de dezembro de 1977, quando o Colorado perdeu por 1x0 para o Corinthians, no Pacaembu, pelo campeonato brasileiro.

No início de 1978 Escurinho foi negociado com o Palmeiras. Muitos colorados fariam esse caminho, naquela temporada (Escurinho, Benítez, Marinho Peres e Vacaria). Em 18 de março de 1978 o Palmeiras veio a Porto Alegre, disputar um amistoso com o Internacional. O jogo marcou a estreia de Benítez e Escurinho no Verdão. Marinho Peres e Vacaria também jogaram. Escurinho entrou no time durante o jogo, no lugar de Toninho. Aos 33’ do 2º tempo, Vacaria cruzou e Escurinho marcou, de sem-pulo! Gol colorado? Infelizmente não, era gol do Palmeiras. O Palmeiras venceu por 2x0 e Escurinho ainda fez outro gol, anulado pelo juiz. No Brasileiro de 1978 o Colorado jogou 3 partidas contra o Palmeiras e Escurinho atuou em duas. Na 1ª delas, nas fases classificatórias, empate em 0x0. A 2ª delas foi a partida de volta da semifinal. O Palmeiras havia vencido em São Paulo por 2x0, o Colorado precisava fazer o mesmo placar em casa, para chegar à final. Aos 29’ do 1º tempo o Internacional fez 1x0 e passou a pressionar em busca do 2º gol. Nos minutos finais do 2º tempo, o técnico alvi-verde, Valdir de Morais, tirou o centroavante Toninho e colocou Escurinho no time. Aos 41’, o ponteiro-direito Sílvio cruzou para a área, Escurinho cabeceou na trave e na volta Jorge Mendonça marcou o gol de empate, acabando com a esperança colorada de chegar à final.

Na decisão do Brasileiro de 1978, vencido pelo Guarani, Escurinho teve um papel destacado. No 1º jogo, no Morumbi, a partida estava 0x0 e Escurinho entrou no lugar de Toninho. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, o goleiro Leão cometeu pênalti e foi expulso. Já tendo feito as duas substituições, o técnico palmeirense mandou Escurinho para o gol. O atacante não comprometeu na função, mas não conseguiu defender o pênalti cobrado por Zenon. No jogo de volta, Escurinho atuou os 90 minutos, mas novamente o Guarani venceu por 1x0.

Em 1979, Escurinho atuou na Internacional de Limeira, que ficou em 13º lugar no campeonato paulista. O time fez campanha melhor que 4 dos classificados para a 2ª fase. Mas apesar de todos jogarem contra todos, em turno e returno, o regulamento dividia os clubes em 4 grupos de 5 equipes e classificava os 3 melhores de cada grupo. A Internacional de Limeira fez a 9ª melhor campanha, mas ficou em 4º lugar no seu grupo, atrás de Guarani, Santos e Portuguesa. Mesmo assim, a equipe disputou o campeonato brasileiro e Escurinho enfrentou o Internacional, no dia 28 de novembro de 1979, quando o Colorado saiu vitorioso por 1x0.

Em 1980 surgiu a chance de Escurinho voltar ao Colorado. Mas o presidente do clube, José Asmuz, que tinha tido uma discussão com o jogador, na época em que era dirigente do clube, vetou o negócio. E Escurinho foi para o Coritiba. No campeonato brasileiro, Escurinho marcou contra o Maranhão, Gama, Santa Cruz, América RJ, Remo e Ferroviário CE (2).

Em 1981 Escurinho transferiu-se para o Barcelona do Equador, sagrando-se campeão equatoriano. Na Libertadores, o Barcelona foi eliminado na 1ª fase, mas Escurinho marcou um gol, na vitória de 2x1 sobre o The Strongest.

Em 1982 Escurinho voltou ao Brasil, para atuar no Vitória. Em 1983 atuou no Bragantino. No ano seguinte jogou no Caxias, quando voltou a enfrentar o Colorado. Em 1985 foi jogar no La Serena, da 2ª divisão chilena, e encerrou a carreira em 1986, no Avenida.

Escurinho foi titular em poucas temporadas, mas entrava no time em quase todas as partidas. Era considerado um jogador "pé-quente", e tornou-se um autêntico 12º titular.

Em 1995 Escurinho foi diagnosticado com diabetes. Em 2009 o craque perdeu a perna direita, em decorrência da doença. Sua visão também foi afetada. Em setembro de 2011, foi internado e perdeu o pé esquerdo. Logo a perna esquerda também estava comprometida. Em 27 de setembro de 2011, após uma longa luta contra o diabetes, Escurinho faleceu.

Seus números no Internacional:
321 partidas
201 vitórias
74 empates
46 derrotas
106 gols marcados
campeão brasileiro em 1975 e 1976
campeão gaúcho em 1970, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976
campeão da Taça Cidade de Porto Alegre em 1972

Artilharia Colorada
13º 106 gols
Artilharia colorada em campeonatos brasileiros:
9º 34 gols
Artilharia colorada em campeonatos gaúchos:
4º 53 gols
Artilharia colorada na Taça Libertadores:
17º 3 gols
Artilharia colorada no Beira-Rio:
4º 62 gols

Suas vítimas:
5 gols
Grêmio, Internacional SM e Associação Caxias
4 gols
Aimoré, Gaúcho e Esportivo
3 gols
Pelotas, São Luiz, Riograndense RG, São Paulo, Coritiba e Bahia
2 gols
Cruzeiro POA, São José, Encantado, Atlético de Carazinho, Ypiranga, São Paulo RG, Associação Santa Cruz, AESA, América RN, Dom Bosco, Flamengo, Vasco da Gama, Santos, Cruzeiro MG e Palestinho CHI
1 gol
Guarany de Bagé, Santa Cruz RS, 14 de Julho PF, Novo Hamburgo, Internacional SB, Cruzeiro SB, Ferrocarril, Cachoeira, Juventude, Combinado de Vacaria, CRB, Grêmio Maringá, Brasília, Guarani, Rio Branco ES, Santa Cruz PE, Fluminense, Corinthians, América MG, Itabaiana, Olaria, Paysandu, Sport, Tiradentes, Moto Clube, Figueirense, Seleção do Chile, Deportivo Cuenca EQU, El Nacional EQU, Portuguesa VEN e Nacional PAR









quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Torneio Extra


 
Com o crescimento do interesse pelo futebol na capital gaúcha, começou a surgir a necessidade de expandir o calendário esportivo oficial. Os jogos do campeonato municipal e as poucas partidas do campeonato estadual não era suficientes.

No início da década de 1940 começaram a surgir as primeiras tentativas de organizar novas competições. em 1943 e 1945 foi disputado o Torneio Triangular de Porto Alegre, que reunia os três primeiros colocados do campeonato municipal do ano anterior (nos dois casos, Internacional, Grêmio e Cruzeiro). E ainda em 1943 surgiu a ideia de uma competição envolvendo todos os clubes do campeonato, disputada em turno único. Ela serviria também para os clubes testarem suas novas contratações e prepararem seus quadros para o campeonato municipal. E o torneio disputado em 1943 foi chamado Campeonato de Honra (mais tarde seria considerado o primeiro Torneio Extra), disputado em turno único.

1943
Participantes
Internacional
Grêmio
Cruzeiro
São José
Nacional
Força e Luz

O Internacional estreou batendo o Nacional por 5x2 e liderando a competição. Mas na 2ª rodada perdeu por 2x0 para o Cruzeiro, que assumiu a ponta e não largou mais. O Grêmio, que já havia empatado com o Força e Luz (1x1), foi derrotado também pelo Cruzeiro (1x2). Uma semana antes do Gre-Nal o Cruzeiro bateu o Nacional por 5x0 e ficou com a taça, com apenas um ponto perdido.

Jogos do Internacional
18.04 5x2 Nacional
25.04 0x2 Cruzeiro
09.05 2x0 Força e Luz
16.05 6x0 São José
06.06 3x3 Grêmio
Classificação
1º Cruzeiro - 9
2º Internacional - 7
3º Grêmio - 6
4º Força e Luz - 4
5º Nacional e São José - 2

Em 1946 foi organizada efetivamente a primeira competição denominada Torneio Extra, disputada em turno único.

1946
Participantes
Internacional
Grêmio
Cruzeiro
São José
Nacional
Força e Luz
Renner

O Internacional estreou perdendo para o Cruzeiro por 4x2, em uma partida que foi transferida de data devido a uma greve de mineiros que deixou Porto Alegre sem abastecimento de carvão. Sem seu combustível, a Usina do Gasômetro deixou de fornecer energia elétrica por alguns dias. Mas depois o Internacional emendou quatro vitórias seguidas e chegou vivo ao Gre-Nal. O Grêmio jogava pelo empate para ser campeão, mas o Colorado venceu por 1x0 e ficou com a taça.

Jogos do Internacional
09.03 2x4 Cruzeiro
16.03 4x3 Renner
24.03 4x2 Força e Luz
13.04 3x2 Nacional
01.05 4x2 São José
05.05 1x0 Grêmio
Classificação
1º Internacional - 10
2º Grêmio - 9

Em 1947 o torneio tinha sua segunda edição consecutiva, com mesmos participantes e regulamento.

1947
Participantes
Internacional
Grêmio
Cruzeiro
São José
Nacional
Força e Luz
Renner

O Internacional estreou no torneio em uma partida sensacional contra o Renner. Após estar perdendo por 4x0, o Colorado virou para 5x4. Após três vitórias iniciais, o time voltou a ser derrotado pela sua touca na competição, o Cruzeiro. Internacional, Renner, Grêmio e Cruzeiro avançaram próximos em pontos, até o time dos industriários bater os tricolores e os alvi-azuis. Internacional e Renner terminaram empatados em pontos, precisando jogar uma partida extra, vencida pela equipe da Avenida Sertório.

Jogos do Internacional
16.04 5x4 Renner
26.04 4x3 São José
01.05 4x0 Grêmio
07.05 0x1 Cruzeiro
14.05 3x0 Nacional
05.06 5x1 Força e Luz
08.06 1x2 Renner
Classificação
1º Renner - 12
2º Internacional - 10
3º Cruzeiro e Grêmio - 8
5º Força e Luz - 4
6º São José e Nacional -1

Em 1948 tudo se repetia, com a diferença que o Força e Luz havia mudado de nome para Corinthians Porto-Alegrense.

1948
Participantes
Internacional
Grêmio
Cruzeiro
São José
Nacional
Corinthians
Renner

O Colorado começou o torneio de forma irregular, empatando com Renner e Corinthians e perdendo (mais uma vez) para o Cruzeiro. Fora da briga pelo título, chegou ao Gre-Nal da última rodada com a possibilidade de provocar um jogo extra entre Grêmio e Cruzeiro, caso vencesse. Antes da partida, uma arquibancada de madeira do estádio da Timbaúva desabou, matando um torcedor e ferindo 38. Em campo, ocorreu o primeiro 0x0 da história dos clássicos e o Grêmio ficou com a taça.

Jogos do Internacional
11.04 2x2 Renner
18.04 1x2 Cruzeiro
24.04 1x1 Corinthians
09.05 3x2 São José
23.05 7x0 Nacional
30.05 0x0 Grêmio
Classificação
1º Grêmio - 9
2º Cruzeiro - 8
3º Internacional e Renner - 7
5º São José e Nacional - 4
7º Corinthians - 3

Em 1949, tudo igual ao ano anterior.

1949
Participantes
Internacional
Grêmio
Cruzeiro
São José
Nacional
Corinthians
Renner

O Colorado começou bem o torneio, chegando a vencer pela primeira vez o Cruzeiro. Mas o empate com o Renner e a derrota para o surpreendente São José (que na rodada anterior havia empatado com o Grêmio) complicaram o desempenho colorado, que chegou na última rodada precisando vencer o Gre-Nal. Para piorar, o time atuou desfalcado de Tesourinha (na seleção brasileira) e Nena (que perdeu a mãe na madrugada anterior ao jogo). O Colorado esteve duas vezes na frente do marcador, mas sofreu o empate derradeiro aos 36' do 2º tempo, e o título novamente ficou com o Grêmio.

Jogos do Internacional
23.03 3x1 Corinthians
03.04 3x2 Cruzeiro
09.04 2x2 Renner
20.04 0x1 São José
24.04 3x1 Nacional
01.05 2x2 Grêmio
Classificação
1º Grêmio - 9
2º Internacional - 8
3º São José - 7
4º Cruzeiro e Corinthians - 6
6º Renner - 5
7º Nacional - 1

Em 1950, mesmo regulamento e participantes do ano anterior.

1950
Participantes
Internacional
Grêmio
Cruzeiro
São José
Nacional
Corinthians
Renner

O Gre-Nal abriu o torneio, e terminou empatado em 1x1. A seguir, a dupla avançou batendo todos seu adversários e foi necessário um jogo-extra para desempatar o torneio. O Colorado venceu por 1x0 e ficou com a taça.

Jogos do Internacional
01.04 1x1 Grêmio
22.04 3x1 Corinthians
29.04 2x0 Cruzeiro
09.07 5x2 São José
13.08 2x1 Nacional
24.08 3x1 Renner
27.08 1x0 Grêmio
Classificação
1º Internacional - 13
2º Grêmio - 11
3º Nacional - 6
4º Cruzeiro, Renner e São José - 4
7º Corinthians - 1

Em 1951 o torneio apresentou uma mudança no regulamento. A competição teria dois turnos, e o 2º turno seria o mesmo 1º turno do campeonato municipal. Os participantes foram os mesmos da edição anterior.

1951
Participantes
Internacional
Grêmio
Cruzeiro
São José
Nacional
Corinthians
Renner

O Internacional fez um bom 1º turno, mas atrapalhou-se no returno. No Gre-Nal da última rodada, os dois clubes chegaram com dois pontos a menos que o Renner. O vencedor do clássico disputaria uma partida-extra com os industriários. Mas o Gre-Nal terminou empatado e o Renner sagrou-se campeão.

Jogos do Internacional:
31.03 5x0 Nacional
14.04 3x0 Corinthians
22.04 5x0 Cruzeiro
29.04 2x2 Renner
13.05 4x0 São José
27.05 0x0 Grêmio
16.06 8x0 Corinthians
24.06 1x1 SãoJosé
22.07 1x1 Nacional
05.08 1x2 Cruzeiro
19.08 2x0 Renner
26.08 1x1 Grêmio
Classificação
1º Renner - 18
2º Internacional e Grêmio - 17
4º Nacional - 14
5º Cruzeiro - 9
6º São José - 7
7º Corinthians - 2

Na competição de 1952, algumas mudanças. O torneio voltou a ter um turno único. O Corinthians voltou a seu nome original, Força e Luz. E a competição ficou com um participante a menos, pois oSãoJosé licenciou-se.

1952
Participantes
Internacional
Grêmio
Cruzeiro
Nacional
Força e Luz
Renner

O Colorado venceu suas três primeiras partidas e empatou o Gre-Nal. Na última rodada o adversário era o Nacional, curiosamente a única equipe que poderia tirar a taça do Internacional. O rubro-negro precisava vencer para provocar um jogo-extra. Mas o Colorado fez 3x1 e conquistou o título.

Jogos do Internacional
22.06 3x0 Cruzeiro
05.07 4x2 Corinthians
10.08 2x0 Renner
17.08 1x1 Grêmio
24.08 3x1 Nacional
Classificação
1º Internacional - 9
2º Grêmio - 6
3º Nacional e Cruzeiro - 5
5º Renner - 4
6º Força e Luz - 1

Na temporada de 1953 o Torneio Extra não foi realizado.

A competição voltou em 1954, com novidades. O número de participantes passou para 10, incluindo as equipes de São Leopoldo, Novo Hamburgo e Caxias do Sul, que passaram a disputar o campeonato metropolitano. As equipes foram divididas em duas chaves (Vermelha e Azul), onde se classificariam os dois primeiros para um Quadrangular Final.

1954
Participantes
Série Vermelha
Internacional
Nacional
Renner
Força e Luz
Flamengo
Série Azul
Grêmio
Cruzeiro
Floriano
Aimoré
Juventude

Na 1ª fase, o Internacional teve dificuldades e somente se classificou em 2º lugar, com o Nacional em 1º. Na Série Azul o Grêmio classificou-se com facilidade, tendo o Floriano como 2º lugar. No Quadrangular Final o Internacional não começou bem, e chegou ao Gre-Nal precisando vencer para provocar uma decisão extra, enquanto o Grêmio jogava pelo empate para ser campeão. O Colorado venceu por 3x1 e provocou um tríplice empate, entre Internacional, Grêmio e Nacional. No supercampeonato o Internacional venceu seus dois adversários e ficou com a taça.

Jogos do Internacional
25.04 2x0 Força e Luz
23.05 1x3 Renner
19.06 7x2 Floriano
27.06 4x4 Nacional
03.07 0x1 Nacional
11.07 7x0 Nacional
18.07 3x1 Grêmio
22.07 1x0 Nacional
25.07 4x0 Grêmio
Classificação
1º Internacional
2º Nacional e Grêmio
4º Floriano
5º Renner e Juventude
7º Cruzeiro, Aimoré, Força e Luz e Flamengo

Resumo dos títulos:
1943 Cruzeiro
1944 não houve
1945 não houve
1946 Internacional
1947 Renner
1948 Grêmio
1949 Grêmio
1950 Internacional
1951 Renner
1952 Internacional
1953 não houve
1954 Internacional

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

domingo, 10 de janeiro de 2021

NÚMEROS - Maiores artilheiros de cada década

 Os maiores artilheiros colorados em cada década:

2011-2020 Leandro Damião - 96 gols

2001-2010 Fernandão - 77 gols

1991-2000 Christian - 91 gols

1981-1990 Ruben Paz - 77 gols

1971-1980 Valdomiro - 152 gols

1961-1970 Claudiomiro - 125 gols

1951-1960 Bodinho - 234 gols

1941-1950 Carlitos - 269 gols

1931-1940 Sylvio Pirillo - 68 gols

1921-1930 Ribeiro - 62 gols

1911-1920 Bendionda e Vares - 55 gols

1909-1910 Galvão, Vignoles e Nilo - 5 gols

NÚMEROS - Os maiores artilheiros da década 2011-2020

 Com mais uma década se encerrando, vamos aos artilheiros colorados do período, compreendido entre 2011 e 2020.

Os principais artilheiros colorados nessa década foram:

1º Leandro Damião - 96 gols

2º D'Alessandro - 75 gols

3º Nico López - 40 gols

4º Eduardo Sasha - 32 gols

5º Paolo Guerrero - 30 gols

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

NÚMEROS - Os técnicos que mais treinaram o Internacional


Nos últimos dias tem aparecido algumas matérias na imprensa falando da proximidade de Abel Braga em superar o recorde de Teté e tornar-se o técnico com mais partidas comandando o Internacional. Geralmente as notícias citam 337 partidas para Teté e Abel tendo chegado ao Internacional, em 2020, com 322 partidas.




Os números citados, porém, estão equivocados, e Abel Braga já é, desde 2014, o técnico que mais vezes comandou o Internacional.

José Francisco Duarte Júnior (o Teté) assumiu o comando do Internacional em abril de 1951, susbtituindo o argentino Alfredo Gonzalez. Sua primeira partida como técnico do Internacional ocorreu em 22/04/1951. No Passo da Areia o Internacional enfrentava o Cruzeiro, pelo Torneio Extra. Esperava-se uma partida equilibrada, mas o Colorado venceu com facilidade, por 5x0.

Na temporada de 1951 Teté comandou o Internacional em 33 partidas, conquistando os campeonatos municipal e estadual. Na temporada de 1952, comandou o Internacional em 31 partidas. Deixou de comandar o Colorado apenas em uma partida, em 22/06/1952, pelo Torneio Extra, quando o time venceu o Cruzeiro por 3x0. O tenente João Carlos Cunha dirigiu o Colorado, que atuou com um time reserva, enquanto os titulares comandados por Teté, no mesmo dia enfrentavam o Pelotas, na Boca do Lobo. Nessa temporada, o clube conquistou o Torneio Extra e os campeonatos municipal e estadual. Em 1953 Teté comandou o time em todas as 48 partidas do ano. Foi campeão metropolitano, gaúcho e do Torneio Régis Pacheco. Em 1954 também esteve presente em todas as 43 partidas do ano, conquistando o Torneio Extra.

Em 1955 Teté voltou a vencer os campeonatos metropolitano e gaúcho, comandando o Colorado em todas as 47 partidas do ano. Em 1956 Teté foi escolhido para dirigir a Seleção Brasileira, formada por atletas gaúchos, no Campeonato Pan-Americano disputado no México. Mas enquanto Teté estava fora do país, com a maioria dos titulares colorados, o Internacional continuava em atividade, disputando o Torneio ACEPA e amistosos, comandando pelo tenente João Carlos Cunha. Após o Pan-Americano, vencido pelo Brasil, Teté ainda recebeu um período de férias, voltando a comandar o Internacional em 26/04/1956, na vitória por 4x2 sobre o União Serrano, de Bento Gonçalves. Nesse ano Teté não conquistaria títulos, mas comandaria o Internacional em 28 partidas. Em 1957 a falta de títulos do ano anterior começou a pesar. O clube também passava por uma crise política, e parte do grupo dirigente passou a pedir a cabeça do técnico. Em 04/08/1957 o Colorado bateu o Flamengo de Caxias do Sul por 2x1, nos Eucaliptos. O time não atuou bem e foi vaiado. No dia 6, em reunião de diretoria, foi decidida a demissão do técnico. Foram 22 partidas nessa temporada.

Teté seria novamente contratado em 1960. Sua estreia ocorreu em 05/02/1960, vitória por 2x1 sobre o Veronese. Teté comandaria o time até 23/10/1960, quando perdeu para o Cruzeiro por 5x0, na Montanha. No dia seguinte, o técnico pediu demissão. Foram 45 partidas na sua segunda passagem pelo clube. Com 297 partidas no total, Teté era o técnico que mais vezes treinou o Internacional.

Um técnico não citado nas matérias sobre quem seria o técnico recordista no Internacional, Cláudio Roberto Pires Duarte, assumiu o comando da equipe pela primeira vez em 26/03/1978, contra o Grêmio Maringá, pelo campeonato brasileiro, substituindo Carlos Gainete Filho. Cláudio Duarte estabeleceria um recorde colorado de 8 vitórias consecutivas no campeonato brasileiro (que ainda se mantém) e conquistaria o título gaúcho, dirigindo o time em 72 partidas. Já em 1979 os resultados não foram tão bons, e Cláudio Duarte foi demitido durante o campeonato gaúcho. Dirigiu o time em 48 partidas, despedindo-se após a derrota por 1x0 para o São Paulo de Rio Grande, em 18/07/1979.

Claudião voltaria ao clube em 08/03/1981, na vitória por 1x0 sobre o Goiás, pelo campeonato brasileiro. Ele substituiu o técnico Mário Juliato. No campeonato gaúcho chegaria novamente ao título, embora não comandasse o time na casamata, na partida final. Expulso no Gre-Nal do 1º turno do Octogonal Final, Cláudio Duarte foi julgado e suspenso exatamente no Gre-Nal do 2º turno. No vestiário, assistiu a TV pela televisão e passava instruções por rádio para Gilberto Tim, técnico colorado nessa partida. Foram 52 partidas nessa temporada. Técnico na temporada de 1982, treinou o time no Campeonato Brasileiro e no Torneio dos Campeões. Mas após a eliminação deste torneio frente ao Bahia, em 02/06/1982 (derrota por 3x2), Cláudio Duarte deixou a função de técnico, após 27 partidas.

Em 1990 Cláudio Duarte retornou ao clube, para uma ligeira passagem. Estreou em 27/01/1990, na vitória de 3x0 sobre o Cruzeiro de Santiago. Mas menos de um mês depois recebeu uma proposta milionária do futebol árabe e saiu do Internacional, despedindo-se em 18/02/1990, no empate em 1x1 com o Santa Cruz, pelo campeonato gaúcho. Foram apenas 6 partidas. Mas retornaria ao clube em setembro de 1991, substituindo Abel Braga. Estreou em 29/09/1991 (2x1 São Paulo RG) e treinou o clube em 18 partidas até o fim do ano, conquistando o título gaúcho. Seu último jogo foi em 15/12/1991 (0x0 Grêmio).

Cláudio Duarte voltaria ao clube em setembro de 1994, substituindo Procópio Cardoso. Sua estreia ocorreu em 24/09/1994 (0x3 União São João). Foi campeão gaúcho, dirigindo o time em 30 partidas nessa temporada. Ele também treinou o Internacional no campeonato gaúcho de 1995, sendo demitido após a derrota para o Juventude por 2x0, no Beira-Rio, em 09/07/1995. Foram mais 37 partidas no comando do clube.

Cláudio Duarte retornou ao Internacional em 2001, para tentar salvar a situação do time no Gauchão. Estreou em 14/04/2001, na derrota por 1x0 para o Caxias. Em 13/05/2001 o Internacional empatou em 0x0 com o Grêmio, no Beira-Rio, e Cláudio Duarte dirigiu o time pela 297ª vez, igualando o recorde de Teté. Na partida seguinte, 17/05/2001, o Colorado perdeu para o Internacional SM por 1x0, e Cláudio Duarte tornou-se o técnico que mais vezes treinou o clube, isoladamente. Ainda treinaria o time mais uma vez, em 20/05/2001 (1x1 São José). Foram 9 partidas nessa passagem. Por fim, Cláudio Duarte foi novamente contratado no final de 2002, com a árdua missão de evitar o rebaixamento do clube no campeonato brasileiro. Na sua estreia, em 06/11/2002, empatou em 1x1 com o São Caetano. Seu último jogo ocorreu em 17/11/2002, na vitória de 2x0 sobre o Paysandu. Foram 4 partidas dessa vez, fechando 303 partidas no comando do clube.

Por fim, Abel Carlos da Silva Braga. Ele chegou ao Internacional em 02.10.1988 (2x1 Coritiba). Foi vice-campeão brasileiro de 1988 e semifinalista da Taça Libertadores da América de 1989. Comandou o time 19 vezes em 1988 e 45 vezes em 1989. Em 18/06/1989, após empatar em 0x0 com o Grêmio, no Olímpico, despediu-se da torcida, pois já estava acertado com o Famalicão de Portugal. Abel retornou ao clube em junho de 1991, estreando em 11/06/1991 (1x3 Criciúma). Conquistou a Copa Governador do Estado, mas pediu demissão em 22/09/1991, após perder o Gre-Nal por 2x1. Foram 26 partidas nessa passagem. Seu novo retorno ocorreu em 1995, durante o campeonato gaúcho. Estreou em 12/07/1995 (0x0 Juventude) e foi até o fim do ano, despedindo-se em 03/12/1995 (1x2 Juventude). Foram mais 30 partidas.

O regresso de Abel ocorreria somente em 2006, para uma temporada inesquecível para todos os colorados. Abel estreou em 13/01/2006 (5x1 Esportivo), começando uma campanha vitoriosa, apesar da perda inicial do campeonato gaúcho. Mas logo veio o título da Taça Libertadores, sobre o São Paulo. No campeonato brasileiro Abel chegou a ser suspenso, ficando sem dirigir o clube por nove partidas, onde foi substituído por Leomir. Também não treinou o time em outra partida, quando concentrou com o grupo principal, visando a Libertadores. E no final do ano, o grande momento, com o título mundial! Foram 65 partidas na temporada. Em 2007, Abel foi mal na Taça Libertadores e no campeonato gaúcho, despedindo-se em 19/04/2007, após bater o Nacional de Montevidéu por 1x0 e mesmo assim ser eliminado da competição continental. Mas foi um até logo, e em 12/08/2007 ele reassumiu o time, batendo o Goiás por 1x0. Foram 38 partidas nesse ano. Em 2008 Abel conquistou o campeonato gaúcho, mas a má campanha no brasileiro o levou a pedir demissão em 31/05/2008, após o empate em 1x1 com o Sport. Foram 33 partidas.

Abel voltaria ao clube em 2014, contratado no início do ano. Como em 2006, seria o único técnico da temporada. Sua estreia ocorreu em 29/01/2014 (2x1 São Paulo RG). Em 14/09/2014, na vitória por 2x0 sobre o Botafogo, Abel treinou o Internacional pela 303ª vez, alcançando Cláudio Duarte. Em 17/09/2014 o Internacional empatou com o Sport em 0x0, em 304 partidas no comando do clube, Abel tornou-se o recordista isolado. Abel ainda levaria o time até o fim do ano, despedindo-se em 06/12/2014 (2x1 Figueirense). Foram 64 partidas.

Abel retornou ao Internacional em 2020, estreando em 11/11/2020 (0x1 América MG). Foram 7 partidas em 2020 e uma em 2021, fechando, até o momento, 328 partidas.

Colaboração: Luiz Pissutti

PS: Abel Braga encerraria sua última passagem no Internacional em 25/01/2021 (0x0 Corinthians), fechando 11 partidas no ano e 338 partidas no total da carreira.