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sexta-feira, 12 de março de 2021

Jogadores do passado: Bagatini


César Ângelo Bagatini nasceu em Encantado (RS), em 12 de março de 1952.

O goleiro Bagatini tem sua história profundamente ligada ao futebol de Caxias do Sul. Ele começou sua carreira de goleiro no Clube Renner, em Encantado e nos juvenis do Encantado.

Em 1968 Bagatini se mudou para Caxias do Sul, para cursar o 2º Grau (atual ensino médio). E ingressou nos juniores do Flamengo, onde profissionalizou-se em 1969, sendo reserva de Barreira. Em janeiro de 1970 Bagatini foi convocado para ser o gol da Seleção Gaúcha de Juniores, que disputaria o campeonato brasileiro da categoria. Nessa época o técnico dos juniores colorados, Marco Eugênio, pediu sua contratação ao clube, mas o negócio não se concretizou.

Em 1971 Flamengo e Juventude fundiram-se, dando origem à Associação Caxias de Futebol, e Bagatini fez parte do novo clube, ainda na reserva. Ao mesmo tempo ele cursava engenharia mecânica na UCS. No final de 1972 o goleiro titular Ronaldo lesionou-se e Bagatini, com apenas 20 anos, assumiu a titularidade por alguns jogos. Em dezembro de 1973 Bagatini formou-se em engenharia mecânica. Ao mesmo tempo surgiam boatos de que ele iria jogar no Encantado (o clube havia se classificado para o Gauchão 1974). Mas Bagatini continuou na Associação Caxias, brigando com Ronaldo pela titularidade. Em 1975 ele tomou conta do gol caxiense definitivamente.

Na temporada de 1975 a Associação Caxias chegou a disputar um jogo-extra com o Internacional, pela decisão do 2º turno do campeonato gaúcho. No classificação final ficou em 3º lugar, atrás apenas da dupla Gre-Nal. Em 1976 o Juventude abandonou a fusão e surgiu a Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias. A SER Caxias ficou em 4º lugar no campeonato gaúcho e disputou o campeonato brasileiro pela primeira vez, ficando em 15º lugar entre 54 clubes. Com Bagatini no gol, o Caxias conseguiu bater o poderoso Internacional por 2x1, pelo campeonato brasileiro (o Colorado só perderia três partidas naquele campeonato). Em 1977, novamente 3º lugar no estadual e 23º no brasileiro, entre 62 equipes.

Em março de 1978, uma bomba atingiu Caxias do Sul. Bagatini, ídolo da torcida, estava sendo contratado pelo Internacional. A notícia surgiu logo depois do Caxias ter vencido o Internacional em um amistoso, em 11 de março de 1978. Desde que Manga havia saído do clube, o gol era um problema para o Internacional. O paraguaio Benítez não havia aprovado e acabaria emprestado ao Palmeiras.

Bagatino foi a maior contratação de um goleiro no futebol nacional, na época. O Internacional pagou Cr$ 3.335.000,00 pelo seu passe, superando em mais de 400 mil o que o próprio clube havia pago por Benítez, em 1977, e quase o dobro do que o Corinthians havia pago por Jairo, também em 1977.

No Caxias ele recebia 18 mil cruzeiros do clube e mais 9 mil da Agrale (empresa que pertencia ao presidente do clube) como engenheiro operacional. No Internacional, passaria a receber 35 mil no primeiro ano de contrato e 45 mil no segundo ano. Somando o valor das luvas e dos 15% do valor do passe, que foram parcelados, Bagatini receberia mais de 65 mil por mês.

O técnico que pediu a contratação de Bagatini, Carlos Gainete Filho, foi demitido um dia depois da contratação do goleiro. Mas o novo técnico, Cláudio Duarte, decidiu apostar em Bagatini como titular. Sua estreia ocorreu em 26 de março de 1978, na vitória de 2x0 sobre o Grêmio Maringá, na abertura do campeonato brasileiro. Em seguida, seriam mais seis vitórias consecutivas, com apenas um gol sofrido por Bagatini: 2x0 Colorado, 3x1 Joinville, 4x1 Juventude, 2x0 Chapecoense, 3x0 Atlético PR e 2x0 Brasil de Pelotas. O gol do Juventude foi sofrido por Gasperin, que substituiu Bagatini no 2º tempo.

Seu primeiro tropeço aconteceu no Gre-Nal de 23 de abril (2x3). O jogo seguinte seria contra o Caxias, mas um dia antes Bagatini se lesionou e não atuou. O Caxias venceu por 2x0 e a imprensa e torcida caxiense espalhou o boato de que Bagatini fugiu do jogo contra seu ex-clube. Mas o jogador estava realmente lesionado e enquanto se recuperava Gasperin tomou conta da posição. Bagatini jogaria poucas partidas no ano: alguns amistosos e pelo campeonato gaúcho, na maioria das vezes substituindo Gasperin. Mas em 13 de dezembro o último Gre-Nal do campeonato terminou empatado em 2x2, exigindo um jogo-extra, e Gasperin saiu de campo lesionado. Assim, no dia 17 de dezembro Bagatini assumiu o gol colorado no clássico que o Internacional venceu por 2x1, conquistando o título gaúcho.

Em 1979, logo no início da temporada, o Internacional excursionou à Argentina, jogando seis partidas, e Cláudio Duarte revezou Gasperin e Bagatini nelas. Mas logo depois Benítez voltou do Palmeiras e tomou conta do gol colorado. No campeonato brasileiro Bagatini ficou no banco de reservas em algumas partidas, mas não jogou nenhuma. Em 25 de março de 1979 o Internacional empatou em 0x0 com o 14 de Julho de Passo Fundo, pelo campeonato gaúcho, em um time recheado de reservas. Bagatini atuou nessa partida, e só voltaria a campo em 6 de abril de 1980, quando o Colorado bateu o Bahia por 5x0, pelo campeonato brasileiro, e Bagatini substituiu Gasperin. Seria sua única partida pelo Internacional naquele ano.

Com Gasperin dando conta do recado no gol, Benítez recuperando-se da fratura na perna e o jovem Gilmar mostrando qualidade, Bagatini tinha pouca expectativa de ser aproveitado. Assim, aceitou ser emprestado ao Vitória, em 13 de julho de 1980. No clube baiano seria campeão estadual.

Bagatini voltou ao Internacional em 1981, mas jogou apenas uma partida do campeonato brasileiro e alguns amistosos. Sua última partida pelo clube ocorreu em 29 de outubro de 1981, um amistoso contra o Aimoré, que o Internacional venceu por 1x0. No ano seguinte Bagatini foi negociado com o Coritiba. Ainda em 1982 jogaria no Sport. Em 1983 defendeu o Vitória e novamente o Sport. Em 1984 foi para o Brasil de Pelotas, onde encerrou a carreira.

Bagatini se dedicou á carreira de engenheiro mecânico, na qual se aposentou. Hoje vive em Caxias do Sul, e como ele mesmo declarou em entrevista, é colorado, e sempre foi, desde criança.

Seus números no Internacional:
32 partidas
21 vitórias
5 empates
6 derrotas
Campeão gaúcho em 1978
Estava no grupo colorado nos títulos brasileiro de 1979 e gaúcho de 1981, mas não jogou nenhuma partida. No livro "O time que nunca perdeu", de Paulo Roberto Falcão, Bagatini aparece listado como goleiro reserva em três partidas do campeonato brasileiro de 1979.

quinta-feira, 11 de março de 2021

Competições - Torneio Triangular de Porto Alegre

Um dos gols colorados no Gre-Nal de 11/03/1943
Origem da foto: https://1909emcores.blogspot.com/p/anos-40.html

Em 1943 a Federação Rio-Grandense de Desportos decidiu organizar o Torneio Triangular de Porto Alegre, envolvendo os três primeiros colocados do campeonato municipal de 1942: Internacional, Grêmio e Cruzeiro.

A abertura do torneio ocorreu em 21 de fevereiro de 1943, na Montanha, com Cruzeiro x Internacional. No 1º tempo, Louzada e César Basílio, contratado junto ao Grêmio, abriram o placar para o Cruzeiro. No 2º tempo Tesourinha diminuiu para o Colorado. Placar final: Cruzeiro 2x1 Internacional. O Colorado jogou com Aristeu; Alpheu e Nena; Assis, Ávila e Abigail; Tesourinha, Bombachudo, Villalba, Rui e Carlitos.

No dia 24 de fevereiro, na Baixada, o Cruzeiro bateu o Grêmio por 3x2, somando quatro pontos.

Em 28 de fevereiro, novamente na Baixada, enfrentaram-se Grêmio x Internacional. Logo aos 3' de jogo Carlitos abriu o placar para o Internacional. Quando finalizava a 1ª etapa, Rui ampliou o placar. Villalba e Carlitos ampliaram no 2º tempo, mas Neco diminuiu o prejuízo aos 37'. Aos 43', porém, Tesourinha fechou o placar em 5x1 para o Internacional. O Colorado atuou com Aristeu; Nena e Alpheu; Assis, Ávila e Abigail; Tesourinha, Rui, Ênio, Villalba e Carlitos.

O 1º turno da competição encerrava com a seguinte classificação:
1º Cruzeiro - 4 pontos
2º Internacional - 2 pontos
3º Grêmio - 0 ponto

A abertura do 2º turno ocorreu em 3 de março, nos Eucaliptos, com Internacional x Cruzeiro. O Colorado estreou um novo uniforme: camiseta branca, faixa diagonal vermelha e calção vermelho. Em campo, Ilmo e Humberto abriram 2x0 para o Cruzeiro, o que estava dando o título para o clube estrelado. Mas Tesourinha, ainda no 1º tempo, e Ênio empataram o jogo em 2x2. O Cruzeiro ficava com uma mão na taça, enquanto o Grêmio não tinha mais chances de título. O Internacional jogou com Aristeu; Nena e Alpheu; Assis, Ávila e Abigail; Tesourinha, Rui, Ênio, Villalba e Carlitos.

Em 7 de março Cruzeiro e Grêmio empataram em 1x1, na Montanha. Walter (contra) fez o gol do Cruzeiro e De Leon o do Grêmio. Com o resultado o Cruzeiro conquistou o título.

A última rodada ocorreu em 11 de março, nos Eucaliptos. O Internacional recebia seu maior rival, o Grêmio. E o Colorado começou arrasador. Tesourinha, aos 4', e Carlitos, aos 12' do 1º tempo, colocaram o Clube do Povo na frente. No 2º tempo, Rui, aos 4', e Villalba, aos 19', ampliaram o placar. Aos 37', após uma confusão, Ávila e De Leon foram expulsos. Aos 38' Neco descontou, mas Rui sacramentou a vitória com mais um gol aos 42' do 2º tempo. O Colorado jogou com Aristeu; Nena e Alpheu; Assis, Ávila e Abigail; Tesourinha, Rui, Ênio (Ezequiel), Villalba e Carlitos.

O domínio colorado foi completo. O jornal Correio do Povo assim se referiu à partida:

 "Os 5x1 finais não traduzem fielmente o desenrolar do match, pois os diabos-rubros mereceram vencer por placard mais elevado". 

"Com uma linha dianteira abaixo da critica e uma defesa atabalhoada e que não marcava absolutamente a veloz e impetuosa artilharia do 'rolo compressor', estiveram os gremistas muito aquem daquela exibição que fizeram, domingo ultimo, frente aos cruzeiristas". 

Classificação final do torneio:
1º Cruzeiro - 6 pontos
2º Internacional - 5 pontos
3º Grêmio - 1 ponto

quarta-feira, 10 de março de 2021

As equipes sub-23 no campeonato gaúcho

Origem da foto: site oficial do clube

Este ano o Internacional começou o campeonato gaúcho novamente com uma equipe diferente do grupo titular, inclusive com técnico próprio. Ao longo do tempo essas equipes foram chamadas de Sub-23, Time B ou Rolinho, mas o objetivo sempre foi o mesmo: dar mais tempo de preparação ao grupo principal e testar atletas que poderiam vir a ser aproveitados mais adiante.

2007

A primeira vez que o clube adotou essa estratégia foi em 2007. Em 17 de dezembro de 2006 o Internacional conquistava o Campeonato Mundial no Japão, e no dia 21 de janeiro de 2007 já começaria o campeonato gaúcho. Assim o técnico Lisca recebeu a missão de comandar um grupo formado por jogadores das categorias de base, reservas pouco utilizados e contratações recentes.

Do time B e das categorias de base vieram Titi, Fabinho, Ramon, Pierre, Josimar, Fernando, João Guilherme, Danny Morais, Maycon, Ricardo Jesus, Roger Gaúcho, Martin (o filho do Fernando Carvalho), Gum (emprestado pelo Marília), Cristian Borja (primo do Rentería) e Abu (nigeriano que veio do River Plate). Diego Bottin (ex-São José), Rafael Santos (ex-Ponte Preta) e Ji-Paraná (ex-Corinthians) eram contratações recentes. E Renan, Wílson, Chiquinho, Márcio Mossoró e Gustavo Papa eram reservas com vários jogos pelo clube.

O time comandado por Lisca disputou as cinco primeiras partidas do Gauchão, com o seguinte desempenho:

21/01/2007 0x0 Novo Hamburgo - N (Cidreira)
24/01/2007 1x3 Ulbra - F
28/01/2007 1x3 Santa Cruz - F
01/02/2007 2x1 Glória - C
04/02/2007 1x2 Juventude - N (Cidreira)
26,66% de aproveitamento

O grupo contava com jogadores experientes como Wílson (31 anos) e Gustavo Papa (27 anos), mas vários atletas de 18, 19 e 20 anos. A média de idade do grupo era de 21,25 anos.

Os jogadores utilizados foram:
Legenda
P = posição
I = idade
J = jogos
V = vitórias
E = empates
D = derrotas
S = saiu do time durante a partida
E = entrou no time durante a partida
90 = jogou os 90 minutos


Chiquinho, Gustavo Papa e Ricardo Jesus, que já haviam atuado em outras temporadas, jogaram no Internacional, em 2007, apenas essas partidas. Fabinho, Abu, Fernando, Martin e Cristian Borja fizeram suas únicas partidas pelo clube nesse grupo.

Dos demais atletas, somente um jogou mais de 1/3 dos jogos restantes da temporada: Pinga, que jogou mais 35 partidas. Roger Gaúcho, com 19 partidas, e Maycon, com mais 16 partidas, ficaram entre 20% e 1/3 dos jogos.

Jogadores que foram aproveitados entre 10% e 20% dos jogos seguintes da temporada:
Renan: 11 jogos (e atuou em outras temporadas)
Ji-Paraná: 11 jogos (e atuou na temporada seguinte)
Rafael Santos: 10 jogos
Márcio Mossoró: 7 jogos
Wílson: 6 jogos
Diego Bottin: 6 jogos

Jogadores que foram aproveitados em menos de 10% dos jogos seguintes da temporada:
Danny Morais: 3 jogos (e atuou em outras temporadas)
Ramon: 3 jogos (e atuou na temporada seguinte)
Titi: 3 jogos (e atuou na temporada seguinte)
Pierre: 1 jogo
Gum: 1 jogo

Josimar não atuou em mais nenhuma partida nessa temporada, mas voltaria a atuar no clube em outra temporada.

2010

Em 2008 e 2009 o Internacional utilizou seu grupo principal desde o início do Gauchão. Mas em 2010 retomou a formação de um time B para disputar o começo do torneio. Enderson Moreira assumiu a missão de comandar o Rolinho nos primeiros três jogos. Dessa vez foram utilizados menos atletas (apenas 15), sendo 13 oriundos da base e time B e dois retornando de empréstimo: Josimar (que já havia atuado no grupo de 2007, voltando do Al-Watani da Arábia Saudita) e Paulinho (voltando do Guarani). Agenor, Daniel Baloy, Wagner Silva, Josimar, Paulinho, Wagner Libano, Léo Gomes e Walter já haviam atuado pelo time principal do Internacional. O jogador mais velho era Josimar, com 23 anos, e a média de idade do grupo era de 19,8 anos.

O time comandado por Enderson Moreira disputou as três primeiras partidas do Gauchão, com o seguinte desempenho:

17/01/2010 4x2 Ypiranga - C
20/01/2010 1x0 Porto Alegre - F
24/01/2010 1x1 Internacional SM - F
77,77% de aproveitamento

Os jogadores utilizados foram:
Legenda
P = posição
I = idade
J = jogos
V = vitórias
E = empates
D = derrotas
S = saiu do time durante a partida
E = entrou no time durante a partida
90 = jogou os 90 minutos


Paulinho e Léo Gomes, que já haviam atuado em outras temporadas, jogaram no Internacional, em 2010, apenas essas partidas. Igor Rossi e Ytalo fizeram suas únicas partidas pelo clube nesse grupo.

Dos demais atletas, Leandro Damião (mais 33 partidas) e Walter (mais 26 partidas) jogaram 1/3 ou mais dos jogos restantes da temporada. Juan Jesus, com mais 15 partidas, jogou 20% dos jogos restantes. Daniel Baloy, com mais 8 jogos, disputou 10% das partidas restantes da temporada. Wagner Silva e Josimar atuariam em mais duas partidas da temporada.

Agenor, Wagner Libano, João Paulo, Elton e Lucas Roggia não aturam em mais nenhuma partida nessa temporada, mas voltariam a atuar no clube em outras temporadas. Dos demais jogadores, Daniel Baloy, Juan Jesus, Josimar e Leandro Damião jogariam mais temporadas pelo clube.

2011

Em 2011 Enderson Moreira continuou no comando do Rolinho. O time jogou os cinco primeiros jogos do campeonato e depois voltou para mais uma partida. Foram utilizados 24 atletas, 18 oriundos da base e time B e dois retornando de empréstimo: Thiago Humberto (voltando do Vitória) e Guto (voltando do Oeste). Rodrigo Moledo (ex-União Rondonópolis), Ronaldo Alves (ex-Athlético PR), Ricardo Goulart (ex-Santo André) e Talles Cunha (ex-Guarani) haviam sido contratados há pouco. O jogador mais velho era Mineiro, com 29 anos, que estava no time B mas já havia sido emprestado para outras equipes. A média de idade do grupo era de 20,83 anos.

O desempenho do time de Enderson Moreira foi o seguinte:

16.01.2011 0x1 Cruzeiro - F
19.01.2011 1x0 Porto Alegre - C
22.01.2011 1x0 Santa Cruz - C
26.01.2011 4x1 Internacional SM - F
30.01.2011 1x2 Grêmio - N (Rivera)
19.02.2011 1x1 Cruzeiro - C
Após esse resultado, o Internacional B foi dissolvido. O técnico Enderson Moreira foi demitido e vários jogadores foram dispensados ou emprestados.
Aproveitamento: 55,55%

Os jogadores utilizados foram:
Legenda
P = posição
I = idade
J = jogos
V = vitórias
E = empates
D = derrotas
S = saiu do time durante a partida
E = entrou no time durante a partida
90 = jogou os 90 minutos

Kleber Silva, Mineiro, Juliano, Wagner Libano, Thiago Humberto, Natan, Marinho, Talles Cunha e Guto não jogariam mais pelo Internacional. Agenor, Milton Júnior e Romário não jogariam mais no clube naquela temporada, mas voltariam a atuar em outras temporadas.

Dos demais atletas, Muriel (mais 37 partidas) jogou mais de 1/3 dos jogos restantes da temporada. Elton, com mais 21 partidas, Rodrigo Moledo, com mais 20 partidas, João Paulo, com mais 16 partidas e Ricardo Goulart, com mais 14 partidas, jogaram de 20% a 1/3 dos jogos restantes. Daniel Baloy, com mais 7 jogos, disputou 10% das partidas restantes da temporada. Lucas Roggia (4), Ronaldo Alves (2), Massari (1), Dalton (1), Augusto (1) e Marquinhos Gabriel (1) jogariam em menos de 10% das partidas restantes da temporada.

2012

Em 2012 não havia um interesse em colocar uma equipe reserva a disputar os primeiros jogos do Gauchão. Mas na 3ª rodada do campeonato estadual o Internacional teve que colocar o Rolinho em campo, pois um dia antes a equipe principal havia jogado pela Taça Libertadores. Osmar Loss comandou o time. Os 14 atletas estavam vinculados às categorias de base e time B. A média de idade da equipe era de 19,28 anos. Agenor, com 22 anos, era o mais velho, enquanto Cláudio Winck e Rodrigo Dourado ainda não haviam completado 18 anos.

O desempenho do time de Osmar Loss foi o seguinte:

26.01.2012 1x2 Cerâmica - C
Aproveitamento: 0%

Os jogadores utilizados foram:
Legenda
P = posição
I = idade
J = jogos
V = vitórias
E = empates
D = derrotas
S = saiu do time durante a partida
E = entrou no time durante a partida
90 = jogou os 90 minutos


Dos jogadores que atuaram, Agenor, Romário, Augusto e Eduardo Sasha já haviam jogado pelo time principal. Guilherme Noé, Márcio Lopes e Bruno Smith fariam sua única partida pelo Internacional.

Somente Fred, que jogaria mais 32 partidas na temporada, ultrapassou 1/3 dos jogos da equipe no ano. Jackson, com 9 partidas, ficou pouco acima dos 10% dos jogos. Cláudio Winck, Romário, Rodrigo Dourado e Eduardo Sasha jogariam apenas mais uma partida em 2012, mas voltariam a atuar em outras temporadas. Lima e Thiago Santos fariam mais uma partida e se despediriam do clube.

Agenor, Augusto e Giovani não disputariam mais partidas em 2012, mas jogariam em outras temporadas.

2013

Em 2013 o Rolinho disputou duas partidas no Gauchão, novamente sob o comando de Osmar Loss. A equipe foi formada por jogadores da base e jogadores jovens recém contratados, como Alan Costa (ex-Ferroviária SP), Rafael Carioca (ex-Vila Nova) e Maurinho (ex-Dinamo Minsk), além de Milton Júnior, que retornava de um empréstimo ao Sport. Agenor, Maurinho e Cassiano eram os "veteranos", com 23 anos. A média de idade da equipe era de 20,52 anos.

O desempenho do time de Osmar Loss foi o seguinte:

19.01.2013 1x1 Passo Fundo - N (Canoas)
23.01.2013 2x1 Cerâmica - F
Aproveitamento: 66,66%

Os jogadores utilizados foram:
Legenda
P = posição
I = idade
J = jogos
V = vitórias
E = empates
D = derrotas
S = saiu do time durante a partida
E = entrou no time durante a partida
90 = jogou os 90 minutos

Dos jogadores que atuaram, Vilela, Thales Matos, Alan Costa, Raphinha, Rafael Carioca e Maurinho nunca haviam jogado pelo time principal. Rafael Carioca faria suas duas únicas partidas pelo Internacional. Lucas Lima, Milton Júnior e Lucas Roggia, que já haviam atuado pelo clube, também fariam suas últimas partidas.

Somente Alan Costa, que jogaria mais 15 partidas na temporada, atuaria em 20% dos jogos da equipe no ano. Os demais não chegariam a 10% dos jogos. Mike (mais 5 partidas), Agenor (3), Maurides (2), Thales Matos (1) e Raphinha (1) voltariam a atuar em outras temporadas. Romário (mais 4 partidas), Maurinho (3) e Cassiano (2) se despediriam do clube.

Vilela, Rodrigo Dourado, Augusto e Zé Mário não disputariam mais partidas em 2012, mas jogariam em outras temporadas.


2014

Em 2014 o Rolinho, além de iniciar o campeonato gaúcho, ainda disputou a Recopa Gaúcha. Aqui vamos analisar apenas o Gauchão. O ex-goleiro Clemer, que terminou o campeonato brasileiro de 2013 como técnico interino, assumiu o Rolinho em 2014, disputando as três primeiras partidas do Gauchão. O grupo foi formado essencialmente por jogadores da base e do time sub-23, além de Jean (emprestado pelo Juventus SP), Gladestony (emprestado pelo Desportivo Brasil) e Aylon (contratado junto ao Rio Grande, depois de ser o artilheiro da 2ª divisão gaúcha em 2013).

O mais veterano do grupo era Fernando Baiano, com 23 anos (mas na época, oficialmente ele tinha 18, pois havia adulterado sua idade, usando a documentação e o nome do irmão). Assim, Alisson, Reis e Aylon, com 21 anos, eram os oficialmente mais velhos. A média de idade do time era de 19,82 anos.

O desempenho do time de Clemer foi o seguinte:

18.01.2014 2x0 São Luiz - N (Novo Hamburgo)
22.01.2014 2x1 Novo Hamburgo - F
26.01.2014 2x1 Passo Fundo - F
Aproveitamento: 100%

Os jogadores utilizados foram:
Legenda
P = posição
I = idade
J = jogos
V = vitórias
E = empates
D = derrotas
S = saiu do time durante a partida
E = entrou no time durante a partida
90 = jogou os 90 minutos

Dos jogadores que atuaram, Diogo Mateus, Jean, Eduardo Gabriel, Gladestony, Alex Nemetz, Reis, Ruan Silva, Fernando Baiano, Murilo Souza e Aylon estrearam no time principal. Jean, Alex Nemetz e Fernando Baiano jogariam apenas as partidas do Gauchão e da Recopa.

Somente Fred, que jogaria mais 27 partidas na temporada, ultrapassou 1/3 dos jogos da equipe no ano. Alisson, com mais 14 partidas, participou de 20% dos jogos. Diogo Mateus, com mais 8 partidas, Gladestony e Aylon, com mais 7 partidas, disputaram 10% dos jogos restantes. Thales Matos (5 jogos), Raphinha (5), Rodrigo Dourado (2) e Alex Santana (1) voltariam a atuar em outras temporadas. Murilo Souza (mais 6 jogos), Reis (2), Ruan Silva (1) e Nathan Índio (1) se despediriam do clube. Eduardo Gabriel não jogaria mais em 2014, mas voltaria a atuar mais tarde.

terça-feira, 9 de março de 2021

Jogadores do passado: Cestari

 

Origem da foto: https://1909emcores.blogspot.com/p/anos-60.html

Gabriel Cestari Filho nasceu dia 9 de março de 1936, em Caxias do Sul.

Cestari começou jogando futebol no Flamengo de Caxias do Sul, em 1954, já atuando no time principal. Em 1956, durante o serviço militar, também atuou como goleiro do 3º Grupo de Artilharia Antiaérea.
Origem da foto: http://acolunadeadautocelsosambaquy.blogspot.com/2013/09/a-escalacao-do-meu-ultimo-internacional.html

Em 27 de novembro de 1958, com grande atuação, Cestari garantiu a vitória do Flamengo sobre o Internacional, em pleno Eucaliptos, complicando a vida do Colorado no campeonato metropolitano, que viria a ser vencido pelo Grêmio.

Na época, os clubes ficavam disputando amistosos até o meio do ano, quando começavam as competições oficiais. E em maio de 1959 começaram as notícias de que Cestari queria sair do Flamengo, pedindo um valor elevado para renovar o contrato. No dia 22 de junho de 1959, poucos dias depois do campeonato metropolitano começar, Cestari foi contratado pelo Internacional.

Mas apesar de chegar ao Internacional com a fama de melhor goleiro de Caxias do Sul e um dos melhores do estado, Cestari ficou com o grupo de aspirantes. Só estrearia no Internacional em uma excursão a Santo Ângelo. Em 19 de setembro o Internacional bateu o Tamoio por 6x3 e Cestari entrou no time durante a partida, substituindo o titular Silveira. No dia seguinte Cestari jogou os 90 minutos na vitória de 6x2 sobre o Santoangelense. Na volta a Porto Alegre Cestari voltou aos aspirantes, mas tornou-se titular nas últimas três partidas do campeonato metropolitano e nos primeiros amistosos de 1960. Em outubro de 1960, porém, tornou-se titular, posição que manteve até fevereiro de 1961.

Cestari jogaria várias partidas amistosas em 1961, mas no campeonato gaúcho atuaria poucos instantes, na última partida. Com o título já decidido a favor do Colorado, jogou-se o Gre-Nal da última rodada, no Eucaliptos. O Internacional vencia por 2x0, quando o Grêmio começou uma reação. Aos 45', com o jogo empatado, a bola foi cruzada para a área colorada. Juarez, atacante gremista, pulou sobre o goleiro Silveira, atingindo-o na cabeça. O goleiro colorado foi ao solo, desmaiado, enquanto Juarez cabeceava para as redes, em um gol irregular que o juiz validou. Silveira, desacordado, foi substituído por Cestari, que nem chegou a tocar na bola. Essa também foi a última partida de Cestari pelo Internacional. Em março de 1962 o goleiro recebeu passe livre.

Cestari ainda jogaria no Aimoré em 1962 e 1963, encerrando a carreira. Em 1966 ele apareceria jogando na equipe da Caixa Econômica Federal, no campeonato bancário.

Cestari faleceu em novembro de 2019.

Seus números no Internacional:
47 partidas
30 vitórias
6 empates
11 derrotas
campeão gaúcho em 1961

Cestari disputou quatro Gre-Nais, com duas vitórias, um empate e uma derrota, no clássico que jogou menos de dois minutos.

Jogadores do passado: Dóia


Haylton de Souza, o goleiro Dóia, nasceu em 9 de março de 1929, em Porto Alegre.

Dóia começou a carreira no Força e Luz, em 1947. No ano seguinte o clube mudou de nome para Corinthians. Dóia foi reserva de Cláudio de 1947 a 1949, mas em 1950 tornou-se titular do gol do Corinthians. Suas boas atuações chamaram a atenção do Internacional, que o contratou em 1º de fevereiro de 1951, junto com o atacante Canhotinho, também do Corinthians.

Dóia estreou em 25 de fevereiro de 1951. O Internacional bateu o Esportivo por 2x1, em Bento Gonçalves. O amistoso teve o governador do estado Ernesto Dornelles dando o pontapé inicial, e Dóia entrou no time no intervalo, substituindo o titular Ewerton.

No dia 4 de março a torcida colorada pode ver Dóia vestindo o uniforme do clube, no amistoso contra o Renner, nos Eucaliptos. Nova vitória colorada por 2x1 e outra vez Dóia entrou no time substituindo Ewerton.
Apesar de o jornal informar o local como o estádio Tiradentes, a partida ocorreu nos Eucaliptos

Em seguida o Internacional foi disputar o Torneio Triangular de Montevidéu, perdendo para Peñarol e Nacional. Dóia não atuou, mas jogou a despedida, um amistoso contra o Peñarol. O Colorado abriu 2x0, mas sofreu com o desgaste físico e acabou derrotado por 3x2. Mesmo assim foi aplaudido pela torcida uruguaia.

O titular era Ewerton, mas Dóia recebia oportunidades no arco, chegando a atuar como titular em seis partidas seguidas, entre amistosos, Torneio Extra e Taça Cidade de Porto Alegre. E em 3 de maio de 1951 o Internacional bateu o Nacional por 2x1, conquistando em definitivo a Taça Cidade de Porto Alegre, com Dóia no gol (mais informações sobre a Taça Cidade de Porto Alegre:  https://futeboloutrahistoria.blogspot.com/2019/11/taca-cidade-de-porto-alegre.html).

Durante o campeonato municipal e estadual, porém, Dóia não jogou, passando a atuar no 2º quadro. No time principal foram 13 partidas na temporada de 1951. Em 1952 Dóia teve menos oportunidades na equipe titular, disputando apenas amistosos. Em 1953 o goleiro foi atuar no Internacional de Santa Maria. Em 17 de maio de 1953, em um amistoso entre os dois Colorados, Dóia defendeu um pênalti cobrado por Luizinho (o Internacional bateu o Coloradinho por 3x2).

Dóia jogaria ainda no Aimoré (1954/1955), no Flamengo de Caxias do Sul (1955),  no Nacional de Porto Alegre (1955/1957) e encerraria a carreira no mesmo clube onde começou, o Força e Luz (1957/1958).

Seus números no Internacional:
17 partidas
9 vitórias
1 empate
7 derrotas
Campeão da Taça Cidade de Porto Alegre em 1951

domingo, 7 de março de 2021

Jogadores do passado: Vinícius


 Vinícius Conceição da Silva nasceu em Porto Alegre, em 7 de março de 1977.

O lateral-esquerdo Vinícius ingressou nas categorias de base do Internacional, seu clube de coração. Sua estreia no time principal ocorreu em 19 de outubro de 1994. No Beira-Rio o Internacional venceu o Esportivo por 1x0, e ele entrou no time durante a partida, substituindo Luís Carlos Winck. Era o "Interminável" Gauchão de 1994. O Colorado estava envolvido no campeonato brasileiro e utilizou vários reservas na partida, além de alguns juniores no banco de reservas.

Vinícius voltaria a atuar no time principal apenas em março de 1995, na excursão ao Japão. Embora não fosse titular na temporada, jogou várias partidas. No 1º semestre César Prates atuou de titular na esquerda. No 2º semestre Branco ocupou a esquerda e César Prates foi para a direita. Em 1996 a situação se repetiu, um reserva que atuava com frequência. Os titulares na temporada foram Cleomir e depois Arílson, improvisado. mesmo assim, participou da campanha do título do Torneio Mercosul.

Em 1997 Vinícius começou a temporada disputando posição com Paulo Roberto, mas em abril já era o dono da posição. Em 1º de junho o Internacional bateu o Brasil de Farroupilha por 5x2 e Vinícius fez sua última atuação pelo clube, nessa primeira passagem. Negociado com o futebol europeu, foi jogar no Sporting.

Em Portugal Vinícius sagrou-se campeão português em 2000, mas na condição de reserva. No início da temporada 2000/2001 foi emprestado ao Standard Liége da Bélgica, onde ficou até o fim do ano. Em 2001 voltou ao Brasil, para jogar no Fluminense, atuando de zagueiro.

Em 22 de julho de 2002 Vinícius foi contratado pelo Internacional, para disputar o campeonato brasileiro. Sua estreia ocorre em 3 de agosto de 2002, em um empate com o Criciúma, no Beira-Rio. Com Luiz Alberto e Ronaldo na zaga e Cássio na lateral-esquerda, Vinícius era reserva, mas na reta final do campeonato assumiu a titularidade, participando do dramático jogo contra o Paysandu, em Belém, que evitou o rebaixamento colorado.

Em 2003 Vinícius começou a temporada como titular. Em 9 de março, no Olímpico, ele marcou de cabeça o gol de empate com o Grêmio, que abriu caminho para a virada colorada e o fim de um jejum de 13 clássicos sem vitória. Foi campeão gaúcho. Em 22 de novembro, pelo campeonato brasileiro, o Internacional perdeu por 3x2 para o Figueirense, mas Vinícius fez os dois gols colorados, um deles de bicicleta.

Em 2004 foi novamente titular, mas só começou a jogar em abril, devido a um deslocamento no ombro. Novamente foi campeão gaúcho. No Gre-Nal de 10 de julho, Vinícius fez o gol 999 dos clássicos, 25 minutos antes de Fernandão marcar o Gol Mil. O Colorado venceu por 2x0.

Em 2005 novamente Vinícius foi titular, e outra vez campeão gaúcho. Mas ao final do seu contrato, em 31 de dezembro de 2005, ficou desvinculado do Internacional. Seu último jogo pelo Colorado ocorreu em 4 de dezembro de 2005, derrota para o Coritiba por 1x0.

Em 2006 Vinícius foi jogar no Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul. Em 2007 voltou ao Brasil, para atuar no Atlético Mineiro, onde foi campeão estadual em 2007. A seguir jogou no Bahia (2009), Náutico (2010), São José (2011) e Caxias (2011/2012).

Seus números no Internacional:
194 partidas
83 vitórias
53 empates
58 derrotas
8 gols marcados
Campeão gaúcho em 1994, 1997, 2003, 2004 e 2005
Campeão do Torneio Mercosul em 1996

Suas vítimas:
Grêmio e Figueirense - 2 gols
Santos, Vasco da Gama, Ponte Preta e Glória - 1 gol 

Jogadores do passado: Nique

Origem da foto: https://1909emcores.blogspot.com/

José Centeno de Oliveira nasceu em lajeado, em 7 de março de 1932. Era filho de Heitor Alves de Oliveira e Palmira Centeno de Oliveira.

No mundo do futebol ele ficaria conhecido como Nique, atacante que começou a jogar futebol no São José de Lajeado, em 1948. No ano seguinte ele ingressou no Lajeadense.

Em 1951 Nique foi contratado pelo Internacional. Sua estreia ocorreu em 7 de abril de 1951, quando o Internacional enfrentou o Flamengo em um amistoso, no Maracanã. o Colorado perdeu por 6x3 e Nique entrou no time durante o jogo, substituindo Mujica.

Nique era ponteiro-esquerdo, e o Colorado tinha Carlitos e Canhotinho na função. Assim Nique só receberia outra chance em 23 de setembro. Canhotinho havia sido deslocado para a direita, e no jogo anterior Carlitos se aposentou. E Nique aproveitou a chance: o Colorado venceu o Corinthians de Porto Alegre por 5x1 e Nique fez o terceiro gol.

Titular no restante da temporada de 1951, foi campeão municipal e estadual. Em 1952, porém, voltou ao banco. Luizinho foi contratado para a ponta-direita e Canhotinho assumiu a esquerda. Mas Nique atuou em várias partidas, substituindo Canhotinho, e até foi titular na primeira partida da decisão do campeonato gaúcho, contra o Brasil de Pelotas, e marcou o primeiro gol da vitória por 2x0. Nique ainda jogaria um amistoso em 20 de janeiro de 1953, quando o Colorado bateu o Combinado União Serrano-Esportivo por 4x2. Pouco depois ele se transferiu para o Sá Viana de Uruguaiana, onde jogaria até encerrar a carreira, em 1965.

Na sua aventura uruguaianense, casou com Alvecelina Marcanth de Oliveira. O casal teve duas filhas: Maria Lina e Denise. Depois de encerrar a carreira, foi trabalhr no Banco do Brasil, onde aposentou-se como auditor. Pela carreira sem punições, recebeu o Troféu Belfort Duarte. Nique faleceu em 26 de dezembro de 2000, no Hospital Mãe de Deus, de infarto agudo do miocárdio.

Seus números no Internacional:
23 partidas
14 vitórias
5 empates
4 derrotas
6 gols marcados
Campeão gaúcho em 1951 e 1952
Campeão municipal em 1951 e 1952
Campeão do Torneio Extra em 1952