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quarta-feira, 17 de março de 2021

Campeonato Gaúcho - Partidas de 1 a 1.500

Partida 1.400
Origem da foto: site oficial do Internacional
 
Contra o Ypiranga (em 14.03.2021) o Internacional disputou sua 1.537ª partida pelo campeonato gaúcho. As partidas que marcaram números redondos na história colorada no campeonato gaúcho:

0001º jogo: 24.08.1927 Internacional 4x1 Nacional (São Leopoldo) - C
0100º jogo: 23.06.1963 3x0 Rio Grande - F
0200º jogo: 22.10.1967 2x1 Aimoré - F
0300º jogo: 24.01.1971 1x0 Tamoio - F
0400º jogo: 14.05.1975 5x0 Riograndense RG - C
0500º jogo: 01.10.1978 1x0 Santo Ângelo - F
0600º jogo: 05.10.1980 2x0 Farroupilha - F
0700º jogo: 25.09.1983 1x0 São Paulo - F
0800º jogo: 27.04.1986 6x0 Bagé - C
0900º jogo: 13.04.1989 3x0 São Paulo - C
1000º jogo: 17.12.1992 3x1 Caxias - C
1100º jogo: 30.07.1995 4x0 São Luiz - C
1200º jogo: 24.03.2001 2x4 Juventude - F
1300º jogo: 12.03.2008 0x3 Juventude - F
1400º jogo: 09.02.2013 3x0 Pelotas - N (Novo Hamburgo)
1500º jogo: 11.03.2018 1x2 Grêmio - C

Se o campeonato gaúcho mantiver o atual regulamento, o Internacional provavelmente disputará sua partidas de número 1.600 em 2025.

terça-feira, 16 de março de 2021

Eucaliptos




Em 1928 o Internacional foi atingido por uma bomba: o Asilo Providência, proprietário da Chácara dos Eucaliptos, "ground" do Colorado desde 1913, colocou o terreno a venda, por 40 contos de réis. A prioridade de compra era do clube, mas o mesmo não tinha recursos. O valor era elevado, mas a direção colorada recorreu a uma família de peso, os Chaves Barcellos, que além de colorados (em sua maioria), já tinham tido dois membros jogando no clube, Pedro e Plínio. Os Chaves Barcellos aceitaram emprestar o valor, a juros baixos, prazos longos para pagar, e provavelmente sequer cobrariam a dívida.

Na Assemblia Geral (na época os sócios reuniam-se para decidir os assuntos mais importantes) marcada para oficializar o empréstimo e a compra do terreno, Antenor Lemos, a maior liderança colorada da época, considerou o valor muito caro para um terreno, avaliou que o empréstimo comprometeria as finanças do clube, e que o Internacional precisava se preocupar em conquistar vitórias esportivas, não um patrimônio material. A vitória do grupo de Antenor Lemos, na Assembléia, fez com que várias lideranças coloradas, como Arquimedes Fortini e provavelmente os Chaves Barcellos, saíssem do clube, levando consigo muitos sócios.

A vitória de Antenor Lemos só agravou a crise do clube. Correndo o risco de ser despejado de seu campo, sem dinheiro, e perdendo vários associados, a situação ficou insustentável. O mesmo Antenor Lemos, em outra reunião, teria sugerido a extinção do clube. E isso poderia ter ocorrido, se não fosse um outro colorado que logo tornaria-se um líder maior que Antenor Lemos: Ildo Meneghetti.

Em 5 de janeiro de 1929 Ildo Meneghetti foi eleito presidente do Internacional. Na Assembleia Geral do Internacional de 31 de janeiro de 1929, o presidente Ildo Meneghetti apresentou um relato dramático aos sócios: o clube tinha dívidas de 20 contos de réis, não possuía material de treino e de jogo, e seu estádio, a Chácara dos Eucaliptos, alugada, estava deteriorada e fora posta à venda pelo proprietário.

Ildo Meneghetti conseguiu negociar um prazo com o Asilo Providência, para que o Internacional continuasse usando a Chácara dos Eucaliptos por mais um tempo, obteve o terreno para a construção de um novo estádio (o Eucaliptos) e acertou uma forma de pagamento que o clube pudesse cumprir. Com o Asilo Providência Meneghetti se comprometeu em utilizar seu escritório de engenharia para fazer a terraplanagem do terreno da Chácara. Assustados com os rumos que a crise havia tomado, muitos apoiadores de Antenor Lemos mudaram de idéia e não boicotaram os acordos feitos por Meneghetti.

Em 23 de abril de 1929, na sede do Internacional, no Edifício Lubisco, Rua das Flores (atual Siqueira Campos), número 874, sala 35, os sócios adquiriram cotas de 500 mil réis para o caixa do clube e construção do Estádio dos Eucaliptos. Ildo Meneghetti comprou dez cotas, Antenor Lemos cinco, Clóvis Pestana, José Pinheiro Borba, Willy Teichmann, Archimedes Fortini, Reinaldo Meneghetti, Carlos de Lorenzi, Florêncio Ygartua e Moisés Strougo uma cota cada. Portanto, o próprio Antenor Lemos, em março de 1929, doou 2 contos e 500 mil réis para a construção do novo estádio.

O terreno onde seria construído o estádio dos Eucaliptos (com 20 mil metros quadrados) foi adquirido por 220 contos. Dez por cento foram pagos à vista e o clube parcelou o restante em mensalidades de 3 contos. Os últimos 40 contos foram pagos após a negociação de Sílvio Pirillo (vendido ao Peñarol por 50 contos, em 1939).

Alguns dias antes da inauguração do estádio dos Eucaliptos, uma Assembleia Geral Extraordinária do clube anistiou todos os sócios ou atletas que estivessem cumprindo penas impostas pela direção ou pela própria Assembleia.

A inauguração do Estádio dos Eucaliptos era para ter ocorrido dia 8 de março de 1931, mas teve de ser transferida para o outro final de semana devido ao mau tempo.  Para a partida de basquete realizada na inauguração foi disputada a Taça “Recordação da Inauguração do Estádio dos Eucaliptos”, oferecida pelo Internacional. No Gre-Nal foi disputada uma taça oferecida pelo Bataclan, de Quaraí. Na inauguração do estádio, o Colorado bateu o Grêmio por 3x0, com três gols de Javel no lendário goleiro Eurico Lara. No basquete, o Colorado foi derrotado pelo Almirante Tamandaré por 27x26.

Melhor estádio da cidade, e o primeiro a receber a denominação "stadium", os Eucaliptos logo receberam eventos municipais, como o Torneio Início de 1931, o Torneio da Vitória (vencido pelo internacional) e o Torneio Início de 1932 (também vencido pelo Internacional). Os Eucaliptos presenciariam várias conquistas do Internacional. A primeira delas em torneio oficial foi o título municipal de 1934. Mas a conquista não foi obtida no estádio, e nem em jogo do clube. No dia 7 de outubro de 1934, no Caminho do Meio, o Cruzeiro bateu o Grêmio por 4x3, dando o título ao Colorado com uma rodada de antecipação.

Também conquistado na Era Eucaliptos foi o segundo título gaúcho do Internacional, também em 1934. Mas sem jogos no estádio. Era costume costume os clubes da capital jogarem o estadual em estádios neutros e a primeira partida do Colorado nos Eucaliptos, pelo campeonato gaúcho, ocorreu na edição de 1951.

Em 29 de novembro de 1936 o Internacional conquistaria seu primeiro título no estádio, ao bater o Força e Luz por 6x2. O Colorado sagrava-se campeão municipal com uma rodada de antecipação, na primeira vez que a Fórmula Fraga (campeão do 1º turno x campeão do 2º turno) era utilizada no Rio Grande do Sul. Mas nessa temporada não teve final, pois o Internacional venceu os dois turnos.
Artigas marcando o 1º gol colorado sobre o Força e Luz

Em 10 janeiro de 1939 o Internacional inaugurou a nova iluminação do Estádio dos Eucaliptos, a cargo da Companhia General Eletric. O Internacional bateu o Renner por 7x0, em amistoso.

Os Eucaliptos viram desfilar em seu gramado o Rolo Compressor, com sua escalação clássica que atuou apenas em 1942: Ivo; Alpheu e Nena; Assis, Ávila e Abigail; Tesourinha, Ruy, Villalba, Russinho e Carlitos. Com essa escalação, nos Eucaliptos, o Internacional empatou com o Força e Luz em 27 de setembro de 1942, conquistando o tricampeonato municipal, o primeiro desde 1915. No dia 4 de outubro o Colorado bateu o Combinado de Porto Alegre, formado por jogadores do Grêmio, Cruzeiro e Força e Luz, por 3x0. Carlitos marcou os três gols do amistoso, que tinha por objetivo arrecadar fundos para a construção de abrigos antiaéreos na capital. Vivíamos os tristes anos da Segunda Guerra Mundial.

Em 14 de fevereiro de 1944 o Estádio dos Eucaliptos passou a chamar-se oficialmente Estádio Ildo Meneghetti, em homenagem ao patrono do clube e principal responsável pela construção do mesmo.

Com a escolha do Brasil para sede da Copa do Mundo de 1950, Porto Alegre passou a ser uma das cidades onde ocorreriam jogos. Inicialmente chegou-se a cogitar a construção de um estádio municipal, como o Pacaembu paulistano e o Maracanã carioca. Mas logo mudou-se para reformar um dos estádios da cidade e utilizá-lo no Mundial. A Montanha (Cruzeiro) e os Eucaliptos (Internacional) candidataram-se para receber os jogos do Mundial, mas a escolha recaiu sobre o estádio colorado. Em 20 de maio de 1950 a prefeitura de Porto Alegre aprovou uma verba de 500 mil cruzeiros para as obras de ampliação do estádio, que saltaria de 10 mil para 30 mil pessoas. Tamb´me passaram a ser vendidos bônus para a torcida colabora.

O Internacinal ficaria dois meses, entre abril e junho de 1950, sem jogar em seu estádio, devido às obras da Copa. Nos Eucaliptos ocorreriam duas partidas do grupo do Brasil no Mundial: Iugoslávia 4x1 México e Suíça 2x1 México.

Aos obras e a venda de bônus para a ampliação do estádio continuaram mesmo após a Copa do Mundo.
Jornal do Dia, 12 de julho de 1950

Na primeira metade dos anos 1950 os Eucaliptos assistiriam ao Rolinho de Larry e Bodinho desfilar pelo gramado. Também nos Eucaliptos o Colorado disputaria (e chegaria ao título) do primeiro campeonato gaúcho unificado, em 1961. Em 1962 o estádio presenciaria a estreia do Internacional em competições nacionais, na Taça Brasil. Mas logo o estádio começaria a se demonstrar pequeno para as aspirações do clube e da torcida. Nas edições do Torneio Robertão de 1967 e 1968, o clube mandaria seus jogos no estádio Olímpico.

Os planos de um novo estádio começaram ainda na década de 1950. A pedra fundamental do Beira-Rio foi lançada em 1959, mas a construção ganhou corpo a partir de 1965. Mas os Eucaliptos continuaram sendo a casa colorada. O começo da retomada da hegemonia estadual, em 1969, começou na velha casa colorada. O Internacional estreou no Gauchão de 1969 em 27 de janeiro, batendo o São Paulo por 5x0, nos Eucaliptos. O último jogo oficial do Internacional nos Eucaliptos ocorreu em 23 de março, vitória colorada por 1x0 sobre o Pelotas. O último jogo foi um amistoso com o Rio Grande, em 26 de março. O Internacional venceu por 4x1, com direito a Tesourinha jogar os minutos finais e depois, junto com Carlitos e ao som da Valsa do Adeus, retirar as redes dos Eucaliptos.

Durante algum tempo os Eucaliptos serviram de casa para as categorias de base coloradas. O Cruzeiro de Porto Alegre chegou a mandar alguns jogos ali, no início dos anos 1970. Aos poucos, o estádio foi caindo no abandono.

No final de 1999 o Internacional decidiu reativar o Estádio dos Eucaliptos. Pensava-se inclusive de usar o mesmo em jogos de menor público do campeonato gaúcho. Em 11 de dezembro de 1999 o Internacional reinaugurou o estádio, batendo o Rio Grande por 6x2. Mas os sonhos de voltar a reutilizá-lo morreram na praia. O gramado, depois de muitas intervenções, não tinha mais o tamanho oficial.

Aos poucos o estádio voltou a cair no esquecimento. Em 2008 os Conselhos Consultivo e Deliberativos do Internacional aprovaram por unanimidade a autorização de venda do Estádio dos Eucaliptos, concretizada em agosto de 2010, por um valor não divulgado, mas acima dos R$ 20 milhões do lance mínimo. O Estádio dos Eucaliptos começou a ser demolido em 9 de fevereiro de 2012.

Na região, foi construído um condomínio residencial com sete torres. Em 22 de dezembro de 2015, na mesma rua Silveiro onde se localizava o estádio, foi inaugurada a Praça Memorial Eucaliptos.

Números do Internacional nos Eucaliptos:
501 partidas
329 vitórias
92 empates
80 derrotas
1333 gols a favor
578 gols contra
755 gols de saldo

Maior goleada: 26/08/1945 12x0 Força e Luz

Maiores artilheiros:
1º Carlitos - 85 gols
2º Bodinho e Larry - 72 gols
4º Tesourinha - 57 gols
5º Ivo Diogo - 47 gols


segunda-feira, 15 de março de 2021

Jogadores do passado: Javel

Origem da foto: cortesia @memoriacolorada

Javel Barcellos de Moraes Silveira nasceu em 7 de dezembro de 1905, em Cruz Alta.

Oatacante Javel começou a aparecer para o futebol atuando no Gaúcho de Passo Fundo, em 1927. Suas boas atuações o trouxeram para a capital, no início de 1928, onde disputou alguns amistosos pelo Cruzeiro, mas acabou retornando para o Gaúcho. Além de atuar no clube de Passo Fundo, Javel trabalhava na firma Henrique Scrapellini, Ghezzi e Cia.

Em 1929, porém, Ildo Meneghetti, presidente do Internacional, decidiu ir atrás do atacante de chute forte. Vigorava o chamado "profissionalismo marrom": os clubes eram oficialmente amadores, mas vários jogadores recebiam para atuar. Javel estreou no Internacional em 12 de maio de 1929, na abertura do campeonato municipal. O Colorado venceu o Bancário por 4x0 e Javel marcou dois gols. No dia 30, os dois adversários voltaram a se enfrentar, em amistoso vencido novamente por 4x0, e Javel voltou a marcar. Em relação a essa partida, o jornal Correio do Povo comentou, criticamente, que os jogadores do Internacional, com técnica muito superior aos do Bancário, começaram a fazer jogadas de efeito, humilhando e "debochando" do adversário.

Javel seria o segundo artilheiro colorado no campeonato municipal, marcando 8 gols, mas o título não veio. A única conquista foi o Torneio 15 de Novembro, disputado em formato de torneio início. No início de 1930, Telêmaco Frazão de Lima (presidente do Grêmio) ofereceu a Javel uma ajuda de custo de 350 mil réis, mais um emprego no Banco do Rio Grande do Sul (atual Banrisul), e o atacante trocou de lado. Pelo Grêmio, Javel marcou gols nos dois clássicos que disputou e foi campeão municipal.

Mas nem tudo foi festa na sua passagem pelo Grêmio. O prometido emprego no banco não veio e Javel decidiu retornar ao Internacional. E sua reestreia no Colorado ocorreu em um dia histórico: 15 de março de 1931, a inauguração do Estádio dos Eucaliptos. A partida estava marcada para 8 de março, mas o tempo ruim transferiu o jogo. E no dia 15 o Colorado bateu o Grêmio por 3x0, três gols de Javel no lendário goleiro gremista Eurico Lara. Como Javel descreveu os gols, em uma entrevista em 1972:

"O primeiro foi uma cruzada da esquerda. Dominei com o pé direito e chutei forte com o esquerdo, sem parar. No segundo, driblei Dario, dei uma meia-lua no Sardinha e desviei do Lara que vinha ao meu encontro. O terceiro foi um goal de raça. O Honório chutou. O Lara não conseguiu segurar firme. Eu entrei e chutei a bola de verdade e as mãos do fabuloso goleiro".

Mas apesar do começo grandioso, novamente a temporada de 1931 terminou sem títulos. A única conquista foi o Torneio da Vitória, em 24 de outubro de 1931. Em formato de torneio início, a competição comemorava o primeiro aniversário da Revolução de 1930. Em maio, Javel participou da excursão ao interior do estado, com jogos em Santa Maria, Uruguaiana, Santana do Livramento e Rivera. Em 21 de junho de 1931 participou do primeiro jogo interestadual do Internacional, contra o Botafogo. O jogo terminou 1x1 e Javel sofreu o pênalti que resultou no gol colorado. Em 1932, o único título foi o próprio Torneio Início, onde Javel marcou dois gols, um deles o do título, na vitória de 1x0 sobre o Força e Luz. Em dezembro fez parte da excursão colorada ao Paraná, onde o clube disputou três jogos. Em 1933, novo jejum de títulos. Em 20 de setembro de 1933 o Internacional bateu o Santanense por 3x1, e Javel fez o primeiro e último gols colorados. O Internacional jogou com camisetas brancas com uma faixa horizontal vermelha no peito. Após a partida, o clube ofereceu uma recepção ao Santanense na Confeitaria Coroa.

Em 1934 Javel ainda fazia parte do elenco colorado, mas não vinha sendo utilizado. Em março de 1934 o jornal A Federação noticia que Javel deveria ser o ponteiro-esquerdo colorado na temporada, "na falta de outro". Em 25 de março de 1934 foi campeão do Torneio Início, disputando as duas primeiras partidas. No Gre-Nal Javel obrigou Lara a fazer três defesas difíceis e depois foi substituído por Cavaco. Segunda A Federação, essa substituição foi "fato que serviu para muitos comentários, pois o ponta Javel era o único que vinha atirando ao arco de Lara. Enfim, o técnico saberá o motivo porque fez a substituição". Javel também se envolveu em uma polêmica, assinando contrato com Internacional e Grêmio para a temporada de 1934. Afastado do grupo colorado, em 27 de maio de 1934 embarcou para o Rio de Janeiro, para fazer testes no Flamengo.

Os testes no Flamengo fracassaram e Javel foi para Santos. Em setembro ele retornou a Porto Alegre para casar e voltar a Santos. Mas ainda em setembro de 1934 atuou pelo Botafogo da Tristeza contra o Villa Nova, no campeonato da ATEA (Associação Tristezense de Esportes Atléticos). O Botafogo venceu a partida, mas o Villa Nova recorreu e ganhou os pontos, alegando que o atleta era profissional. Em outubro de 1934 sua inscrição no campeonato foi cancelada. Javel voltou a Santos, onde ficou até o início do ano seguinte, quando voltou a Porto Alegre, ingressando no Força e Luz. Em 18 de agosto o Colorado bateu o Força e Luz por 2x1, em partida do campeonato, mas o primeiro gol do jogo foi de Javel, bem a seu estilo: recebeu um passe de Ferreira e mandou uma bomba para as redes.

Javel continuou no Força e Luz na temporada de 1936. Em 1937 ingressou no Grêmio, onde pouco atuou. Em 1938 jogou no Porto Alegre (que oficialmente era amador) e em 1939 ingressou no São José, onde jogou até 1941. Na temporada de 1942 defendeu o Cruzeiro e retornou ao São José em 1943, quando encerrou a carreira.

Javel, na mesma entrevista de 1972, se declarava um colorado frustrado, pois jogou quatro temporadas no Internacional e não conquistou título. Seu único título municipal ocorreu em 1930, pelo Grêmio. Na mesma matéria de 1972, ele era assim definido: "Colorado de coração, só torce, depois do Inter, pelo Gaúcho de Passo Fundo".

Depois de encerrar a carreira, Javel continuou morando em Porto Alegre, onde abriu uma casa de artigos de couro, próxima ao Plaza San Rafael. Javel faleceu em Porto Alegre, em 18 de abril de 1976.

Seus números pelo Internacional:
74 partidas
51 vitórias
3 empates
20 derrotas
38 gols marcados
Campeão do Torneio 15 de Novembro em 1929
Campeão do Torneio da Vitória em 1931
Campeão do Torneio Início em 1932 e 1934

Suas vítimas:
Americano - 5 gols
Ruy Barbosa, São José e Porto Alegre - 4 gols
Grêmio e Bancário - 3 gols
Cruzeiro, Marechal de Ferro, Santanense e 14 de Julho SL - 2 gols
Ypiranga Poa, Concórdia, Brasil (S. Jerônimo), Riograndense RG, Palestra Itália PR, Combinado da Marinha de Guerra e Oriental URU - 1 gol

Colaboração: Luiz Pissutti



Adversários que mais enfrentamos a cada temporada - III

 Adversários que o Internacional mais enfrentou em cada temporada, de 1951 a 1990:


Legenda:
V = vitória
E = empate
D = derrota
GF = gols a favor
GC = gols contra



domingo, 14 de março de 2021

Osmar Loss no Internacional


Partidas de Osmar Loss no comando do Internacional:

21/07/2011 3x1 Avaí - Campeonato Brasileiro - F
26/07/2011 2x2 Barcelona ESP - Copa Audi - N (Munique)
27/07/2011 2x2 Milan ITA - Copa Audi - N (Munique)
31/07/2011 0x0 Atlético GO - Campeonato Brasileiro - C
04/08/2011 0x2 Fluminense - Campeonato Brasileiro - F
07/08/2011 3x2 Cruzeiro - Campeonato Brasileiro - C
10/08/2011 1x2 Independiente ARG - Recopa Sul-Americana - F
14/08/2011 1x1 Bahia - Campeonato Brasileiro - F
26/01/2012 1x2 Cerâmica - Campeonato Gaúcho - F
25/11/2012 0x2 Portuguesa de Desportos - Campeonato Brasileiro - C
02/12/2012 0x0 Grêmio - Campeonato Brasileiro - F
19/01/2013 1x1 Passo Fundo - Campeonato Gaúcho - N (Canoas)
23/01/2013 2x1 Cerâmica - Campeonato Gaúcho - F

Resumo:
13 partidas
3 vitórias
6 empates
4 derrotas
16 gols próprios
18 gols contra

Adversários que mais enfrentamos, a cada temporada - II

 Adversários que o Internacional mais enfrentou em cada temporada, de 1951 a 1990:


Legenda:
V = vitória
E = empate
D = derrota
GF = gols a favor
GC = gols contra



sábado, 13 de março de 2021

Adversários que mais enfrentamos, a cada temporada - I

Adversários que o Internacional mais enfrentou em cada temporada, de 1909 a 1950:

Legenda:
V = vitória
E = empate
D = derrota
GF = gols a favor
GC = gols contra