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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Títulos conquistados no Beira-Rio

Todas as conquistas oficiais coloradas alcançadas no Gigante da Beira-Rio, com manchetes dos jornais Diário de Notícias, Jornal dos Sports, Correio Riograndense, O Pioneiro, Correio do Povo e da revista Placar.

Não estão relacionados aqui os amistosos Torneio dos 25 Anos do Beira-Rio, de 1994, e o Torneio Mercosul, de 1996.

Campeão Gaúcho 1969
17/12/1969 Internacional 0x0 Grêmio
Público: 74.160
IN: Gainete; Edson Madureira, Pontes, Valmir e Jorge Andrade; Carbone e Tovar; Valdomiro (Carlitos), Sérgio Galocha, Claudiomiro e Dorinho
Técnico: Daltro Menezes

Campeão Gaúcho 1970
01/10/1970 Internacional 2x0 14 de Julho (Passo Fundo)
Público: 20.004
Gols: Bráulio 26' e Valdomiro (falta) 41' do 2º
IN: Gainete; Édson Madureira, Pontes, Valmir (Jorge Andrade) e Sadi; Tovar (Didi) e Carbone; Valdomiro, Bráulio, Claudiomiro e Dorinho
Técnico: Daltro Menezes

Campeão Gaúcho 1972
30/07/1972 Internacional 2x0 Esportivo
Gols: Claudiomiro 24' do 1º; Escurinho 29 do 2º
IN: Schneider, Cláudio Duarte, Figueroa, Pontes e Jorge Andrade; Tovar e Paulo César Carpegiani; Valdomiro, Bráulio (Carbone), Claudiomiro e Volmir (Escurinho)
Técnico: Dino Sani

Campeão Gaúcho 1973
29/07/1973 Internacional 1x0 Gaúcho
Gol: Djair 48' do 2º
IN: Schneider; Cláudio Duarte, Figueroa, Pontes e Jorge Andrade; Tovar, Paulo César Carpegiani e Djair; Valdomiro, Claudiomiro e Volmir (Escurinho)
Técnico: Dino Sani

Campeão Gaúcho 1974
01/12/1974 Internacional 1x0 Grêmio
Público: 63.425
Gol: Valdomiro 25' do 2º
IN: Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Pontes e Vacaria; Falcão, Paulo César Carpegiani e Escurinho; Valdomiro, Sérgio Lima (Claudiomiro) e Lula
Técnico: Rubens Minelli

Campeão Gaúcho 1975
10/08/1975 Internacional 1x0 Grêmio
Gol: Flávio 14' do 1º da prorrogação
IN: Manga; Cláudio Duarte (Pontes), Figueroa, Hermínio (Batista) e Vacaria; Falcão, Paulo César Carpegiani e Escurinho; Valdomiro, Flávio e Lula
Técnico: Rubens Minelli

Campeão Brasileiro 1975
14/12/1975 Internacional 1x0 Cruzeiro
Público: 82.568
Gol: Figueroa 11' do 2º
IN: Manga; Valdir, Figueroa, Hermínio e Chico Fraga; Caçapava, Falcão e Paulo César Carpegiani; Valdomiro (Jair), Flávio e Lula
Técnico: Rubens Minelli

Campeão Gaúcho 1976
22/08/1976 Internacional 2x0 Grêmio
Gols: Lula 14' e Dario 20' do 2º
IN: Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Marinho Peres e Vacaria; Caçapava, Falcão e Jair (Escurinho); Valdomiro, Dario (Batista) e Lula
Técnico: Rubens Minelli

Campeão Brasileiro 1976
12/12/1976 Internacional 2x0 Corinthians
Público: 84.000
Gols: Dario (cabeça) 26' do 1º; Valdomiro (falta) 11' do 2º
IN: Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Marinho Peres e Vacaria; Caçapava, Falcão e Batista; Valdomiro, Dario e Lula
Técnico: Rubens Minelli

Campeão Brasileiro 1979
23/12/1976 Internacional 2x1 Vasco da Gama
Público: 54.659
Gols: Jair 41' do 1º; Falcão 13' e Wilsinho 39' do 2º
IN: Benítez; João Carlos, Mauro Pastor (Beliato), Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão e Jair; Valdomiro (Chico Espina), Bira e Mário Sérgio
Técnico: Ênio Andrade

Campeão Gaúcho 1983
23/11/1983 Internacional 2x0 São Borja
Público: 31.423
Gols: Geraldão (cabeça) 42' do 1º; Sílvio 33' do 2º
IN: Benítez; Luís Carlos Winck (Bereta), Mauro Pastor, Mauro Galvão e André Luiz; Beto, Dunga (Ademir) e Ruben Paz; Sílvio, Geraldão e Silvinho
Técnico: Dino Sani

Campeão do Torneio Heleno Nunes 1984
17/05/1984 Internacional 2x1 Santa Cruz
Público: 4.152
Gols: Jair (falta) 7' do 1º; Cristóvão 10' e Paulo Santos 41' do 2º
IN: Gilmar; Alves, Mauro  Galvão, Aloísio (Beto) e André Luís; Dunga, Jair e Mário Sérgio; Paulo Santos, Mílton Cruz (Sílvio) e Silvinho
Técnico: Otacílio Gonçalves
OBS: Esse título foi confirmado com o empate entre Bahia e Santa Cruz, no dia 20/05. Se o Bahia vencesse seria necessário uma reunião

Campeão Gaúcho 1984
09/12/1984 Internacional 0x1 Brasil
Público: 40.588
Gol: Bira 45' do 1º
IN: Gilmar; Luís Carlos Winck, Aloísio, Mauro Galvão e André Luís; Ademir, Luís Fernando Paulista e Ruben Paz; Sílvio (Jussiê), Kita e Silvinho
Técnico: Otacílio Gonçalves
OBS: No mesmo horário o Grêmio perdeu por 3x0 para o Novo Hamburgo e o Internacional sagrou-se campeão gaúcho por antecipação.

Campeão da Copa Governador do Estado 1991
04/08/1991 Internacional 2x0 São Luiz
Público: 19.300
Gols: Simão 31' do 1º; Cuca 45' do 2º
IN: Fernandez; Luís Carlos Winck, Márcio Santos, Célio Silva e Daniel Franco; Bonamigo, Simão, Cuca e Luís Fernando Gomes; Helcinho (Alex Rossi) e Lima (Nílson Aragão)
Técnico: Abel Braga

Campeão Gaúcho 1991
15/12/1991 Internacional 0x0 Grêmio
Público: 39.168
IN: Fernandez; Luís Carlos Winck, Célio Silva, Nórton e Daniel Franco; Júlio, Marquinhos (Cuca), Simão e Luís Fernando Gomes; Lima (Alex Rossi) e Édson
Técnico: Cláudio Duarte

Campeão da Copa do Brasil 1992
13/12/1992 Internacional 1x0 Fluminense
Público: 45.000
Gol: Célio Silva (pênalti) 42' do 2º
IN: Fernandez; Célio Lino, Célio Silva, Pinga e Daniel Franco; Ricardo, Élson (Luciano) e Marquinhos; Maurício, Gérson (Nando) e Caíco
Técnico: Antônio Lopes

Campeão Gaúcho 1992
23/12/1992 Internacional 0x0 Grêmio
Público: 17.490
IN: Fernandez; Célio Lino, Célio Silva, Pinga e Daniel; Ricardo Costa, Élson e Marquinhos; Maurício, Nando (Gérson) e Caíco (Silas)
Técnico: Antônio Lopes

Campeão Gaúcho 1994
13/12/1994 Internacional 1x0 Veranópolis
Público: 3.348
Gol: Dinei 10' do 2º
IN: Sérgio; Luís Carlos Winck, Jairo, Alex Bach e Celso Vieira (Luís Fernando Gomes); Luís Fernando Souza, Caíco, Zinho (Zózimo) e Dinei; Nando e Leandro
Técnico: Cláudio Duarte

Campeão Gaúcho 1997
02/07/1997 Internacional 1x0 Grêmio
Público: 36.450
Gol: Fabiano 4' do 2º
IN: André; Enciso, Márcio, Gamarra e Régis; Ânderson, Fernando, Sandoval (Celso Vieira) e Arílson; Fabiano (Luiz Gustavo) e Christian (Paulinho Diniz)
Técnico: Celso Roth

Campeão Gaúcho 2002
02/06/2002 Internacional 2x0 15 de Novembro
Público: 34.591
Gols: Fábio Pinto 45' do 1º; Fernando Baiano 46' do 2º
IN: Clemer; Chris, Ronaldo e Júnior Baiano; Claiton, Alexandre, Fabiano Costa (Leandro Guerreiro), Diogo Rincón (Márcio) e Cássio; Fábio Pinto (Mahicon Librelato) e Fernando Baiano
Técnico: Guto Ferreira

Campeão Gaúcho 2003
03/07/2003 Internacional 1x0 15 de Novembro
Público: 34.349
Gol: Flávio 32' do 1º
IN: Clemer; Gavilán, Fernando Cardozo, André Cruz e Edu Silva; Sangaletti, Claiton, Flávio (Geninho) e Daniel Carvalho (Luciano Valente); Nilmar e Jéferson Feijão (Cleiton Xavier)
Técnico: Muricy Ramalho

Campeão da Taça Libertadores da América 2006
16/08/2006 Internacional 2x1 São Paulo
Público: 57.554
Gols: Fernandão 29' do 1º; Fabão 4', Tinga 20' e Lenílson 40' do 2º
IN: Clemer; Bolívar, Fabiano Eller e Índio; Ceará, Edinho, Tinga, Alex (Michel) e Jorge Wagner; Fernandão e Rafael Sóbis (Ediglê)
Técnico: Abel Braga

Campeão da Recopa Sul-Americana 2007
07/06/2007 Internacional 4x0 Pachuca MEX
Público: 51.023
Gols: Alex (pênalti) 30' do 1º; Pinga 4', Alexandre Pato 18' e Mosquera (contra) 31' do 2º
IN: Clemer; Ceará, Índio, Sidnei (Mineiro) e Rubens Cardoso (Maycon); Edinho, Wellington Monteiro, Pinga (Perdigão) e Alex; Iarley e Alexandre Pato
Técnico: Alexandre Gallo

Campeão Gaúcho 2008
04/05/2008 Internacional 8x1 Juventude
Público: 42.866
Gols: Danny Morais (cabeça) 25', Fernandão (cabeça) 29' e 31' e Alex (falta) 37' do 1º; Fernandão (cabeça) 4', Nilmar 9', Índio (contra) 11', Índio (cabeça) 32' e Clemer (pênalti) 45' do 2º
IN: Clemer; Índio, Orozco e Marcão; Bustos (Jonas), Danny Morais, Magrão, Alex (Andrezinho) e Guiñazú; Nilmar e Fernandão (Iarley)
Técnico: Abel Braga


Campeão Copa Sul-Americana 2008
03/12/2008 Internacional 1x1 Estudiantes ARG
Público: 51.803
Gols: Alayes 20' do 2º; Prorrogação: Nilmar 8' do 2º
IN: Lauro; Bolívar, Danny Morais, Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão (Sandro), Andrezinho (Gustavo Nery) e D'Alessandro; Alex (Taison) e Nilmar
Técnico: Tite

Campeão Gaúcho 2009
19/04/2009 Internacional 8x1 Caxias
Público: 38.710
Gols: Magrão 6', Taison 15', Nilmar 18' e 22', Guiñazu 32', Magrão 40' e D'Alessandro 43' do 1º; Cristian Borja 20' e Álvaro 43' do 2º
IN: Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Sandro, Magrão (Marcelo Cordeiro), Guiñazu e D'Alessandro (Andrezinho); Taison e Nilmar (Alecsandro)
Técnico: Tite

Campeão da Taça Libertadores da América 2010
18/08/2010 Internacional 3x2 Chivas Guadalajara MEX
Público: 53.124
Gols: Fabián 42' do 1º; Rafael Sobis 16', Leandro Damião 30', Giuliano 44' e Araujo 47' do 2º
IN: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Tinga (Wilson Mathias), D'Alessandro e Taison (Giuliano); Rafael Sobis (Leandro Damião)
Técnico: Celso Roth

Campeão da Recopa Sul-Americana 2011
24/08/2011 Internacional 3x1 Independiente ARG
Público: 39.069
Gols: Leandro Damião 20' e 25' do 1º; Maxi Velazquez 3' e Kléber (pênalti) 38' do 2º
IN: Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Elton, Guiñazu, Oscar e D'Alessandro (Andrezinho); Dellatorre (Jô) e Leandro Damião
Técnico: Dorival Júnior

Campeão Gaúcho 2012
13/05/2012 Internacional 2x1 Caxias
Público: 23.028
Gols: Michel 26' do 1º; Sandro Silva 21' e Leandro Damião 26' do 2º
IN: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga (D'Alessandro) e Dátolo (Dagoberto); Oscar e Leandro Damião
Técnico: Dorival Júnior

Campeão Gaúcho 2015
03/05/2015 Internacional 2x1 Grêmio
Público: 41.391
Gols: Nilmar 6', Valdívia 18' e Giuliano 45' do 1º
IN: Alisson; William, Ernando, Alan Costa e Geferson (Alan Ruschel); Rodrigo Dourado, Aránguiz, D'Alessandro (Alex), Valdívia e Eduardo Sasha; Nilmar (Lisandro López)
Técnico: Diego Aguirre

Campeão Gaúcho 2016
08/05/2016 Internacional 3x0 Juventude
Público: 42.065
Gols: Eduardo Sasha 14' do 1º; Paulão 24' e Gustavo Ferrareis 36' do 2º
IN: Alisson; William (Paulo Magalhães), Paulão, Ernando e Artur; Fernando Bob (Jair), Fabinho, Anderson (Gustavo Ferrareis) e Andrigo; Aylon e Eduardo Sasha
Técnico: Argel Fucks

Canpeão Gaúcho 2025
16/03/2025 Internacional 1x1 Grêmio
Público: 49.295
Gols: Enner Valencia 10' e Wagner Leonardo 16' do 2º
IN: Anthoni; Braian Aguirre, Vitão, Victor Gabriel (Agustín Rogel) e Bernabei; Fernando, Bruno Henrique (Ronaldo), Vitinho (Thiago Maia), Alan Patrick e Carbonero (Wesley); Enner Valencia (Rafael Borré)
Técnico: Roger Machado
























terça-feira, 6 de abril de 2021

Cem Mil Negrinhos


No dia 6 de abril de 1969, data da inauguração do Gigante da Beira-Rio, o jornal Zero Hora publicou um suplemento especial sobre o evento. Vivíamos o período mais sombrio da ditadura militar, mas em um belíssimo texto o jornalista Mendes Ribeiro conseguiu, ao mesmo tempo, exaltar a inauguração do estádio, saudar a democracia e criticar a ditadura.

Eis o texto:

Cem Mil Negrinhos

Cem mil negrinhos, vestindo vermelho e agitando bandeiras. E nem um só era um negrinho rico. Em cada negrinho um sorriso muito branco. Cem mil sorrisos brancos. E todos orgulhosos, e todos reis, esquecidos do que a vida não lhes dera em dinheiro, em oportunidade, em quase tudo. E depois, onze deles pisando a graminha fofa, nova, caprichosamente desenhada, como caprichoso era o sonho que ia em frente. E o jogo começava. E a bola branca, de pé em pé, como em passe de mágica, tinha rumo certo. E os negrinhos do campo chegavam às redes e, os que estavam esparramados por toda a parte, riam ainda mais seus cem mil sorrisos absolutamente iguais.

Quando o jogo ia em meio, tudo ficou quieto, tudo ficou mudo. O dia se fez noite e, também de surpresa, cem mil sóis ofuscaram os cem mil negrinhos. Eram as luzes. Foi aí que, lentamente, um dos tantos se encaminhou para a tribuna. O momento era solene e, foi solenemente que ele começou. E disse que estava entregando a casa aos seus verdadeiros donos. Que tinha um grande respeito e gratidão pelos comandantes do feito. Mas que via, em cada tijolo, em cada muda de grama, o esforço do homem comum, do anônimo que não haveria de ganhar placas, de receber honrarias, de passar à posteridade. Disse tudo de forma solene, mas simples. E depois de dizer, descerrou a placa: "Ao povo do Rio Grande, o Internacional, agradecido, entrega a Casa do Povo".

Alguém protestou. Casa do Povo? E os legislativos, as câmaras, as assembleias? Cem mil negrinhos responderam em coro dizendo da autenticidade da escolha. Aquele estádio era a consagração de um candidato. Cada tijolo acrescentado um voto perpétuo de confiança. Ali estava um palácio erguido sem impostos, pelo esforço comunitário a que ninguém fora obrigado. Um jornal que o jornaleiro vendera pensando no Inter, uma camisa que o homem da rua não havia usado pois sem camisa, qual o homem da lenda, era mais feliz e mais colorado, e assim por diante.

Cem mil negrinhos deixaram a casa nova para outros cem mil negrinhos entrarem, depois. Não há conta os donos que aquelça casa tem. E todos, os que saíam e os que entravam, nas camisas vermelhas traziam um distintivo. O distintivo era mais do que um símbolo. Era um desafio. Desafio que os incrédulos lançaram ao povo para, mais uma vez ficarem sabendo, definitivamente, de que com o povo não se brinca. Do brinquedo dos outros, da bóia cativa, eles fizeram um ideal e o ideal enfeitou uma cidade, orgulhou um Estado, assombrou um país.

Acordei. No dorme-desperta de após sono, a procissão dos negrinhos continuava. E não tentei colocar brancos, ali. Eu gosto de gente, preta, amarela, pouco importa. E os pretinhos de meu sonho, mais do que ninguém, representavam esse povo sofrido, de noites insones, de esperanças muitas e de dinheiro pouco que fez o Beira-Rio, a Bóia Cativa, a Casa do Povo. E, palavra, sonhos assim não deveriam terminar.















domingo, 4 de abril de 2021

Torcida colorada

 Em 112 anos de história, o Internacional foi moldando seu espírito popular, sendo pioneiro na aceitação de atletas negros, na associação de mulheres e na remuneração de seus atletas.

Mas o grande elemento que nos tornou o "Clube do Povo" não estava nos gramados, nos gabinetes de direção ou mesmo totalmente representado no quadro de associados (embora os sócios façam parte deste elemento). Esse elemento, fundamental na formação da identidade do "Clube do Povo" é sua imensa torcida.

E no aniversário do clube, para homenagear a torcida colorada, fotos de diversos períodos da imensa nação alvi-rubra.

Foto do período entre 1909 e 1912. Além dos jogadores, percebe-se em volta os torcedores colorados.

Torcida colorada na Chácara dos Eucaliptos, em 20 de julho de 1919, no Gre-Nal de retorno de Carlos Kluwe, vencido pelo Internacional por 2x0.

Torcida colorada nos Eucaliptos, década de 1940.

Torcida colorada na década de 1940.

Torcida colorada na década de 1950.

Torcida colorada nos Eucaliptos.

Torcida colorada na inauguração do Beira-Rio.

Torcida colorada na inauguração do Beira-Rio.

Torcida colorada na década de 1970.

Torcida colorada na década de 1970.

Torcida colorada na década de 1970.

Torcida colorada nos anos 1980.

Torcida colorada anos 1990.

Torcida colorada anos 1990.

Torcida colorada na Marcha do Centenário, em 2009.

Torcida colorada em 2010.

Torcida colorada no Beira-Rio pós reforma.

Títulos do Internacional


Os títulos conqquistados pelo Internacional em seus 112 anos de história (não estão computados aqui troféus de Torneio Início, Encerramento e outros disputados em partidas de 20 minutos e também taças amistosas disputadas contra um único adversário, como a Taça Diário de Notícias, Taça Sayão Lobato. Taça Malboro, Copa Wako Denki e outras equivalentes). Em itálico os torneios amistosos.

Títulos internacionais:

Campeão Mundial em 2006
Campeão da Taça Libertadores da América em 2006 e 2010
Campeão da Copa Sul-Americana em 2008
Campeão da Recopa Sul-Americana em 2007 e 2011
Campeão da Copa Suruga em 2009
Campeão da Copa Dubai em 2008
Campeão da Copa Viva Viña em 2001
Campeão do Torneio Mercosul em 1996
Campeão do Torneio Internacional 25 Anos do Beira-Rio em 1994
Campeão do Torneio de Ceuta em 1989
Campeão do Torneio Cidade de Vigo em 1987
Campeão do Torneio Internacional de Glasgow em 1987
Campeão da Copa Kirin em 1984
Campeão do Torneio Costa do Sol em 1983
Campeão do Torneio Eurocap em 1983
Campeão da Copa Joan Gamper em 1982
Campeão do Torneio Triangular Cidade de Viña del Mar em 1978
Campeão do Torneio Internacional de Inauguração do Estádio Olímpico em 1954

Títulos nacionais:

Campeão Brasileiro em 1975, 1976 e 1979
Campeão da Copa do Brasil em 1992
Campeão do Torneio Heleno Nunes em 1984
Campeão do Torneio Quadrangular de Campo Grande em 1987
Campeão do Torneio Régis Pacheco em 1953

Títulos estaduais:

Campeão Gaúcho em 1927, 1934, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955, 1961, 1969,1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 1981, 1982, 1983, 1984, 1991, 1992, 1994, 1997, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008, 2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016
Campeão da Copa Governador do Estado em 1991
Campeão da Recopa Gaúcha em 2016 e 2017
Campeão do Torneio Imprensa em 1968
Campeão do Torneio Festa da Uva em 1965
Campeão do Torneio Quadrangular Porto Alegre-Pelotas em 1964

Títulos municipais:

Campeão Municipal em 1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1920, 1922, 1927, 1934, 1936, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953 e 1955
Campeão do Torneio Extra em 1946, 1950, 1952 e 1954
Campeão da Taça Cidade de Porto Alegre em 1949 e 1950
Campeão do Torneio Relâmpago em 1939
Campeão do Torneio Cidade de Porto Alegre em 1972
Campeão do Torneio da ACEPA em 1948


Cinquentenário Colorado

Em 1º de abril de 1959 o Internacional deu início às comemorações do cinquentenário do clube, com a inauguração de um retrato de Francisco de Paula Job, ex-atleta e ex-dirigente do clube, ex-dirigente da FRGF e ex-jornalista. No ato, Fernando Schneider discursou. Em parte do discurso, falou:

“(…) é igualmente, o Internacional do negrinho moleque e maltrapilho e do banqueiro austero e circunspecto, do colono alemão e italiano, trabalhador da serra e das missões, é do gaúcho altaneiro e indomável perdido nas quebradas das coxilhas do Rio Grande, é o Internacional do Charuto e de Ildo Meneghetti – é o Internacional de sempre o Clube do Povo, ontologicamente considerado, como símbolo de uma grande alma coletiva, formada da maior parcela de nosso organismo social, (…)” 

No dia do cinquentenário colorado, 4 de abril de 1959, o Correio do Povo publicou um texto sobre a história do clube, cujas partes principais eram:

“Fundado em 1909, quando o futebol recém engatinhava entre nós, por um grupo de idealistas, a quem hoje, diante da obra que empreenderam, já se pode chamar de visionários, dois ou três anos após já gozava de popularidade e prestígio a rivalizarem com os do Grêmio e Porto Alegre, fundados seis anos antes.

Mas o grande surto de progresso surgiu, mesmo, depois de 1920. A cor encarnada representava, naqueles tempos, o símbolo da luta contra o despotismo e a tirania. E, misturando política com futebol, a mocidade aderia, aos borbotões, ao clube que reluzia ao sol, nas tardes de jogos, uma camisa da mais pura cor de sangue.

Desde aí a imensa popularidade do Internacional.

Mas essa popularidade ainda subiria alguns degraus, quando o clube da camisa vermelha se tornasse, em nosso meio, a mais pujante entidade esportiva a lutar contra o preconceito de cor. Ganhou, então, um novo apelido: ‘Clube dos Negrinhos’ – o qual evoluiu, rapidamente, para ‘Clube do Povo’, com o qual é conhecido em nossos dias, num justo preito à sua condição de agremiação essencialmente popular, a ter sua grande força nas camadas mais humildes da população gaúcha.”

No mesmo dia 4 de abril de 1959, o jornal publicava um pequeno texto do gremista Túlio de Rose:

“Em 1909, e precisamente no dia de Tiradentes, fui assistir às manobras dos Cadetes. E de regresso vi um grupo de rapazes de calção e de casaco que carregavam uma bola e se dirigiam para o ‘ground’ da Volta do Cordeiro. Alegremente andavam pela ‘estrada dos cadetes’ entoando ‘ale-guá-guá-gu-a’ como era comum na época. Entre eles vi um conhecido. O Tertuliano Gonçalves, frequentador do ‘O Echo’, que então existia e sua redação era à Rua Pinto Bandeira, defronte à casa que nasci e ainda morava. Acompanhei-os, eu que já era versado em football, pois que já torcia fervorosamente para o Grêmio. Assisti parte do treino. E daí em diante pode-se dizer que acompanhei a trajetória do clube ‘alvi-rubro’ de então e ‘colorado’ de agora.” 

No Jornal do Dia de 4 de abril de 1959, Valter Trifo dos Anjos escreveu um texto sobre o cinquentenário colorado, do qual destaca-se o seguinte trecho:

"Era o Internacional vivo e palpitante a encher corações de alegrias, desde o mais simples engraxate até o do mais respeitável homem público ou de negócios. Era o Internacional do passado, do presente e que seria do futuro a mostrar toda a pujança de um esporte praticado por uma mocidade entusiástica e sadia que são a honra e estandarte de um povo. Era o Internacional a estreitar laços de amizade entre os irmãos mais distantes, espalhados por esse imenso Brasil. Era o amado Internacional a rasgar o Brasil de Norte a Sul para mostrar e tornar conhecido o nosso não menos amado Rio Grande."

O Diário de Notícias também publico um texto sobre o cinquentenário colorado, tendo entre outros trechos o seguinte:

"Reunindo, na sede da Sociedade 17 de Junho, no bairro da Azenha, uma legião de outros entusiastas, entre os quais homens que mais tarde viriam a se tornar destacados desportistas, em sessão memorável, realizada no dia 4 de abril de 1909, fundaram o EC Internacional, que dessa data em diante passou a lutar, não só pelo seu engrandecimento, como pelo progresso dos esportes de nossa terra, mediante a adoção de uma sadia e fraternal prática esportiva, que se norteou, sempre, pelo respeito e a cordialidade com os coirmãos, pelo trabalho construtivo e eficiente e pela suprema preocupação de defender, em qualquer terreno, seus nobres ideais de desportividade, defraldando altaneira a gloriosa bandeira alvi-rubra.'

E todos os três jornais deram destaque à vitória colorada por 4x1 sobre o Estudiantes, partida disputada no dia anterior.