Total de visualizações de página

domingo, 19 de dezembro de 2021

Jogadores do passado - Vevé


Everaldo Falcão da Silva, o Vevé, nasceu em Porto Alegre, em 19 de dezembro de 1937.

No futebol Vevé atuava como meia de ligação. Começou a jogar futebol nas categorias de base do São José, em 1950, passando também pelas divisões inferiores de Renner e Grêmio. No final de 1955 deixou o Grêmio para profissionalizar-se no Guarany de Alegrete. Depois Vevé jogou no Santanense, em 1958 e 1959. Em seguida, jogou no Cachoeira, em 1959 e início de 1960. Depois de uma rápida passagem pelo Lansul, de Esteio, ainda em 1960, chegou ao Veronese, de Canoas. Em 26 de abril de 1960 Vevé estava em campo no amistoso entre Internacional e Veronese. O Colorado venceu por 3x2 e Vevé marcou um dos gols do Veronese.

Vevé disputou o campeonato metropolitano de 1960 pelo Veronese. O clube de Canoas acabou rebaixado, mas Vevé teve destaque. Em dezembro de 1960 o Cruzeiro de Porto Alegre o levou emprestado parauma excursão à Argentina. No seu regresso, São Paulo e Internacional demonstraram interesse no jogador. Em janeiro de 1961 Vevé chegou a ir treinar no Palmeiras, mas não se acertou com o clube paulista e acabou negociado com o Floriano.

Pelo Floriano, Vevé enfrentou o Internacional em amistosos e pelo campeonato gaúcho. Em 29 de outubro de 1961, no Santa Rosa, a partida terminou 1x1 e Vevé fez o gol do Floriano. No final da temporada, novas especulações. O Corinthians chegou quase a anunciar Vevé. O Santos o levou para treinar na Vila Belmiro. Mas em 12 de janeiro de 1962 o Internacional contratava Vevé.

Vevé estreou no Internacional em 13 de fevereiro de 1962, no Gre-Nal do 1º turno do Campeonato Sul-Brasileiro. Ele começou no banco e entrou no time substituindo Flávio, no empate em 1x1. Vevé voltou a jogar, saindo do banco, contra Coritiba (3x2) e Operário PR (0x0). Nessa partida Vevé marcou um gol, mas o juiz Kalil Karam Filho anulou o gol, alegando que o jogador havia dominado a bola com a mão. Pouco depois, aos 40', Gilberto Andrade foi expulso. No final da partida, o árbitro  foi agredido pelo dirigente colorado Tarzan Numer. O dirigente desferiu um soco que fraturou o nariz do árbitro. Kalil Karam Filho teve que ser internado no Pronto Socorro, com o nariz fraturado e Tarzan Numer foi preso em flagrante.

O meia sensação do campeonato gaúcho disputou partidas do Campeonato Sul-Brasileiro e amistosos, mas antes do Campeonato Gaúcho já estava atuando no 2º quadro. Vevé disputaria apenas uma partida do campeonato gaúcho de 1962, contra o São José (2x1).

No início de 1963 Vevé foi liberado para fazer testes no Nacional de Montevidéu, mas a negopciação não se concretizou. Cruzeiro de Porto Alegre, Juventude e Metropol demonstraram interesse em contratá-lo. Após disputar dois amistosos pelo Internacional, Vevé foi emprestado para o Juventude, e ainda na temporada de 1963 jogou no Metropol.

Em 1964 Vevé voltou ao Internacional, e após disputar cinco amistosos, em março foi emprestado ao Ferroviário de Curitiba, treinado pelo ex-colorado Ruy Motorzinho. Em agosto, novo empréstimo, para o Tupy de Santa Catarina, treinado pelo gaúcho Nelson Adams.

Em 1965 Vevé voltou a Montevidéu, para fazer testes no Cerro. Novamente se noticia o interesse do Nacional. Mas Vevé volta a Porto Alegre. Cruzeiro e Floriano tentam contratá-lo, mas em maio de 1965 o Internacional negocia Vevé com o Ypiranga de Erechim. Após a temporada de 1966 Vevé largou a carreira de jogador. Em 1968, atuando como empresário de futebol, Vevé tentou organizar uma excursão do Juventude ao interior do Paraná. Fracassando a excursão, Vevé aceitou o conveite de Daltro Menezes para ser seu auxiliar técnico no próprio Juventude.

Vevé faleceu em 16 de maio de 2017.

Algumas fontes apontam, equivocadamente, Vevé como jogador de Vasco da Gama RJ, Bangu RJ, Palmeiras SP, Santos SP, Botafogo RJ, Racing ARG, Nacional URU, Cerro URU, Rampla Juniors URU, Comerciário SC e Palmeiras SC.

Seus números no Internacional:
21 partidas
11 vitórias
6 empates
4 derrotas
3 gols marcados (Floriano, São José e Athlético PR)

sábado, 18 de dezembro de 2021

Jogadores do passado - Leomir


Leomir de Souza nasceu em 18 de dezembro de 1961, em Curitiba.

O jovem Leomir começou a jogar futebol nas categorias de base do Coritiba, onde se profissionalizou em 1980. Atuava na função de volante. No final de 1982 foi trocado por empréstimo com Lela, do Fluminense. Mas logo a troca tornou-e definitiva.

Em sua primeira temporada no Tricolor carioca, jogando como falso ponta-direita, foi campeão carioca, ao lado dos ex-colorados Jandir, Assis, Washington e Tato. Em 1984 foi campeão brasileiro, tendo a companhia no meio-campo de outro ex-colorado, Renê. Mas Leomir não jogou as duas partidas decisivas do campeonato. No campeonato estadual começou na reserva, mas recuperou a posição e foi titular nos jogos decisivos, contras Vasco da Gama e Flamengo. Em 1985 conquistou o tricampeonato carioca.

Leomir continuou no Fluminense até o meio do ano de 1988. Seu último jogo pela equipe carioca ocorreu em 27 de agosto de 1988, em um amistoso que o Flu venceu a Seleção do Vale do Paraíba por 9x0. No dia 30 de agosto foi contratado pelo Internacional, que pagou pelo seu passe o valor de 26 milhões de cruzados. O novo contratado estreou no Internacional em 11 de setembro de 1988. O Internacional empatou em 0x0 com o Santos, no Beira-Rio, pelo campeonato brasileiro. Naquela temporada vitória valia três pontos e partidas empatadas eram decididas nos pênaltis. O vencedor ganhava dois pontos e o perdedor um. Leomir entrou no time durante o jogo, substituindo Dacroce, e colaborou com a vitória por 5x3 nos pênaltis, ao converter sua cobrança.

Leomir começou a ganhar espaço no time logo de início. Com a chegada de Abel Braga, em outubro, Leomir virou jogador de confiança, dando início a uma longa parceria. No campeonato brasileiro de 1988, além da partida do Santos, Leomir cobrou pênaltis para decidir o empate nas partidas contra Cruzeiro, Corinthians, Guarani e Fluminense. O Colorado venceu todas as disputas e Leomir perdeu o pênalti apenas contra o Cruzeiro.

O volante ainda participaria do Gre-Nal do Século, válido pela semifinal do campeonato brasileiro. Começou como titular e depois foi substituído por Diego Aguirre. Com Abel e Leomir o Internacional chegou à final do campeonato brasileiro, contra o Bahia. No dia 15 de fevereiro de 1989, na Fonte Nova, Leomir fez seu primeiro e único gol pelo Colorado, abrindo o placar da decisão. Mas o Bahia viraria o jogo e seguraria o empate no jogo de volta, ficando com o título. Leomir não jogou a segunda partida.

Dois dias depois de Internacional e Bahia decidirem o campeonato brasileiro, os dois times voltaram a enfrentar-se, pela Taça Libertadores, novamente sem Leomir. Mas logo o jogador voltaria a ser presença constante nos jogos da Taça Libertadores. Porém, em 14 de março o Colorado perdeu para o Bahia por 1x0 e Leomir saiu de campo lesionado. Ficaria 20 jogos fora da equipe, voltando apenas a campo em 14 de maio, exatos dois meses depois, quando o Colorado bateu o Glória por 3x1, pelo Gauchão.

A partida seguinte, após o retorno contra o Glória, era a semifinal da Taça Libertadores, contra o Olímpia. Leomir começou no banco mas entrou na partida, no lugar de Norberto. O jogo estava 2x2, Nílson já havia perdido um pênalti, quando Leomir tentou desviar um chute de Neffa e deslocou Taffarel, resultando no terceiro gol paraguaio. Na decisão da vaga nos pênaltis, Leomir cobrou o terceiro pênalti colorado e perdeu a cobrança. O Colorado perderia a decisão por pênaltis e a vaga na final. na saída do estádio leomir chegou a ser agredido por alguns torcedores.

Em 18 de junho Leomir participaria de mais uma decisão por pênaltis. O campeonato gaúcho copiou o regulamento do Brasileiro anterior e também previa pênaltis para decidir partidas empatadas. No Gre-Nal decisivo quem vencesse seria campeão. Em caso de empate, os pênaltis decidiriam. Se o Colorado vencesse, empataria em pontos com o Grêmio e obrgaria a realização de dois Gre-Nais extras. Se o Grêmio vencesse seria campeão. O jogo terminou 0x0 e foi para as penalidades. Leomir converteu o seu, mas Edu Lima e Dacroce perderam suas cobranças e o Grêmio ficou com a taça. Após o jogo Abel anunciou que estava deixando o Internacional para treinar o Famalicão, de Portugal. Essa também foi a última partida de Leomir pelo Colorado. Abel pediu sua contratação e o jogador seguiu para o Famalicão. Foi negociado em 25 de junho de 1989, por 200 mil cruzados novos.

Leomir jogou no Famalicão até 1991. A seguir retornou ao Brasil, jogando no Remo e Joinville (1992) e Santa Cruz (1993), quando encerrou a carreira. Leomir se tornou auxiliar técnico de Abel Braga e retornou várias vezes ao Colorado, participando das campanhas vitoriosas da Taça Libertadores e do Campeonato Mundial, em 2006.

Seus números pelo Internacional:
36 partidas
16 vitórias
14 empates
4 derrotas
1 gol marcado


NOSSOS TÍTULOS - Campeonato Gaúcho de 1955

Primeiro jogo da decisão

O regulamento do campeonato gaúcho de 1955 previa que o campeão metropolitano enfrentaria o campeão do interior para apontar o campeão estadual. O Internacional havia conquistado o título metropolitano e o Brasil de Pelotas venceu o campeonato do interior.

Para quem quiser conhecer a campaha colorada no campeonato metropolitano: 

A decisão seria em duas partidas. O primeiro jogo foi marcado para 11 de dezembro de 1955, no Bento Freitas, em Pelotas. Um grande público compareceu ao estádio, proporcionando uma alta renda superior a 120 mil cruzeiros.

As equipes foram assim ao gramado:
INT: Lapaz; Florindo e Oreco; Mossoró, Odorico e Lindoberto; Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Chinesinho
Técnico: José Francisco Duarte Júnior (Teté)
BRA: Suli; Osvaldo e Duarte; Tibirica, Seara e Jari; Caizé, Gitinha, Negrito, Joaquizinho e João Borges
Técnico: Paulo de Souza Lobo (Galego)

Árbitro: Romeu Rodrigues da Cruz
Assistentes: Guilherme Sroka e Alfredo Belo.

A partida foi equilibrada. No 1º tempo o Brasil jogou em alta velocidade, contra um Internacional que cadenciava o jogo. Larry era o jogador mais perigoso da equipe colorada. O Brasil foi mais agressivo, mas sem dominar a partida. E os ataques colorados, embora mais lentos, eram bem trabalhados e exgiam um grande esforço da defesniva xavante. A partir dos 35' do 1º tempo o ritmo do Brasil diminuiu, mas o Colorado continuou jogando da mesma forma. Aos 39', surgiu o gol colorado, o único da partida. Os jornais divergem quanto ao lance. Segundo o Diário de Notícias, Larry cruzou para Bodinho, que chutou mal a gol. Chinesinho aproveitou a sobra de bola e mandou para as redes. Já segundo o Jornal do Dia, Odorico lançou Bodinho, que atraiu a marcação de Duarte e passou para Chinesinho, que mandou uma bomba para as redes. De qualquer forma, Internacional 1x0!

No 2º tempo as duas equipes passaram a jogar de forma mais cadenciada. Se a velocidade do jogo diminuiu, a qualidade técnica das jogadas se manteve alta. Mas as defesas levaram vantagem sobre os ataques e o placar se manteve.

O confronto entre as duas equipes foi emocionante e agradou a todos. O Jornal do Dia assim descreveu a partida:
"Os dois conjuntos digladiantes, já tradicionais adversários pela hegemonia do futebol gaúcho, exibiram excelente atuação, numa luta equilibrada e cheia de lances emocionantes."

Já o Diário de Notícias assim se referiu ao jogo:
"Os dois grandes campeões, Esporte Clube Internacional e Grêmio Esportivo Brasil, apresentando numa luta de gigantes, em busca do título máximo do futebol gaúcho, incontestavelmente a melhor partida presenciada pelo mundo esportivo local na presente temporada."

 Após a partida, os técnicos mostraram-se contentes com o jogo apresentado pelas equipes, nas declarações ao Diário de Notícias.
O colorado Teté assim se manifestou:
"O rubro-negro está jogando um bom futebol e o resultado da grande peleja espelha perfeitamente o que foi o desenrolar da mesma."

Já o xavante Galego falou um pouco mais:
"Perdemos para um grande quadro. Afirmo, ainda, que estou contente com a produção da minha equipe que considero uma das melhores dos últimos tempos. Foi um grande jogo que também teve uma arbitragem ótima."

No dia 18 de dezembro os dois clubes voltaram a se enfrentar, nos Eucaliptos. O Brasil precisava vencer, para provocar um terceiro jogo. Em caso de vitória colorada ou empate, o título ficava em Porto Alegre.

A final não mobilizou tanto a torcida da capital quanto em Pelotas. A renda chegou apenas a 40 mil cruzeiros, para um público pagante de 2.134 pagantes. Na época a maioria dos torcedores não pagava ingresso, por serem sócios. Na partida do título metropolitano, contra o Força e Luz, 3.462 pessoas pagaram ingresso, mas o público total foi de 11.559 torcedores.

Na preliminar do jogo decisivo, a equipe de juvenis do Internacional empatou em 3x3 com o Defensor, clube do chamado "futebol menor" (amador) da capital.

No jogo principal, as equipes foram a campo com a seguinte formação:
INT: Milton; Florindo e Oreco; Mossoró, Odorico e Lindoberto; Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Chinesinho
Técnico: José Francisco Duarte Júnior (Teté)
BRA: Caruccio; Candiota e Duarte; Tibirica, Seara e Jari; Caizé, Gitinha, Negrito, Joaquizinho e João Borges
Técnico: Paulo de Souza Lobo (Galego)
No Brasil voltaram ao time os titulares Caruccio e Candiota e o Internacional teve o desfalque de última hora de Lapaz.

Árbitro: Romeu Rodrigues da Cruz
Assistentes: Guilherme Sroka e Alfredo Belo. 

Os xavantes começaram a partida em um ritmo alucinante. Aos 8', Duarte desarmou Larry no meio de campo e entregou a bola para Gitinha, que driblou Florindo e avançou pelo lado esquerdo até quase a linha de fundo, quando cruzou para a área. Caizé, que chegava sem marcação, cabeceou tranquilo para o fundo das redes. Brasil 1x0.

Dez minutos depois, Tibirica passou para Seara, que cruzou para a direita, até Negrito, que dominou e lançou para Caizé, na entrada da área. O centroavante chutou com violência, Milton defendeu parcialmente e Gitinha chutou para as redes. Brasil 2x0.

Aos poucos, porém, os colorados começaram a se acalmar, mas o Xavante continuava melhor. No ataque colorado, apenas Jerônimo fazia boa partida. Bodinho estava completamente anulado por Candiota. Entretanto, aos 31' ocorreu o lance que mudaria a partida. Luizinho avançou pela direita e após driblar Jari, foi derrubado pelo lateral. O juiz marcou pênalti, embora os xavantes reclamassem que a falta tivesse ocorrido fora da área. Larry cobrou o pênalti e marcou o gol.

O 1º tempo terminou com vantagem xavante, 2x1. Mas o gol colorado nitidamente abateu a equipe pelotense. Além disso, o esforço inicial, sob uma "temperatura senegalesca", nas palavras do Jornal do Dia, começou a cobrar seu preço e o time do Brasil começou a mostrar cansaço ainda nos minutos finais da 1ª etapa.

No 2º tempo, logo aos 7' Duarte tentou afastar uma bola da área xavante e deu um presente a Luizinho, que rapidamente passou para Larry. Ao perceber a chegada de Caruccio, o centroavante, calmamente, tocou de calcanhar na bola, enviando-a para o fundo das redes. Estava empatada a partida.

O amplo domínio colorado resultou em mais um gol, com grande jogada de Chinesinho. Aos 20' Chinesinho driblou Tibirica e avançou pela esquerda, até chegar ao lado da área. Então driblou Candiota e passou para Bodinho, que mandou uma bomba para as redes. Internacional 3x2!

No tempo restante, o Colorado cadenciava o jogo e o Brasil não demonstrava força para buscar o empate. Nos minutos finais, Oreco e Gitinha se desentenderam e foram expulsos. Com o apito final o Internacional conquistou o título de campeão gaúcho de 1955.




sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Jogadores do passado - Ademir Alcântara


Ademir Bernardes de Alcântara nasceu em 17 de dezembro de 1962, em Mandaguaçu (PR).

O meia Ademir começou a jogar futebol profissional no Cianorte, em 1979. No mesmo se transferiu para o Pinheiros, da capital paranaense, onde jogou até os primeiros meses de 1984, quando foi contratado pelo Pelotas, como reforço para o campeonato gaúcho.

O Pinheiros, em 1984, conquistaria o título paranaense. Mas Ademir faria um grande campeonato gaúcho com o Pelotas. O clube do interior ficou em 6º lugar no campeonato, mas chegou a ser vice-campeão do 2º turno da fase classificatória. E Ademir foi o artilheiro do campeonato, com 21 gols (o 3º maior artilheiro, até aquela temporada). Seu bom desempenhoo levou a ser contratado pelo Internacional, logo após o fim do campeonato gaúcho.

Mas logo ao chegar ao Colorado, Ademir (que ganhou o Alcântara no nome para diferenciar do Ademir volante, que já jogava no clube) teve que enfrentar a concorrência de Luís Freire e Müller para a posição de meia-direita. E o veterano Luís Freire teve a preferência inicial do técnico Otacílio Gonçalves. Ademir Alcântara estreou no Internacional em 6 de fevereiro de 1985, contra o Fluminense, pelo campeonato brasileiro, no Beira-Rio. Ele entrou no time durante a partida, no lugar de Luís Freire, em jogo que terminou 1x1. Sua primeira partida como titular ocorreu duas rodadas depois, na derrota por 1x0 para o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte. Essa seria sua única partida como titular na primeira fase campeonato brasileiro de 1985, na qual jogaria apenas seis vezes. Mas a torcida já havia escolhido apoiar o jogador, e cobrava sua escalação no lugar de Luís Freire.

O campeonato brasileiro de 1985 foi interrompido entre primeira e segunda fase, para que a Seleção Brasileira disputasse as eliminatórias para a Copa do Mundo de 1986. A primeira fase encerrou no final da 1ª quinzena de abril e a bola só voltou a rolar em julho. Nesse intervalo o Internacional jogou amistosos e a Copa Bento Gonçalves, onde Ademir Alcântara cavou uma vaga no time titular. Seu primeiro gol pelo Internacional ocorreu nesse período. Em 12 de maio o Colorado bateu o Criciúma por 3x2, em amistoso, e Ademir Alcântara fez o seu, cobrando falta.

Em 1985 o Internacional foi vice-campeão da Copa Bento Gonçalves. No campeonato brasileiro o clube foi eliminado ao perder para o Bangu em casa. No campeonato gaúcho Ademir Alcântara era titular até a contratação de Tita. Mas logo o técnico Daltro Menezes arrumou um esquema com Tita como falso ponta e Ademir Alcântara de volta ao time. Mas no estadual o Colorado acabou com o vice-campeonato.

Em 1986 Ademir Alcântara começou como titular ao lado de Tita, enquanto Ruben Paz ficava fora do time, discutindo a renovação. Com a volta do uruguaio, Ademir Alcântara passou alguns jogos no banco, mas logo voltou ao time, com a convocação de Ruben Paz para a Copa do Mundo. Mas no meio do ano seu futebol chamou a atenção da Europa. Sua última partida pelo Internacional ocorreu em 16 de julho de 1986, vitória de 2x1 sobre o Juventude.

Ademir Alcântara foi negociado com o Vitória de Guimarães, onde jogaria de 1986 a 1988. Fez carreira em Portugal, jogando também no Benfica (1988/1990), no Boavista (1990/1991) e no Marítimo (1991/1994).

Retornou ao Brasil em 1994, tendo uma rápida passagem pelo Mogi Mirim. Em 1995 ingressou no Coritiba, ajudando o clube a ser vice-campeão da Série B e subir para a elite do campeonato brasileiro. Aposentou-se no Coritiba após o estadual de 1996.

Seus números no Internacional:
84 partidas
59 vitórias
18 empates
7 derrotas
23 gols marcados

domingo, 12 de dezembro de 2021

O Torneio Extra de 1947 visto por charges

 
Em abril de 1947, às vésperas do início do Torneio Extra, primeira competição oficial do ano, o Jornal do Dia contratou o chargista Pompeo para o setor de esportes. E junto ele trouxe seus personagens, que representavam os clubes da cidade.

06/04 - Apresentação de Pompeo e seus personagens

12/04 - Referência ao jogo Grêmio x Cruzeiro

15/04 - Repercussão da vitória Grêmio 6x3 Cruzeiro

19/04 - Referência aos jogos São José x Nacional e Renner x Força e Luz

23/04 - Repercussão dos jogos São José 1x1 Nacional e Renner 4x2 Força e Luz

26/04 - Referência ao jogo Internacional x São José

29/04 - Repercussão dos jogos Internacional 4x3 São José e Cruzeiro 5x1 Nacional

04/05 - Repercussão do jogo Internacional 4x0 Grêmio e referência ao jogo São José x Renner

06/05 - Repercussão do jogo Renner 5x2 São José

10/05 - Repercussão do jogo Cruzeiro 1x0 Internacional e referência ao jogo Grêmio x Força e Luz

13/05 - Repercussão do jogo Grêmio 2x1 Força e Luz (a partida foi disputada no Passo da Areia)

17/05 - Referência so jogo Força e Luz x Cruzeiro e repercussão de Renner 2x1 Grêmio

31/05 - Referência ao jogo Força e Luz x Nacional. São José querendo dividir a lanterna e Internacional apostando no empate

03/06 - Repercussão dos jogos Força e Luz 4x3 Nacional e Renner 2x1 Cruzeiro. O Nacional juntou-se ao São José na lanterna e o Cruzeiro deu adeus à chance de título.

06/07 - Repercussão do jogo Internacional 5x1 Força e Luz. Internacional e Renner vão decidir o título em jogo-extra.

10/06 - Repercussão da final do Torneio Extra: Renner 2x1 Internacional.


sábado, 11 de dezembro de 2021

Um clássico - Internacional 5x1 Grêmio - 07/12/1952


O dia 7 de dezembro de 1952 marcava a realização do clássico Gre-Nal válido pelo segundo turno do campeonato municipal, nas três categorias em disputa: juvenil, aspirante e profissional.

E o clássico poderia definir os títulos dos três torneios. Na categoria juvenil, que seria disputado pela manhã, uma vitória daria o título ao Internacional. Nos aspirantes o Grêmio jogava pelo empate. Já nos profissionais, em caso de empate o Internacional ficaria com a taça. Em caso de vitória do Grêmio, já sem condições de chegar ao título, o Renner, vencendo o Cruzeiro, alcançaria o Colorado e obrigaria a realização de um jogo-extra para decidir o campeonato.

O clássico atraía a atenção do público. O Internacional, na rodada anterior, deixou o título escapar ao empatar em 1x1 com o Renner. Em caso de vitória teria ficado com a taça. Mas o Colorado estava invicto na competição. O Grêmio, que havia trocado de técnico após duas derrotas no início do campeonato, estava invicto também com Clarel no comando da equipe.

Os dois goleiros também eram destaques da partida. O gremista Sérgio era chamado de "A Majestade do Arco". Já o colorado Mílton era considerado a versão gaúcha da "leiteria" de Castilho, goleiro do Fluminense. Na época a expressão significava alguém com sorte.

A expectativa era de um bom público, que poderia escolher entre os seguintes ingressos:

No domingo, dia 7, pela manhã, o estádio dos Eucaliptos recebeu o clássico juvenil. O Colorado, que precisava vencer, goleou o Grêmio por 6x0, ficando com o título da categoria.

À tarde, as 15:00 horas, começou o clássico de aspirantes. O Grêmio jogava pelo empate, mas com gols de Alberi e Solis, o Internacional venceu por 2x1 e ficou com o título da categoria. Português descontou para o Grêmio.

E finalmente começou a partida principal. As equipes entraram em campo com as seguintes formações:

E logo de início ficou claro que o Colorado ficaria com mais uma taça. Jerônimo abriu o placar aos 7' e ampliou aos 14'. No minuto seguinte, o atacante gremista Dario foi atingido por uma pedrada na cabeça, ficando fora de campo até os 30'.  Novamente com onze jogadores em campo, o Grêmio descontou com Sarará, aos 43' do 1º tempo.

Na 2ª etapa, porém, o Colorado foi arrasador. Salvador marcou aos 23', Bodinho aos 27' e finalmente Luizinho, aos 42' do 2º tempo, fechando a goleada de 5x1. O Internacional sagrava-se tricampeão da cidade.

Durante a 2ª etapa, uma briga na torcida levou a uma correria e alguns torcedores sofreram ferimentos leves ao serem prensados contra o alambrado. Todos foram atendidos pelo Departamento Médico do Internacional.



domingo, 5 de dezembro de 2021

Ranking do campeonato gaúcho feminino 2017-2021

Foto: Marcos Belo - site da FGF

Em setembro de 2016 a Conmebol decidiu que clubes que participassem das competições esportivas da entidade precisavam manter equipes de futebol feminino, dando um prazo até 2019 para as federações e equipes se organizarem. Mas no Rio Grande do Sul, já em 2017 o campeonato estadual foi reorganizado, com a volta da dupla Gre-Nal à competição.

Na temporada de 2017 o campeonato ainda foi organizado pela Associação Gaúcha de Futebol Feminino (AGFF), entidade criada em 2010 para, com a autorização da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), gerir a competição estadual. Mas a partir de 2018 a FGF voltou a assumir a organização da competição.

Desde a reorganização do campeonato, em 2017, vinte e um clubes disputaram a competição (e mais um inscreveu-se mas não jogou). O Internacional venceu quatro edições do campeonato (2017, 2019, 2020 e 2021), enquanto o Grêmio venceu uma (2018).

A dupla Gre-Nal monopolizou as duas primeiras colocações de 2017 para cá. Em 3º lugar ficaram Black Show (Guaíba) em 2017, Estrela em 2018, Brasil (Farroupilha) em 2019 e 2020 e Flamengo (Tenente Portela) em 2021.

O ranking do campeonato gaúcho de 2017 a 2021 ficou assim:


O Centro de Formação de Atletas Paumar (Rio Grande) inscreveu-se para o campeonato de 2017, mas acabou desistindo sem jogar. O Atlântico de Erechim também desistiu, mas disputou a edição de 2019.