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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Jogadores do passado: Popéia


Luiz Carlos da Silva Martins, o Popéia, nasceu em Porto Alegre, em 13 de fevereiro de 1959.

O futuro ponteiro-direito colorado recebeu o apelido por causa do marinheiro Popeye. Em sua casa, na infância, havia uma plantação de espinafre, o alimento que dava força sobre-humana ao personagem dos quadrinhos e desenhos animados.

Popéia chegou às categorias de base do Internacional em 1977, logo se destacando como grande promessa do Celeiro de Ases. Em janeiro de 1978 fez parte do grupo campeão da Copa São Paulo de Juniores, disputando a partida semifinal, contra o Palmeiras.

Popéia estreou no time principal do Internacional em 11 de março de 1979. No Beira-Rio, O Internacional bateu o Brasil de Pelotas por 2x0, pelo campeonato gaúcho. Popéia entrou no time durante o jogo, substituindo Luiz Fernando. No campeonato brasileiro de 1979 Popéia também entrou em campo, contra Sport (3x0), América RJ (1x1) e Operário MS (2x2). Mesmo assim, também atuava pelos juniores. Em 21 de novembro de 1979 Popéia jogou contra o Juventude, pelo estadual de juniores, e o clube caxiense protestou, alegando que ele não poderia atuar, por já ter participado do estadual profissional.

Em 1980, Popéia começou a temporada como campeão da Copa São Paulo de Juniores, sendo titular do time e marcando um gol na final, vitória de 3x0 sobre o Atlético MG.

No time principal, Popéia teve sua primeira oportunidade do ano em 5 de março, contra o Ferroviário, pelo campeonato brasileiro. O Colorado venceu por 3x2 e Popéia fez o 1º gol. Foi a primeira partida em que ele atuou os 90 minutos. Naquele mês de março o Internacional disputou 7 partidas pelo campeonato brasileiro. Popéia foi titular em 4 e entou no time em mais uma. No resto do campeonato, disputaria mais duas partidas.

No Gauchão, Popéia continuava sendo reserva. Quando o Internacional foi excursionar na Europa, ele ficou no Brasil, para seguir disputando o Gauchão, com um time de reservas pouco utilizados e juniores. E foi nessa fase que ele teve seu maior momento no clube.

No dia 24 de agosto ocorreria o Gre-Nal no Olímpico. O técnico gremista, com medo de um tropeço contra o Rolinho colorado, pretendia escalar um time reserva. Mas a direção gremista sonhava com a possibilidade de golear o Internacional, e obrigou o técnico a escalar os titulares, depois de uma reunião que durou 7 horas. A torcida gremista, incentivada por sua direção e esperando uma goleada, compareceu em peso. Quase trinta mil torcedores, a imensa maioria de gremistas, pagaram ingresso. Em campo, Baltazar colocou o Grêmio em vantagem, mas Popéia empatou, ainda no 1º tempo. Na 2ª etapa Tarciso colocou novamente o Tricolor na frente, mas outra vez Popéia empatou.


Na volta do time principal da Europa, Popéia foi titular por sete partidas seguidas. Mas não conseguiu se afirmar no time. Primeiro Valtinho, depois Barbiéri, ficaram com a vaga dele. Em 1981 Popéia atuou em uma partida do campeonato brasileiro e em dois amistosos. Seu último jogo pelo Internacional ocorreu em 31 de maio de 1981, na vitória de 3x1 sobre o Mixto, em um amistoso disputado em Cuiabá. Desde o fim do campeonato brasileiro Popéia já era considerado moeda de troca. No final de abril, quase foi trocado por Marinho, atacante do América SP. No segundo semestre foi emprestado ao Colorado, que ficou em 8º lugar no campeonato paranaense.

Em 7 de janeiro 1982, Popéia foi emprestado ao Flamengo. No rubro-negro Popéia disputou 18 partidas, sem marcar gols. Disputou uma partida pela Taça Libertadores e seis pelo campeonato brasileiro, onde foi campeão.

Em janeiro de 1983 o Internacional tentou incluir Popéia na negociação que trouxe Daio, zagueiro do Esportivo, para o Beira-Rio, mas o atacante se recusou a jogar em Bento Gonçalves. Ele queria uma nova chance no Internacional ou ser negociado com um clube que fosse disputar o campeonato brasileiro. Sem conseguir uma solução para o jogador, em 23 de fevereiro o clube proibiu o atleta de treinar no Beira-Rio.

Após essa confusão, Popéia se transferiu para o Marília. No clube do interior paulista o atacante ficaria até 1990, tendo duas saídas, para o Olaria (1985), Catanduvense (1988) e Uberlândia (1989). Depois, retornaria ao Rio Grande do Sul, jogando no Novo Hamburgo (1991), Lajeadense (1992), Novo Hamburgo novamente (1992/1993) e Aimoré (1994), onde encerrou a carreira.
Popéia é o segundo jogador agachado, da esquerda para a direita.

Depois de deixar a carreira de jogador, Popéia foi funcionário do Internacional, atuando como olheiro. No início de 2014, Popéia foi diagnosticado com câncer no intestino. No dia 10 de abril de 2014 Popéia faleceu.

Seus números no Internacional:
46 partidas
25 vitórias
13 empates
8 derrotas
4 gols marcados
campeão brasileiro em 1979
campeão da Copa São Paulo de Juniores em 1978 e 1980

Colaboração: Luiz Pissutti








sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Jogadores do passado: Lúcio


Lúcio Idair Frasson nasceu em 12 de fevereiro de 1953, em Criciúma.

O lateral-direito Lúcio começou a jogar futebol nas categorias de base do Próspera, clube de sua cidade natal, onde se profissionalizou em 1971. Nesse mesmo ano o Próspera seria vice-campeão catarinense, mas Lúcio não terminou a temporada no clube, pois foi emprestado ao Guarani de Campinas. Voltando ao Próspera em 1972, atuou no clube até 1974.

Em 1974 Lúcio se transferiu para o Vila Nova de Goiânia, onde foi apelidado pelos torcedores de "O Canhão da Vila", por causa dos seus fortes chutes. O Internacional conheceu a força desse chute em 1º de maio de 1975, quando disputou um amistoso com o Vila Nova, em Goiânia. Os donos da casa venceram por 2x1, de virada, e Lúcio fez o primeiro, cobrando falta.
Origem da imagem: https://www.vilanovafc.com.br/

Em 1976 Lúcio voltou a Santa Catarina, para jogar no Avaí. Em 1977 voltou para sua cidade natal, defendendo o Comerciário (que no ano seguinte mudaria o nome para Criciúma), onde ficou em 3º lugar no campeonato catarinense.

O futebol de Lúcio chamou a atenção do Internacional, que o contratou no 2º semestre de 1977. Sua estreia ocorreu em 11 de dezembro de 1977, no Beira-Rio. Pelo campeonato brasileiro, o Colorado perdeu por 4x1 para o São Paulo de Minelli, e Lúcio entrou no time durante a partida, substituindo Cláudio Duarte, que fazia sua última partida pelo clube.

Com a lesão de Cláudio Duarte, Lúcio assumiu a posição, e logo no início de 1978 conquistou o Torneio Triangular de Viña del Mar. Em alguns amistosos o jovem João Carlos chegou a ser o titular, mas no campeonato brasileiro Lúcio retomou o posto.

Em 25 de maio de 1978, em preparação para a Copa do Mundo da Argentina, a Seleção Brasileira fez um amistoso com a Seleção Gaúcha, no Beira-Rio. Os "canarinhos" abriram 2x0, mas Lúcio descontou, cobrando falta e abrindo caminho para o empate "gaúcho". As seleções estaduais sempre foram formadas tendo por base o clube onde jogavam os atletas, e não seu local de nascimento. Dos 13 atletas que jogaram contra a Seleção Brasileira, apenas Caçapava, Jorge Tabajara e Jair eram gaúchos.

Lúcio continuou como titular até o início de julho.  Após a derrota para o Guarani (0x3) perdeu o posto, que passou a ser ocupado por Batista, improvisado. No Gauchão, nos primeiros jogos Bereta e João Carlos se revezaram na função, mas a partir do Gre-Nal do 1º turno Lúcio recuperou a titularidade. Na reta final do campeonato, entretanto, Hermes, contratado ao Coritiba, assumiu a lateral-direita colorada.
Origem da imagem: https://1909emcores.blogspot.com/

Em 1979 Lúcio começou como reserva das duas laterais, e nessa condição foi para a excursão à Argentina, onde acabou ganhando a lateral-esquerda de Jorge Tabajara. Mas com o retorno de Dionísio, que havia sido emprestado ao Atlético PR, Lúcio voltou ao banco. Em 9 de maio de 1979 Lúcio fez sua última partida pelo time principal, na vitória por 2x1 sobre o São Borja, pelo campeonato gaúcho, no Vicente Goulart.

Lúcio continuaria no grupo colorado, mas atuando no Rolinho. No campeonato brasileiro de 1979 sequer foi relacionado para o banco de reservas em nenhuma partida. Em 1980 a situação se repetia. Em 30 de abril de 1980 o Rolinho bateu o Aimoré por 2x0, e Lúcio fez um dos gols.

Sem espaço no Colorado gaúcho, Lúcio foi emprestado ao Colorado paranaense, junto com o zagueiro Larry. Lá encontrariam o ex-lateral colorado Chico Fraga. Foi campeão paranaense em 1980, em um polêmico título dividido com o Cascavel.
Lúcio (1), Larry (2) e Chico Fraga (4), os "colorados" do Colorado PR

Em 1981 Lúcio foi para o Figueirense, clube no qual encerraria a carreira, com menos de 30 anos de idade.

Seus números no Internacional:
66 partidas
39 vitórias
16 empates
11 derrotas
3 gols marcados
campeão gaúcho em 1978
campeão do Torneio Triangular de Viña del Mar em 1978
Em 1979 fazia parte do grupo colorado no tricampeonato brasileiro, mas não foi relacionado para nenhuma partida.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Jogadores do passado: Célio Lino


Célio Aparecido Galvês Lino nasceu em 11 de fevereiro de 1970, em Américo de Campos, cidade do interior de São Paulo.

O lateral-direito Célio Lino estreou no Internacional em 11 de março de 1990, Nesse dia, no Beira-Rio, o Internacional bateu o Passo Fundo por 4x1, pelo campeonato gaúcho. Célio Lino, então conhecido apenas como Célio, começou a temporada como titular, mas logo perdeu o posto para Chiquinho.

Em 1991, com a contratação de Luís Carlos Winck, Célio Lino teve menos espaço ainda, e no 2º semestre foi emprestado ao Vitória, para a disputa do campeonato baiano.

De volta ao Internacional em 1992, Célio Lino ganhou o sobrenome na sua denominação, pois o Colorado contratou outro Célio, o Silva. Foi sua melhor temporada no Internacional: foi titular na conquista do campeonato gaúcho e da Copa do Brasil.

Em 1993 Célio Lino começou a temporada como titular, mas com a chegada de Ênio Andrade para o comando da equipe perdeu a posição para Gil Baiano. Com a chegada de Falcão, Marcão ganhou a posição.

A última partida de Célio Lino no Internacional ocorreu em 8 de julho de 1993, quando o Colorado bateu o Guarany de Cruz Alta por 1x0, na Taba Índia. Em 1994 Célio Lino foi emprestado ao Ituano e depois ao Náutico. Em 1996 o Internacional fez um convênio com o Brasil de Farroupilha, enviando vários jogadores e o técnico Casemiro para a equipe disputar o Gauchão. Célio Lino foi um deles.

Em 1997 Célio Lino saiu do Internacional em definitivo, atuando no futebol paranaense: Apucarana (1997), Paraná (1997), Rio Branco PR (1998) e Apucarana (1999). Há uma lacuna na carreira de Célio Lino entre 2000 e 2003, Ele reaparece novamente no Bandeirante DF em 2004.

Após encerrar a carreira Célio Lino retornou à sua Américo de Campos natal.

Seus números no Internacional:
119 jogos
54 vitórias
39 empates
26 derrotas
13 gols

Suas vítimas:
2 gols
Fluminense
1 gol
Araranguá, Goiás, Santos, Náutico, São Paulo RG, Guarany de Cruz Alta, Dínamo, Ji-Paraná, Seleção de Capão da Canoa, Glória e Caxias.

Seus títulos:
Campeão da Copa do Brasil em 1992
Campeão do Campeonato Gaúcho em 1992

Um jogo - Internacional 4x2 Estrela Vermelha - 11/02/1955


Em 11 de fevereiro de 1955 ocorreu o primeiro confronto do Internacional contra um clube europeu. O Colorado já havia enfrentado o inglês Petersfield em 1920, mas era a equipe de um navio da marinha britânica. O Estrela Vermelha era o primeiro clube organizado que se batia com o Colorado.

O Estrela Vermelha começou o ano de 1955 excursionando pela América do Sul, jogando na Argentina e no Uruguai. Sua estreia ocorreu em 4 de janeiro, contra o River Plate, e logo despertou o interesse dos gaúchos.

Antes de virem jogar em Porto Alegre, os iugolavos enfrentaram argentinos e uruguaios, além de um clube austríaco, partida disputada em Buenos Aires. Os resultados do Estrela Vermelha:
2x1 River Plate ARG
3x1 Nacional URU
0x3 Independiente ARG
1x2 Peñarol URU
0x5 San Lorenzo ARG
2x1 Racing ARG
3x2 Áustria Viena AUS
2x4 Racing ARG

Os iugoslavos contavam em seu time com cinco jogadores com experiência em Copa do Mundo. Quatro deles, Stankovic, Mitic (titulares na Copa), Spajic e Zekovic (reservas) haviam participado do Mundial de 1954. Stankovic, Mitic e mais Djajic haviam disputado o Mundial de 1950 e jogado em Porto Alegre. 

A estreia em Porto Alegre ocorreu em 8 de fevereiro, quando desfalcados do centromédio Spajic, os iugoslavos perderam para o Grêmio por 3x1. A partida seguinte ocorreria em 11 de fevereiro.

Para a partida contra o Internacional, o Estrela Vermelha estava completo. Já o Colorado tinha duas baixas, Odorico e Luizinho, lesionados e recuperando-se de cirurgias. seus substitutos seriam Lindoberto e Hoffmeister.

Uma curiosidade: diferente do resto do país, a imprensa gaúcha chamava o time iugoslavo pela versão inglesa: Red Star.

Um bom público compareceu ao Estádio dos Eucaliptos, embora não tenha superado a renda do Gre-Nal do dia 9 de janeiro, nem o confronto contra o Renner, no Tiradentes, no dia 20, ambas partidas decisivas do campeonato metropolitano. Os ingressos para o amistoso eram os seguintes:

O Internacional dominou a partida até abrir o placar, aos 32' do 1º tempo. Hoffmeister, pela direita, tabelou com Larry e lançou Bodinho, que dominou a bola e chutou para as redes. Internacional 1x0!

Após o gol o Estrela Vermelha começou a reagir, exercendo forte pressão. Mas aos 36', Tasic cometeu pênalti em Canhotinho, não marcado pelo árbitro Fortunato Tonelli. Aos 44', Salvador cometeu falta em Toplak. Stankovic cobrou com força, vencendo Lapaz, que ficou sem reação. O 1º tempo terminou empatado.

No 2º tempo, o Internacional voltou a ser superior, brindando a grande torcida presente com uma exibição de gala. Logo aos 8', Jerônimo passou para Larry, que chutou para as redes, vencendo Krivokuca. Internacional 2x1!

Aos 23', Jerônimo cruzou e Bodinho cabeceou para as redes. Internacional 3x1!

Aos 29', novamente Bodinho em ação. O atacante aproveitou uma rebatida do goleiro e chutou para o fundo do gol. Internacional 4x1!

Já comemorando a vitória, o Colorado relaxou e aos 44' Toplak driblou Florindo e, quase em cima de Lapaz, concluiu para marcar e definir o placar. Internacional 4x2 Estrela Vermelha.

Logo depois da partida foram concedidas férias aos atletas colorados.

Os destaques dos dois amistosos disputados em Porto Alegre:

Depois de enfrentar o Colorado, o Estrela Vermelha viajou para São Paulo, onde iria enfrentar o Corinthians e o Flamengo. A imprensa do centro do país contava como certa uma goleada do Corinthians, campeão paulista.

Mas os iugoslavos surpreenderam e venceram por 3x0. Minimizando as vitórias gaúchas, a imprensa carioca afirmava que o Flamengo precisava apagar a má imagem do futebol brasileiro, após a derrota do Corinthians. E também explicava as vitórias gaúchas por estarem os adversários doentes.

Na sua despedida da América do Sul, o Estrela Vermelha perdeu por 4x1 para o Flamengo. Depois de mais cinco dias curtindo o carnaval carioca, voltaram para a Europa.

Uma curiosidade: em dois momentos diferentes a imprensa do centro do país confundiu o Grêmio com o Cruzeiro.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Jogadores do passado: Emílson

Origem da foto: https://1909emcores.blogspot.com/
 
Em 10 de fevereiro de 1932 nasceu na cidade de Campos (RJ) o menino Emílson Barbosa Pessanha.

O centromédio Emílson começou sua carreira no Americano, em 1948. Suas boas atuações o levaram ao Fluminense em 1949, indicado pelo zagueiro Pinheiro, que também viera do Americano um ano antes.

No Fluminense, Emílson voltou à condição de amador, jogando no time juvenil até 1950. Foi campeão carioca juvenil em 1949 e campeão sul-americano juvenil pela Seleção Brasileira no mesmo ano, em torneio disputado no Chile. Nas duas conquistas esteve acompanhado de Jerônimo, atacante que reencontraria mais tarde no Internacional. Em 1951 Emílson passou a atuar nos aspirantes do Fluminense, fazendo parte do time que ficou 50 jogos invicto, em 1953. Nessa equipe atuou ao lado de outro jogador que reencontraria no Colorado: Larry.

Emílson estreou no time principal do Fluminense em 24 de janeiro de 1950, mas era utilizado principalmente em amistosos, ficando a maior parte do tempo na equipe de aspirantes. Na época atuava de lateral-esquerdo. No início de 1955 o centromédio recebeu oportunidades em amistosos e no Torneio Rio-São Paulo. Mas Emílson queria mais. Em maio, começou a negociar a renovação de contrato com o Flu. O Jabaquara de Santos demonstrou interesse em contar com o jogador. Mantendo contato com Larry, Emílson passou a negociar com o Internacional. Emílson comprou seu passe do Fluminense por 40 mil cruzeiros e o revendou para o Colorado por 75 mil, assinando por 9 mil mensais, entre salário e luvas. Sua contratação foi efetivada em 17 de junho de 1955. A saída de Emílson para o Internacional e João Carlos para o Botafogo levou o diretor de futebol do Fluminense, João Coelho Neto (o ex-craque Preguinho) a pedir demissão, por não concordar com a liberação dos atletas.

Dois dias depois de ser contratado oficialmente, Emílson estreou no Colorado, na vitória de 8x2 sobre o Internacional de Lajes, em Santa Catarina. No mesmo dia, na edição do Diário de Notícias, Emílson aproveitou para "enviar a minha primeira saudação à grande torcida do Internacional, esperando contar com o seu apoio e o seu incentivo, a fim de que eu possa dar tudo aquilo de que sou capaz em defesa de suas cores. Aliás, o clube colorado possui imenso cartaz no Rio de Janeiro, sendo considerado um dos grandes esquadrões brasileiros." 

A linha média colorada (laterais e centromédio) passou a ser formada por Mossoró, Emílson e Lula. Emílson tinha a dura missão de substitui o craque Salvador, negociado com o Peñarol. Em sua estreia em Porto Alegre, no dia 26 de junho, o Colorado empatou com o Renner (campeão de 1954) no Tiradentes, por 1x1. A imprensa considerou Emílson bom controlador de bola, mas pouco aguerrido. No dia 3 de julho, porém, o Internacional bateu o Coritiba por 4x2, no Paraná, e Emílson foi um dos melhores da partida, sendo apontado como sereno, bom destruidor e ótimi apoiador. Em sua 5ª partida pelo clube garantiu a vitória colorada sobre o Nacional por 2x1, quando aos 35' do 2º tempo, após Luizinho cobrar uma falta para área, Emílson cabeceou para as redes, marcando o gol decisivo do jogo.

O Gre-Nal do 1º turno (24/07) seria um marco na passagem de Emílson pelo Internacional. O Colorado perdeu por 2x1 e Emílson teve uma atuação muito ruim. Segundo o Diário de Notícias, ele e Lula foram bisonhos. Emílson foi poupado dos treinos seguintes, e Mossoró, Odorico e Lindoberto passaram a formar a linha média. Em 1º de agosto Emílson ainda foi punido com um jogo de suspensão, pelo TJD.

Nos jogos seguintes o Internacional engrenou no campeonato e a nova linha média foi aprovada. Emílson só voltaria a jogar em 18 de setembro, quando marcou mais um gol importante. Na Taba Índia o Internacional enfrentava o bom time do Aimoré e vencia por 1x0, quando o futuro colorado Alfeu empatou o jogo, aos 34' do 1º tempo. Logo na saída de bola Bodinho lançou Emílson na entrada da área. O centromédio avançou até próximo a pequena área e fuzilou para as redes. O Colorado venceria a partida por 3x1. Nessa partida Emílson atuou na meia, substituindo Bodinho, que foi para o lugar de Larry, que desfalcava a equipe. Ainda jogaria um amistoso contra o Peñarol, em 1955, novamente substituindo Larry.

Com cinco partidas e dois gols pelo campeonato metropolitano, Emílson fez parte do grupo campeão de 1955. Mas não participou dos jogos do campeonato gaúcho.

No início de 1956, enquanto a maioria dos titulares colorados estavam no México, disputando o Campeonato Pan-Americano, foi organizado o Torneio da ACEPA (Associação dos Cronistas Esportivos de Porto Alegre), com a participação de Internacional, Renner, Cruzeiro e Floriano. Emílson, na função de meia-esquerda, atuou contra Floriano (1x1) e Cruzeiro (2x2), marcando o gol de empate contra a equipe de Novo Hamburgo. Também disputou vários amistosos, inclusive contra Flamengo e Fluminense.

O último jogo de Emílson pelo Colorado foi um amistoso com seu ex-clube, o Fluminense, em 3 de junho de 1956. Os cariocas venceram por 3x1. No final de julho, era noticiado seu interesse de voltar ao Rio e que estaria negociando com Vasco e Fluminense. O jogador reclamava do frio gaúcho, ao qual não se adaptara.

Com passe livre, Emílson voltou ao Rio de Janeiro, mas não acertou-se com nenhum clube carioca. Em setembro de 1956 assinou um contrato de seis meses com o América de Recife. Ele receberia 45 mil de luvas e 10 mil de salários.

Em janeiro de 1957 Emílson aparecia como ex-jogador, na imprensa carioca. E causou constrangimento ao surgir em uma comemoração de atletas do Fluminense, em janeiro. No mesmo mês ele treinou no Botafogo, sem assinar com o clube.

Emílson passou o resto do ano de 1957 fora dos noticiários. Volta a ser lembrado em junho de 1958, quando treinava no Canto do Rio e estava negociando um contrato com o clube de Niterói.

Em outubro de 1958 surgiu uma oportunidade de jogar na Europa, fato raro, na época. Wilson Moreira, filho de Zezé Moreira, tornou-se o primeiro brasileiro a jogar no Betis. E 15 dias depois, por intermédio do pai de Wilson, ex-técnico de Emílson no Flu, o centromédio desembarcou em Sevilha. Mas Emílson não fez sucesso no Betis. Na sua estreia, a imprensa espanhola repetiu as críticas da gaúcha. Sua técnica foi bastante elogiada, mas foi muito criticado pela falta de agressividade. E também sofreu com o frio.

No Betis, Emílson disputou apenas 3 amistosos. Em março de 1959 foi emprestado ao Sabadell, onde dsputaria 4 partidas pelo campeonato, marcando um gol. No final da temporada, Emílson retonou ao Brasil. Chegou a treinar no Botafogo novamente, mas preferiu encerrar a carreira.

Em 1969 Emílson concluiu o curso de Educação Física e de Técnico de Futebol, na UFRJ, tornou-se técnico do São Cristóvão. Em 1970 assumiu como técnico da equipe de aspirantes do Fluminense e, posteriormente, assumiu a coordenação de futebol do clube, cargo que ocupou até 1974.

Emílsou foi técnico do Rio Negro AM (1975), Americano RJ (1976), Avaí SC (1977 e 1984), Juventude RS (1977/1978) e Al Ahli da Arábia Saudita (1979). Emilson também foi supervisor técnico do Vasco da Gama (1979) e do Fluminense (1980). Em 1986 foi à Copa do Mundo no México como auxiliar técnico de Telê Santana.

Emílson faleceu em 24 de abril de 2014.

Seus números no Internacional:
23 partidas
10 vitórias
7 empates
6 derrotas
3 gols marcados
campeão gaúcho em 1955 (fazia parte do grupo, mas não jogou)
campeão metropolitano em 1955



terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Jogadores do passado: Cléo


Em 9 de fevereiro de 1959 nasceu em Venâncio Aires o menino Cléo Inácio Hickmann.

Cléo começou jogando futebol nas categorias de base do Avenida de Santa Cruz do Sul, mas em 1976 se transferiu para os juvenis do Internacional. O mesmo caminho fariam seus irmãos Sílvio (1978) e Amauri (1980).

Em janeiro de 1978 Cléo foi campeão da Copa São Paulo de Juniores.

Cléo estreou no time principal do Internacional em 9 de agosto de 1978, em partida que o Colorado bateu o Guarany de Bagé por 3x0, no Beira-Rio, pelo campeonato gaúcho. Seu primeiro gol ocorreu em 11 de outubro, na vitória de 2x1 sobre o 14 de Julho de Passo Fundo, no Vermelhão da Serra. E foi um gol importante: a partida se encaminhava para o empate quando aos 45' do 2º tempo Cléo garantiu a vitória colorada. Foram 8 partidas no campeonato gaúcho de 1978, conquistado pelo Internacional.

Apesar do bom desempenho nas partidas em que atuou no ano anterior, Cléo começou a temporada de 1979 atuando no Rolinho. Em 21 de fevereiro jogou ao lado de seu irmão Sílvio, em um amistoso do Rolinho contra o Avenida, como parte do pagamento do passe do mano. O Colorado venceu por 1x0, gol de Sílvio.

Em maio de 1979 Cléo foi convocado para a Seleção Brasileira de Novos que disputaria o Torneio Internacional de Paris e os Jogos Pan-Americanos de Porto Rico, junto com os também colorados Rogério e Mica. No Torneio de Paris a Seleção foi batida pelo Benfica (0x2) e Paris Saint-Germain (3x4). Mas nos Jogos Pan-Americanos a Seleção ficou com o ouro, sendo Cléo capitão da equipe e titular nas cinco partidas. A campanha brasileira:
2x0 Guatemala
1x0 Cuba
3x1 Costa Rica
5x0 Porto Rico (Cléo fez um gol)
3x0 Cuba

Depois do título, Cléo foi envolvido em uma negociação. Silvinho, seu companheiro de Seleção e destaque na conquista do ouro pan-americano, foi contratado pelo Colorado, que pagou ao América SP com o empréstimo de Cléo e a cedência em definitivo de Luiz Fernando. No América, Cléo ajudou o clube a fazer grande campanha, chegando ao 6º lugar no Paulistão, atrás apenas de Corinthians, Palmeiras, Santos, Guarani e Ponte Preta. Foram 27 partidas, 10 vitórias, 11 empates, 6 derrotas e dois gols marcados (contra Botafogo e Guarani).

Sua última partida pelo América foi em 22 de novembro de 1979. Em 3 de dezembro Cléo se apresentou à Seleção de Novos, que iria disputar o Pré-Olímpico, disputado na Colômbia e Venezuela, na companhia dos colorados Mauro Galvão e Mica. Cléo foi titular nas duas primeiras partidas (2x1 Venezuela e 0x3 Peru), mas ficou de fora nos dois jogos seguintes (4x0 Bolívia e 0x0 Chile). Contra a Argentina (1x3) Cléo entrou durante a partida, e voltou a ser titular no último jogo (1x5 Colômbia). O Brasil ficou em 5º lugar, fora dos Jogos Olímpicos.

De volta ao Colorado, Cléo reestreou em 27 de março de 1980, na derrota para o Santos por 1x0, pelo campeonato brasileiro, no Morumbi. Logo se tornou titular do time, no Brasileiro e na Libertadores. Ênio Andrade formava o meio-campo com Batista, Cléo, Falcão e Jair. Cléo marcou um gol contra o Vasco da Gama, na vitória por 2x1, na Libertadores. No Brasileiro, marcou o 1º na vitória de virada sobre o Guarani (2x1). Mas seu gol mais importante ocorreu na partida de ida da semifinal. No MIneirão, o Colorado perdia por 1x0 para o Galo e Cléo, lesionado, esperava Chico Espina aquecer para substituí-lo. Quase sem conseguir apoiar o pé no chão, Cléo se envolveu em um lance na área do Atlético e concluiu para as redes, empatando o jogo. Saiu de campo carregado, chorando de dor, mas garantiu o empate. A vaga na final parecia garantinda, mas aí veio a lesão de Falcão e trágica derrota em casa.

Cléo ficou de fora dos dois jogos da final da Libertadores. Substituído na partida contra o Esportivo, em 27 de julho, só voltaria a campo em 19 de agosto, na partida contra o Ajax, na excursão à Europa. O Colorado perdeu por 3x1, mas Cléo fez o gol da equipe. Também marcaria um gol na Roma (2x2), na estreia de Falcão no clube italiano. Mas o ano de 1980 terminou sem títulos.

Em 1981 Cléo começou como titular, mas após a lesão de Batista o Internacional se perdeu no campeonato brasileiro. Eliminou o Galo, mas caiu diante do São Paulo. Mas no campeonato gaúcho Cléo chama a responsabilidade pela criação e tem papel importante na conquista colorada. Em 30 de setembro, o Internacional batou o Armour por 2x1, em Santana do Livramento, e os irmãos Sílvio e Cléo fizeram os gols colorados. No Gre-Nal do 1º turno do Octogonal Final, o Internacional venceu por 2x1, de virada. Aos 42' do 2º tempo,  Jaiminho roubou a bola de China e cruzou para Bira. De cabeça, o centroavante tocou para Cléo, que emendou um chute violento no canto esquerdo.

As boas atuações de Cléo chamaram a atenção do futebol europeu. Em 1982 Cléo jogou duas partidas no campeonato brasileiro e um amistoso, e foi negociado com o Barcelona. O clube espanhol procurava um substituto para o craque Schuster, lesionado, e optou por Cléo, depois do técnico Udo Lattek vetar a contratação de Toninho Cerezo. Cléo já havia enfrentado o Barcelona em 1980, em um empate em 2x2 entre o Colorado e o clube catalão.

Cléo chegou na Espanha com desconfiança da torcida e imprensa, para um período de testes de três meses. Para piorar, antes mesmo de sua estreia na Espanha estourou uma bomba. Cléo havia concedido uma entrevista para o colunista social Roberto Gigante, para ser publicada no número 2 da revista Imagem News. Segundo Roberto Gigante, Cléo teria declarado ter tido relações homossexuais na adolescência. O jogador negou ter declarado isso, e sim que conhecia casos em sua época de adolescência. A entrevista não foi gravada e ficaram as declarações do colunista e do jogador. 

Sua estreia no Barcelona ocorreu em 25 de fevereiro, um mês e um dia depois de sua última partida pelo Internacional. Em um amistoso, o Barcelona bateu o Hospitalet por 3x1. Seria sua única partida pelo clube espanhol.

Lattek, o técnico, não gostava de jogadores brasileiros. Considerava os meiocampistas brasileiros anárquicos e pouco confiáveis. Ele se comunicava com Cléo apenas em alemão, e poucas vezes conversou com o brasileiro. O argentino Zuvíria passou a receber as chances que seriam de Cléo. Com os treinos, a imprensa passou a elogiar o brasileiro, mas o técnico continuava a ignorá-lo. O grupo de jogadores também permanecia distante do atleta. Para afastar os receios dos espanhois em relação à polêmica entrevista, Cléo antecipou seu casamento com sua namorada Maria José Silva Costa, a Neca. Alguns dirigentes estiveram presentes, mas nenhum membro da comissão técnica ou jogador. E quando o casamento ocorreu, em 2 de abril, já estava decidido que o clube o devolveria ao Internacional.

Dias depois do casamento, Cléo desembarcava em Porto Alegre. No dia 2 de maio de 1982 ele reestreava novamente no Internacional, em um amistoso em comemoração do Dia do Trabalhador, no Beira-Rio (1x1 Peñarol). Cléo disputou os últimos jogos do Torneio dos Campeões e começou a disputar o campeonato gaúcho. Mas em agosto excursionou com o Colorado à Europa, onde iria enfrentar seu desafeto Udo Lattek em duas ocasiões. No dia 13 de agosto, pelo Torneio Tereza Herrera, o Barça venceu por 1x0. Mas no dia 24 de agosto, com estreia de Maradona e diante de 110 mil torcedores, o Colorado segurou um empate em 0x0 e venceu nos pênaltis. No dia seguinte, contando com o apoio da torcida catalã, o Internacional bateu o Manchester City por 3x1 e conquistou a Copa Joan Gamper. Cléo sofreu o pênalti que resultou no 1º gol colorado. Cléo tinha sua vingança pessoal.

De volta ao Brasil, Cléo foi titular na campanha colorada do bicampeonato gaúcho. Depois do título gaúcho, ainda disputou três amistosos. Sua última partida pelo Internacional ocorreu em 12 de dezembro de 1982. O Internacional venceu o Vasco da Gama por 3x1 em São Januário e conquistou a Taça Alberto Pires Ribeiro.

No início de 1983 a direção colorada estava tendo dificuldade em renovar o contrato com Cléo. Imediatamente Rubens Minelli, técnico do Palmeiras, pediu sua contratação. Na opinião do técnico, Cléo era um dos poucos atletas brasileiros que cumpria as três funções do meio campo: defender, organizar e atacar. E assim, por 103 milhões de cruzeiros, Cléo foi para o Palmeiras.

O Verdão vivia uma época de jejum de títulos. Apesar de ser considerado o grande reforço do clube para o campeonato brasileiro, com o fracasso palmeirense acabou negociado por empréstimo com o Flamengo, trocado por Baltazar. Depois do campeonato carioca de 1983 voltou ao Palmeiras, onde jogou o brasileiro de 1984 e o Torneio Heleno Nunes, disputando novamente o campeonato carioca de 1984 pelo América.

A partir de 1984, essa foi a carreira de Cléo:  Palmeiras (1984), América RJ (1984), Portuguesa de Desportos (1984), América RJ (1985) Sport (1986/1987), Aimoré (1988), Grêmio Maringá (1988), Vila Nova (1989) e Novo Hamburgo (1990).

Com uma lesão no joelho, Cléo decidiu encerrar a carreira, seguindo orientação médica.

Seus números pelo Internacional:
157 partidas
93 vitórias
42 empates
22 derrotas
31 gols
campeão gaúcho em 1978, 1981 e 1982
campeão da Copa Joan Gamper em 1982


Suas vítimas:
3 gols
São José e São Borja
2 gols
Grêmio, Brasil de Pelotas, Guarany de Bagé, Internacional SM e Novo Hamburgo
1 gol
Ajax HOL, Roma ITA, Logroñéz ESP, Bahia, Criciúma, Vasco da Gama, Guarani, Atlético MG, Palmeiras, Esportivo, 14 de Julho PF, Armour, São Paulo RG e Juventude

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Jogadores do passado: César Prates

 

Em 8 de fevereiro de 1975 nasceu em Aratiba o menino César Luís Prates.

Ainda adolescente, César Prates fazia sucesso nas peladas em Aratiba onde, apesar de ser destro, usava bastante o pé esquerdo, por insistência do pai. Em 1992, convencido da capacidade do filho, o pai vendeu uma televisão 14 polegadas preto e branco para completar a passagem do filho para Porto Alegre, para um teste no Internacional, onde foi imediatamente aprovado.

Após dois anos nas categorias de base, César Prates ganhou sua primeira chance no time principal na decisão do Torneio 25 Anos do Beira-Rio. Em 23 de abril de 1994 o Internacional enfrentou a Seleção da Nigéria e César Prates entrou no time durante o jogo, no lugar de Silvan, na lateral-esquerda. O Colorado venceu por 4x0 e conquistou a taça. César Prates começou uma partida como titular no jogo seguinte, embora improvisado na zaga. O Colorado venceu o Santanense por 2x1, pelo campeonato gaúcho. Mas naquele ano César Prates só voltaria a atuar em 14 de novembro, na vitória por 1x0 sobre o Aimoré, já na posição de lateral-direito. Jogador polivalente jogou sua 3ª partida pelo clube, em sua 3ª posição diferente. No dia 17 de dezembro jogou seu primeiro Gre-Nal. O Internacional bateu o Grêmio por 4x1 e César Prates atuou de lateral-esquerdo. Com três atuações, César Prates fez parte do elenco campeão gaúcho.
César Prates (13) comemorando com Alexandre Gaúcho (11) o 4º gol colorado contra a Nigéria

Em 1995 César Prates começou a temporada como titular da lateral-esquerda, enquanto Marcão jogava na direita. Com a chegada de Branco, no final de agosto, César Prates passou a disputar posição na direita, ficando na reserva de Ronaldo. Excursionou ao Japão e aos Estados Unidos.

Na temporada de 1996, sem Branco, César Prates começou o ano como reserva dos laterais Ronaldo (direita) e Silvan (esquerda). Mas no esquema 3-5-2 do técnico Pedro Rocha, César Prates passou a atuar na lateral-esquerda. Com a chegada de Nelsinho Baptista, em maio, César Prates assumiu a lateral-direita do time, posição onde se fixou. Foi campeão do Torneio Mercosul e fez parte da excursão à Colômbia. Em outubro surpreendeu o mundo esportivo quando foi convocado por Zagallo para a Seleção Brasileira. Jogaria contra o Camarões, em 13 de novembro (Brasil 2x0).

Após a convocação, César Prates disputaria apenas mais sete partidas pelo Internacional. Sua despedida ocorreu em 20 de novembro de 1996, na vitória de 2x0 sobre o Corinthians, no Beira-Rio. Na janela do fim do ano foi negociado com o Real Madrid, para atuar no time B.

Seus números pelo Internacional:
86 partidas
46 vitórias
22 empates
18 derrotas
2 gols marcados
campeão gaúcho em 1994
campeão do Torneio 25 Anos do Beira-Rio em 1994
campeão do Torneio Mercosul em 1996

No clube espanhol, César Prates chegou a atuar em algumas partidas do time principal. Também disputou mais uma partida pela Seleção Brasileira. Mas com apenas 22 anos, a direção madrilhenha decidiu emprestá-lo para pegar experiência. A estratégia era emprestar ele por seis meses para cada clube, evitando criar vínculos afetivos. No 2º semestre de 1997 foi emprestado ao Vasco da Gama, onde fez parte do elenco campeão brasileiro daquele ano. Em 1998 foi emprestado ao Coritiba, e depois ao Botafogo, onde ficou até 1999. No 2º semestre de 1999 foi emprestado ao Corinthians, onde novamente foi campeão brasileiro, jogando a primeira partida da final contra o Atlético MG.

Mesmo com os títulos, César Prates não conseguia espaço no Real Madrid. Em 2000 foi emprestado ao Sporting de Lisboa, com o valor fixado para transferência definitiva. Aprovando em Portugal, foi contratado em definitivo. No Sporting, foi campeão português em 2000 e 2002, da Taça de Portugal em 2002 e da Supertaça em 2000 e 2002. Nessa época, fez amizade com um jogador que estava subindo das categorias de base e foi seu professor, ao lado de André Cruz, para cobrança de faltas. Seu nome? Cristiano Ronaldo.

Depois do Sporting, César Prates jogou no Galatasaray TUR (2004), Figueirense (2004), Botafogo (2005), Livorno ITA (2005/2006), Chievo ITA (2006), Figueirense (2007/2008), Atlético MG (2008), Portuguesa de Desportos (2009), Joinville (2010) e Náutico (2010). Foi campeão catarinense em 2008. Depois de sair do Joinville, César Prates já pensava em encerrar a carreira, mas atendeu um pedido do amigo Alexandre Gallo e foi para o Náutico.

César Prates já era Atleta de Cristo desde a época das categorias de base, depois de encerrar a carreira o ex-jogador fixou-se em Santa Catarina, onde é pastor.