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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Recorde de partidas sem tomar gol em um campeonato brasileiro


Em setembro de 2006 fazia pouco mais de um mês que o Internacional havia conquistado a Taça Libertadores e se preparava para jogar o campeonato mundial.

Em 30 de setembro de 2006 o Internacional enfrentou o Paraná, no Beira-Rio, pelo campeonato brasileiro. O Colorado venceu por 3x2, em partida que Clemer foi substituído por Renan, que acabaria sofrendo os gols do Paraná, o último deles marcado por Sandro, aos 45' do 2º tempo.

Na partida seguinte Clemer voltou ao gol. Mas na partida seguinte, já pensando em poupar titulares para o campeonato mundial, Renan assumiu a titularidade. E foram oito jogos consecutivos sem sofrer gols (sete vitórias e um empate). A sequência de jogos onde Renan permaneceu invicto foi a seguinte:

08/10 1x0 São Caetano - Beira-Rio
15/10 2x0 Fluminense - Beira-Rio
21/10 2x0 Ponte Preta - Moisés Lucarelli
26/10 1x0 Juventude - Beira-Rio
02/11 1x0 Botafogo - Maracanã
05/11 1x0 Grêmio - Olímpico
08/11 0x0 Santos - Beira-Rio
11/11 3x0 Fortaleza - Beira-Rio

No dia 19 de novembro o Internacional foi enfrentar o Paraná, no Durival de Brito. A partida foi disputada sob chuva intensa e uma ventania que chegou a fazer o árbitro Wagner Tardelli interromper o confronto por 13 minutos, ainda no primeiro tempo. O próprio árbitro já havia escorregado e caído ao chão. Como a chuva parou no 2º tempo, a bola passou a correr melhor e o jogo ficou mais veloz. Aos 5', Cristiano invadiu a área e foi derrubado por Fabiano Eller. Sandro cobrou o pênalti no canto direito do goleiro Renan, acabando com a invencibilidade do goleiro 770 minutos depois. Curiosamente, o mesmo jogador marcou o gol que iniciou a série e o gol que a encerrou. A derrota colorada também deu ao São Paulo o título de campeão brasileiro antecipadamente.

Esses 770 minutos sem levar gol permanecem como recorde de um goleiro colorado em campeonatos brasileiros.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Alianza Lima: um clube que representa sua torcida


O Club Alianza Lima foi fundado em 1901, com o nome de Sport Alianza. Inicialmente verde e branco, passou peloazul, preto e branco. Mas em 1915 o clube já utilizava o seu uniforme atual, com listras verticais azul-escuras e brancas.

O Alianza foi fundado por cerca de vinte adolescentes, nenhum deles negro. Mas em pouco tempo o clube conquistou a simpatia da comunidade negra da capital peruana. Quando a Federação Peruana de Futebol foi fundada, em 1922, o Alianza já era um clube muito popular, como assim conta o jornalista argentino Alejandro Fabbri:

"Cuando se fundó la Federación Peruana de Fútbol, ya Alianza Lima había capturado para siempre el favor de la población afroperuana, el dos trabajadores manuales y los obreros y el del barrío de La Victoria, cuna del club aliancista." (1)

O Peru é um país fortemente católico, e sua maior devoção recai sobre o "Senhor dos Milagres", "Cristo Moreno" ou "Cristo de Pachacamilla".

Segundo a tradição, um angolano escravizado chamado Pedro Dalcón pintou a imagem de um Cristo moreno nas paredes de uma casa no bairro de Pachacamilla, onde reunia-se sua confraria, em 1651. Em 13 de novembro de 1655, um terremoto arrasou Lima. Apesar de muitas paredes desabarem na cidade, o muro de adobe onde estava pintada a imagem do Cristo Crucificado ficou ileso. Em 20 de outubro de 1687 um maremoto arrasou parte de Lima e derrubou a capela edificada em volta da imagem do Cristo, ficando em pé somente a parede com a imagem pintada. A imagem também teria sofrido ataques, mas sobreviveu a todos eles. Esses eventos criaram uma fé popular em torno da imagem, e surgiu uma procissão anual pelas ruas do bairro de Pachacamilla, nos dias 18 e 28 de outubro de cada ano. O mês de outubro tornou-se o mês do Senhor dos Milagres, e a cor roxa foi adotada nas comemorações.

O Alianza, em homenagem à sua torcida, adotou o "morado" (roxo) no lugar do azul-escuro, nos meses de outubro. A primeira vez que isso ocorreu foi em 3 de outubro de 1971. O Alianza venceu o Sporting Cristal por 2x0 e o uniforme roxo virou uma tradição. Um dos grandes poetas afroperuanos, Nicomedes Santa Cruz, assim definiu a relação Alianza/Senhor dos Milagres/comunidade afroperuana:

"En Lima todo moreno/cuando llega el mes de octubre/con el hábito se cubre/de su Señor Nazareno/Alianza por no ser menos/salió de morado encima."


Adelfo Magallanes, campeão peruano três como jogador de Alianza Lima na década de 1930 e quatro vezes como técnico, entre 1948 e 1955, costumava declarar: "Los campeonatos que ha conseguido Alianza son gracias al Señor de los Milagros, que protege a los negros".


(1) FABBRI, Alejandro. El nacimiento de una pasión continental: historia de todos los clubes que jugaron la Libertadores. Buenos Aires, Capital Intelectual, 2012.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Ídolos - Lula


Luís Ribeiro Pinto Neto nasceu em 16 de novembro de 1946, em Arco Verde (PE).

O ponteiro-esquerdo começaria sua carreira nas categorias de base do Ferroviário de Natal, em 1963. No ano seguinte atuou pelo ABC, voltando ao Ferroviário na temporada de 1965.

Observado por um olheiro do Fluminense, Lula foi contratado. Sua estreia ocorreu em 20 de março de 1965, quando o Flu perdeu para o São Paulo por 3x0, pelo Torneio Rio-São Paulo. Em 1966 Lula foi campeão da Taça Guanabara, que na época era um torneio separado do campeonato carioca.

No segundo semestre de 1967 Lula foi emprestado ao Palmeiras, disputando a Taça Brasil e o campeonato paulista. Sua estreia ocorreu em 2 de agosto de 1967, na vitória por 2x1 sobre a Ferroviária, em jogo válido pelo estadual. Seu último jogo ocorreu em 29 de dezembro, vitória de 2x0 sobre o Náutico, na final da Taça Brasil.

De volta ao Fluminense, Lula foi campeão da Taça de Prata em 1970 e carioca em 1969, 1971 e 1973. Suas boas atuações lhe renderam uma convocação para a Seleção Brasileira, jogando contra a Argentina em 31 de julho de 1971. Em pleno Monumental de Núñez, pela Copa Roca, o Brasil empatou em 2x2 com os argentinos, ficando com a taça. Em 1972 foi convocado para a Minicopa, vencida pelo Brasil, mas não atuou em nenhuma partida. Sua despedida do Fluminense ocorreu em 19 de fevereiro de 1974, em amistoso que a equipe carioca foi derrotada pelo Comercial MS por 2x1.

No início de março Lula foi convocado para a Seleção Carioca, que empatou com a Seleção Paulista em 2x2, no Morumbi, no dia 3. A imprensa carioca criticava sua não convocação para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo na Alemanha. Mas no Fluminense a direção decidiu advertí-lo oficialmente, por ter criticado publicamente o esquema do técnico Duque, que o colocava para atuar como falso ponta-esquerda, voltando para marcar. No dia 4 Lula reafirmou suas críticas, e a direção do Flu decidiu multá-lo. Aproveitando a confusão, no dia 6 a direção colorada apresentou uma proposta para contratar o jogador. No dia 8 o Corinthians entrou na disputa, mas no dia 9 de março o Colorado, que aumentou a proposta inicial de 700 mil para um milhão de cruzeiros, contratou o o ponteiro-esquerdo.

Lula estreou no Internacional em 24 de março de 1974, no Gre-Nal válido pelo campeonato brasileiro. O Internacional venceu por 2x1 e Lula teve boa atuação, tomando conta da camisa 11. Depois de sua estreia, Lula só ficaria de fora de uma partida do campeonato brasileiro. Em 20 de abril, contra a Desportiva, ele marcou seu primeiro gol, na vitória colorada por 3x0. No dia 15 de maio, no Maracanã, o Internacional venceu o Botafogo por 3x2, com três gols de Lula. Na última partida do campeonato, o Vasco vencia por 2x0 e já comemorava o título quando Lula marcou um gol e iniciou a reação que levou ao empate e obrigou a equipe carioca a jogar uma partida-extra contra o Cruzeiro.

Mas foi no Gauchão que Lula definitivamente encantou a torcida colorada. Logo na estreia, 4 de agosto, o Internacional venceu o Atlético de Carazinho por 1x0, gol de Lula. No jogo seguinte o Colorado bateu o Santa Cruz por 5x1. Valdomiro fez o primeiro gol, de falta. Nos outros quatro gols, Lula deu a assistência. Contra o Esportivo, nova goleada, 4x0. Lula enlouqueceu a defesa adversária com seus dribles. O Colorado teve 20 conclusões a gol, marcando 4 e criando mais 8 chances claras de gols. Em 15 de setembro o Internacional enfrentou o Gaúcho. A direção do Gaúcho decidiu abrir buracos no campo do Volmar Salton, por onde correria o ponta-esquerda colorado Lula. Não adiantou muito, pois aos 16' do 2º tempo Lula cobrou falta, rolando a bola para Valdomiro mandar para as redes: Internacional 1x0. No Gre-Nal que decidiu o campeonato, em 1º de dezembro, aos 25' do 2º tempo Lula cruzou da esquerda para a área gremista, Ancheta cortou de cabeça, mas a bola caiu nos pés de Valdomiro, que mandou um foguete para as redes. Internacional 1x0, Colorado campeão!

Em 1975, na excursão à Europa, Lula fez o primeiro gol colorado, cobrando falta, na vitória de 1x0 sobre o Ostende (Bélgica). No campeonato gaúcho, gols e assistências colaboraram para a conquista do hepta, alcançando a maior sequência gremista. No campeonato brasileiro a rotina se manteve, com direito a gol no clássico Gre-Nal, que terminou 1x1. E sua grande atuação foi no Maracanã, em 7 de dezembro. A imprensa carioca falava em goleada do Fluminense, na semifinal do campeonato brasileiro. Mas aos 33' do 1º tempo Falcão e Lula tabelaram. O centromédio lançou Lula dentro da área, que mesmo perseguido por Toninho, chutou de primeira para marcar o primeiro gol do jogo. Na 2ª etapa o Internacional faria mais um e uma semana depois conquistaria seu primeiro título brasileiro.

Em fevereiro de 1976 Lula voltou à Seleção Brasileira, jogando contra a Seleção Brasiliense (1x0), Uruguai (2x1) e Argentina (2x1). Contra os argentinos, no Monumental de Núñez, Lula fez seu primeiro gol pela Seleção. Em 7 de março de 1976 o Internacional estreou na Taça Libertadores em uma partida que é considerada por muitos como a maior da história do Mineirão. Em uma jornada azarada de Figueroa, o Colorado perdeu por 5x4 para o Cruzeiro. Mas Lula fez o primeiro gol colorado na história da Libertadores e ainda fez a assistência para o gol de Valdomiro. O Internacional foi eliminado na Taça Libertadores, mas no gauchão seguia firme rumo ao octa. No Gre-Nal decisivo, Lula deu show: aos 14' do 2º tempo Lula aplicou uma meia-lua em Ancheta e tocou por cima de Cejas, para abrir o marcador. Aos 20' Lula recebeu a bola no meio de campo, correu com ela até a área e tocou para Dario, livre, concluir. O Internacional venceu por 2x0.

Durante o campeonato gaúcho Lula também esteve a serviço da Seleção Brasileira, contra Uruguai (2x1), Argentina (2x0), Inglaterra (1x0), Seleção da Liga Estadunidense (2x0) e Itália (4x1). Conquistou a Taça do Atlântico, a Copa Rio Branco, a Copa Roca e a Copa Bicentenário dos Estados Unidos. No campeonato brasileiro novamente Lula mostrou-se um jogador decisivo. No dia 7 de setembro, no Gre-Nal, o Colorado venceu por 3x1, dois gols de Lula. No final do ano o Internacional conquistava o bicampeonato brasileiro.

Jogador polêmico, chegou a provocar um pedido de demissão de Rubens Minelli. Chamado às pressas ao Beira-Rio, Frederico Arnaldo Ballvé reuniu o grupo de jogadores no vestiário e perguntou quem tinha críticas ao trabalho do técnico. Todos ficaramem silêncio, mas Lula ergueu a mão e ia falar quando Ballvé cortou: Tu não, Lula, tu reclama até da tua mãe. A gargalhada que se seguiu acabou com crise. Foi Ballvé que declarou, sobre Lula: "durante a semana ele nos incomoda e no domingo incomoda os adversários".

Em janeiro e fevereiro de 1977 Lula esteve a serviço da Seleção Brasileira, atuando contra Bulgária (1x0), Seleção Paulista (2x0), Combinado Fla-Flu (1x1) e Millonarios da Colômbia (2x0). Na volta lesionou-se, e só foi atuar pelo Internacional em 24 de abril, na vitória por 1x0 sobre o Corinthians, pela Taça Libertadores. Após a vitória sobre o El Nacional (2x0) no dia 5 de maio, Lula ficaria mais dois meses sem jogar. Voltaria a atuar ainda pela Libertadores, na derrota por 1x0 para o Cruzeiro, em 7 de julho. Lula ainda disputaria mais sete partidas pelo clube. Sua despedida ocorreu em 14 de agosto, na derrota de 2x1 para o Grêmio, pelo campeonato gaúcho. Pouco depois Lula foi negociado com o Sport, onde encerraria a carreira em 1980.

Entre 1989 e 2014, Lula trabalhou na Arábia Saudita, treinando clubes locais. Após, retornou ao Brasil. Em 11 de fevereiro de 2022, em Recife, Lula sofreu uma para cardíaca e faleceu.

Números de Lula pelo Internacional:
182 partidas
124 vitórias
39 empates
19 derrotas
59 gols
campeão brasileiro em 1975 e 1976
campeão gaúcho em 1974, 1975 e 1976

Suas vítimas:
4 gols
Grêmio
3 gols
Vitória, Botafogo, Fluminense e Torres ITA
2 gols
Internacional SM, Juventude, Caxias, Riograndense RG, Combinado de Vacaria, Botafogo SP, Desportiva, Náutico, Flamengo, Combinado Olbia-Arzachena ITA e Sportivo Luqueño PAR
1 gol
Ypiranga, São Paulo RG, Associação Santa Cruz, Internacional de São Borja, São Luiz, Novo Hamburgo, Estrela, Atlético de Carazinho, Encantado, Treze, Sport, Vila Nova, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Santa Cruz, América RN, Vasco da Gama, Ostende BEL, Seleção de Pescara ITA e Deportivo Cuenca EQU

Números de Lula pelo Fluminense
378 partidas
170 vitórias
105 empates
103 derrotas
102 gols
campeão da Taça de Prata em 1970
campeão carioca em 1969, 1971 e 1973

Números de Lula pelo Palmeiras
17 partidas
13 vitórias
2 empates
2 derrotas
3 gols

Números de Lula pela Seleção Brasileira
13 partidas
11 vitórias
2 empates
2 gols marcados

Lula faleceu em 11 de fevereiro de 2022.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Jogadores do passado - Gainete


Carlos Gainete Filho nasceu em Florianópolis, em 15 de novembro de 1940.

O goleiro Gainete começou a jogar futebol no Guarany de Florianópolis. Em 1959 chergou ao Paula Ramos, também da capital catarinense. Em 1960, defendendo a seleção catarinense, chamou a atenção dos gaúchos. Internacional, Grêmioe Cruzeiro, além do Santos, tentaram contratá-lo, mas em junho de 1960 Gainete acertou-se com o Guarany de Bagé. Em março de 1961 o Grêmio voltou a tentar contratar Gainete, mas ele disputaria o campeonato gaúcho pelo Guarany. Mas em 5 de janeiro de 1962 o Internacional contratou o goleiro.

Gainete estreou no Internacional em 13 de fevereiro de 1962, em um Gre-Nal válido pelo campeonato sul-brasileiro, no Olímpico. O Colorado saiu na frente, mas Elton empatou para o Grêmio, cobrando falta. Aos 42' do 2º tempo Gainete se chocou com Marino, do Grêmio, e teve que ser substituído. O Internacional ficaria com o vice do Sul-Brasileiro, mas logo começaria boas campanhas no campeonato gaúcho e na Taça Brasil. Em 8 de julho, contra o Brasil de Pelotas, o Internacional venceu por 4x0 e Gainete defendeu um pênalti cobrado por Spillmann. E também na temporada de 1962 ocorreu uma das características negativas de sua carreira: o golpe de vista. Em muitas jogadas o goleiro não pulava na bola, apenas a observava, esperando que fosse para fora. Mas em 6 de outubro, contra o Juventude, José cruzou para a área, o goleiro acompanhou com o olhar e a bola foi morrer no fundo das redes. Ao longo de sua carreira no Internacional, pelo menos dez gols foram apontados pela imprensa como "golpe de vista". Mas a temporada de 1962 continuava positiva. O Internacional rumava ao bicampeonato gaúcho e avançava na Taça Brasil. No dia 30 de novembro, porém, a situação mudaria. Após dois empates com o Botafogo, o Colorado perdeu a terceira partida, por 2x0, e foi eliminado na semifinal da Taça Brasil. No jogo seguinte, perdeu para o Aimoré, quando precisava apenas empatar para ser campeão gaúcho antecipadamente. Em seguida perdeu o Gre-Nal, e no início de 1963 perdeu outro clássico, extra, para decidir o título estadual.

Na temporada de 1963 Gainete continuou como titular do arco colorado, mas em várias partidas Beno, e depois Silveira, o substituíram. Na reta final do campeonato gaúcho, em 4 de dezembro, o Internacional enfrentava o Juventude, no Beira-Rio. No final da 1ª etapa Gainete chocou-se com Ramão, atacante caxiense, e foi substituído, tendo que ser encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro, com fratura na clavícula. Ficaria de fora dos dois jogos restantes da temporada.

Em 1964 Gainete começa novamente como o dono do arco colorado. Mas em 23 de abril, em um Gre-Nal amistoso antes da abertura do campeonato gaúcho, Gainete fraturou o nariz, ficando de fora de algumas partidas. Quando se recuperava, lesionou o tornozelo em um treino, ficando mais tempo de fora do time. Voltaria a jogar apenas em agosto, em outro Gre-Nal amistoso. Mas Silveira continuaria como titular. Somente após o campeonato gaúcho Gainete recuperou o posto, conquistando o Torneio Quadrangular Porto Alegre-Pelotas, um torneio disputado pelas duplas Gre-Nal e Bra-Pel.

Apesar de atuar pouco em 1964, Gainete chamou a atenção do centro do país e foi contratado pelo Vasco da Gama. Seu último jogo pelo clube foi um empate com o Cruzeiro em 0x0, um amistoso disputado em 17 de dezembro de 1964. Para substituí-lo, o Internacional foi buscar Guaporé, no São José, e Célio, no Floriano. E a temporada de 1965 seria uma das piores do Internacional, terminando o campeonato em 5º lugar.

Em 10 de janeiro de 1966 o Internacional repatriou seu goleiro, buscando reforçar a equipe. Sua reestreia aconteceu em outro amistoso com o Cruzeiro, em 26 de janeiro. O Colorado venceu por 3x0. Com Gainete no gol, o Internacional chegou a ficar 22 partidas seguidas sem sofrer derrotas. Mas no final novamente o título não veio.

Em 1967 o clube estrearia no Robertão, uma competição nacional, chegando ao vice-campeonato. Gainete fez grandes partidas no torneio, mas também teve momentos negativos. Em 8 de março o Colorado empatava em 0x0 com o Flamengo quando Zezinho, atacante rubro-negro, chutou forte, de fora da área. Gainete tentou espalmar para escanteio mas, num "frango", tocou a bola para dentro das redes. O Colorado chegaria ao empate depois. Em 12 de abril o Internacional vencia o Palmeiras por 2x1, quando Rinaldo, atacante alvi-verde, chutou despretenciosamente, da intermediária, fraco, mas Gainete acabou aceitando. Mas nenhum dos resultados foi decisivo, pois foram na primeira fase e o Colorado classificou-se para o Quadrangular Final. Já no Gauchão, o título ficaria com o Grêmio. No dia 3 de dezembro de 1967 o Internacional foi derrotado pelo Guarany, em Bagé, por 1x0, resultado que deu o título ao rival. No final da partida, Gainete partiu para cima de um fotógrafo que passou todo o 2º tempo dizendo piadinhas para o goleiro, atrás do gol. Seguro por dirigentes e policiais, Gainete teve uma crise nervosa e desmaiou. Um outro fotógrafo tentou enquadrar a cena e foi agredido por Scala. O jogo seguinte era o Gre-Nal, que já não valia nada. O Internacional venceu por 1x0. No final da partida, Ortunho recusou-se a cumprimentar Gainete e logo depois agrediu o goleiro colorado, dando início a uma briga generalizada, envolvendo jogadores e dirigentes. No meio da confusão, Rafael Estrougo, vice-presidente colorado, acertou um soco no presidente gremista, Rudi Armin Petry.

Na temporada de 1968 novamente Gainete reinava no gol colorado. Mas em 11 de julho Gainete lesionou-se em um amistoso contra o Andradina, no interior de São Paulo. Voltaria a disputar um amistoso no final de agosto, mas só recuperaria a titularidade em novembro, na reta final do Robertão, onde o clube foi novamente vice-campeão.

Em 1969 Gainete não jogou nas primeiras seis partidas da temporada (dois amistosos e quatro partidas pelo Gauchão). Mas depois retomou seu posto, embora em várias partidas da temporada tenha sido substituído por Schneider e Waldir. No dia 6 de abril de 1969 estava em campo, na inauguração do Beira-Rio, quando o Colorado bateu o Benfica por 2x1. No dia 20 de abril, no primeiro Gre-Nal do Beira-Rio, Gainete teve participação ativa na pacandaria que começou perto do fim do jogo. E no dia 17 de dezembro Gainete também estava em campo quando após o empate em 0x0 com o Grêmio o Internacional reconquistou a hegemonia estadual.

Em 1970 Gainete foi novamente titular, também sendo algumas vezes substituído por Schneider e Waldir. Mas estabeleceu um recorde mundial: 1202 minutos sem levar gol. Após sofrer o segundo gol do Guarany de Bagé em 31 de maio de 1970 (partida que o Internacional venceu por 4x2), passou treze partidas sem ser vazado. Somente em 6 de setembro, em um amistoso contra o Botafogo, Jairizinho acabou com a invencibilidade do goleiro. No Robertão, em 20 de outubro, contra o Fluminense, Gainete defendeu um pênalti cobrado pelo centroavante Flávio. E no final do ano comemorou mais um título gaúcho.

Na temporada de 1971 Gainete jogou a primeira partida da temporada, um amistoso contra a Seleção da França, no qual o colorado foi derrotado por 3x1. Mas nas 21 partidas seguintes Waldir e Schneider jogaram. Gainete só reapareceu em 11 de abril de 1971, quando o Colorado bateu o Farroupilha por 2x1. No final da temporada, mais um título gaúcho, o tricampeonato.

Em 1972 Gainete começou o ano disputando a reserva com Rafael, sendo Schneider o titular. No campeonato gaúcho jogou apenas uma partida na campanha do tetra, e ainda assim saindo do banco para substituir Schneider. Em agosto, após o estadual, o Internacional disputou o Torneio Cidade de Porto Alegre, um quadrangular em turno e returno contra Grêmio, São José e Cruzeiro. O colorado usou uma equipe reserva nos primeiros jogos. Gainete foi titular nas duas primeiras partidas, mas se envolveu em uma polêmica: apesar de advertido pela direção, insistiu em jogar com a camiseta da seleção da França contra o Cruzeiro e o São José. A camiseta, além de não ter o escudo colorado, apresentava a cor azul em sua gola. Essa camisa lhe fora presenteada pelo goleiro Georges Carnus, no amistoso de 1971. Em 21 de agosto de 1972 Gainete foi suspenso pelo vice-presidente de futebol, Gildo Russowki. Em seguida foi multado e teve o contrato rescindido, nunca mais jogando no Colorado.

Saindo do Internacional, Gainete ingressou no Atlético Paranaense, onde ficaria até 1974, quando voltou ao Rio Grande do Sul, para jogar no Atlético de Carazinho, onde encerrou a carreira no final do ano.

Seus números no Internacional:
410 partidas
241 vitórias
103 empates
66 derrotas
campeão gaúcho em 1969, 1970, 1971 e 1972
campeão do Torneio Cidade de Porto Alegre em 1972
campeão do Torneio Quadrangular Porto Alegre-Pelotas em 1964

Encerrada a carreira de jogador, Gainete tornou-se técnico de futebol. Assumiu o Internacional no jogo decisivo do campeonato gaúcho de 1977, quando o Colorado perdeu por 1x0. Dirigiu o time no campeonato brasileiro e continuou no comando do time no início de 1978. A temporada começou com a conquista do Torneio de Viña del Mar, mas os sucessivos tropeços nos amistosos de pré-temporada levaram à sua demissão em 18 de março de 1978, quando perdeu em casa por 2x0 para o Palmeiras. Em 1988 voltaria ao comando do Internacional, estreando em 22 de março, vitória de 3x1 sobre o Cerro Porteño. Mas caiu em 7 de maio, ao perder por 1x0 para o Pelotas.

Seus números no Internacional como técnico:
34 partidas
15 vitórias
8 empates
11 derrotas
campeão do Torneio de Viña del Mar em 1978

Fora do Internacional, Gainete foi campeão baiano em 1985 e 1990, dirgindo o Vitória e campeão goiano em 1989, dirigindo o Goiás. E foi vice-campeão brasileiro em 1986, com o Guarani.

domingo, 14 de novembro de 2021

Jogadores do passado - Adavílson

Adavílson jogando no Mixto

Adavílson da Cruz nasceu em Cuiabá, em 14 de novembro de 1956, em Cuiabá.

Adavílson começou sua carreira esportiva no Canarinho, de Cuiabá. Era um clube amador, mas sua habilidade lhe rendeu o apelido de Pelezinho. Em 1972 o jovem atleta foi contratado pelo Mixto. Em 1973 sagrou-se campeão do Torneio Integração e em seguida se transferiu para o União Rondonópolis. Em 1976 foi contratado pelo Operário de Várzea Grande, mas em agosto do mesmo ano foi emprestado ao Mixto, para a disputa do campeonato brasileiro. No dia 15 de setembro de 1976 o Mixto venceria o Vasco da Gama por 1x0, gol de Adavílson, na época ainda chamado de Pelezinho. O Mixto não teve boa campanha na 1ª fase e teve que disputar a repescagem, onde os clubes eram divididos em grupos de cinco onde apenas o campeão seguia adiante. O Mixto venceu seus três primeiros jogos, contando com mais um gol de Adavílson nos 3x1 sobre o América Mineiro, em Belo Horizonte. Na última rodada o clube enfrentava o Vasco da Gama no Rio de Janeiro, jogando por um empate. mas perdeu por 1x0 e foi eliminado.

Em 1977 Adavílson voltou ao Operário. Chegou a ser negociado com o Cruzeiro, mas ficou pouco tempo em Minas. De volta ao Operário, foi emprestado ao Dom Bosco para a disputa do campeonato brasileiro. Em 1978 a história se repetiu: regresso ao Operário e transferência para o Mixto, para jogar o campeonato brasileiro. Em 13 de junho de 1978, enfrentando o Internacional, em Cuiabá, Adavílson abriu o placar do jogo logo aos 7' de partida, mas o Colorado venceria por 2x1.

Em 1979 Adavílson teve uma passagem pelo Goiás, retornando ao Mixto. No dia 28 de fevereiro de 1980, no Beira-Rio, novamente enfrentou o Colorado. O Internacional venceu por 3x1, mas Adavílson mais uma vez deixou sua marca. Antes do fim do campeonato brasileiro o Internacional contratou o ponta-direita. Sua missão era ingrata: substituir Valdomiro.

Sem pode jogar pelo campeonato brasileiro, Adavílson estreou pela Taça Libertadores da América. Em 23 de março de 1980 o Internacional enfrentou o Vasco da Gama, no Maracanã, e Adavílson começou como titular, sendo mais tarde substituído por Toninho, A partida terminou 0x0. No jogo seguinte, em San Cristóbal, Adavílson começou no banco, mas entrou no time no lugar de Jair. O Colorado venceu o Deportivo Táchira por 1x0. Ainda na Venezuela, em Caracas, o Internacional perdeu para o Deportivo Galicia por 2x1. Adavílson entrou no time substituindo Cléo.

O campeonato brasileiro seguia, mas Adavílson não podia jogar. Por isso, continuava atuando apenas na Taça Libertadores. Em 27 de abril o Internacional bateu o Deportivo Táchira por 4x0, no Beira-Rio. Novamente Adavílson entrou no time, substituíndo Jair. Nesse jogo ele marcou seu primeiro gol, o quarto gol colorado. Em 30 de abril, contra o Deportivo Galicia, quando a partida estava 0x0, Adavílson entrou no lugar de Cléo e deu maior velocidade ao time. O Colorado venceu por 2x0. Na 1ª Fase da Taça Libertadores, Adavílson só não atuou contra o Vasco da Gama, no Beira-Rio.

Depois de mais de um mês sem jogar, Adavílson voltou ao time contra o São Paulo de Rio Grande, em um amistoso. Ênio Andrade usou vários reservas no Beira-Rio, e o Colorado venceu por 3x1. Adavílson marcou um dos gols. No dia 29 de junho, no Beira-Rio, contra o Gaúcho de Passo Fundo, Adavílson fez sua melhor partida pelo Internacional. Abriu o placar no 1º tempo e na 2ª etapa cobrou falta na cabeça de Popéia, que fechou o placar em 2x0.

Pelo campeonato gaúcho, Adavílson voltaria a atuar contra Pelotas, Internacional SM, Farroupilha, Guarany de Bagé e Esportivo. No dia 30 de julho de 1980 participou do jogo mais importante da sua vida, a primeira partida da decisão da Taça Libertadores, contra o Nacional. Entrou na equipe no segundo tempo, no lugar de Chico Espina, e deu mais velocidade ao time, insuficiente, porém, para evitar o 0x0. A seguir, pelo Gauchão, enfrentou Caxias e Bagé.

Na sequência do mês de agosto, o Internacional foi excursionar na Europa, deixando em Porto Alegre uma equipe formada por reservas e juniores, com Adavílson entre eles. Após enfrentar São Paulo de Rio Grande e Brasil de Pelotas, veio o Gre-Nal. No dia 24 de agosto, no Olímpico, o badalado time titular gremista, com Leão, Paulo Isidoro, Tarciso e Baltazar, não conseguiu ir além de um 2x2 com a equipe colorada. Em 28 de agosto o Internacional perdeu por 1x0 para o São Borja, na fronteira. Foi o último jogo de Adavílson pelo Internacional. Logo depois foi emprestado ao Criciúma.

Seus números pelo Internacional:
19 partidas
8 vitórias
8 empates
3 derrotas
3 gols

Em 1º de março de 1981, Adavílson passava o feriado de carnaval em Cuiabá, antes de voltar a Criciúma. Mas o ex-atleta colorado morreu em um acidente de carro, junto com 4 amigos, na Avenida Fernando Correa da Costa, em Cuiabá.

Em 15 de novembro de 2011 o atleta recebeu, in memoriam, a Medalha do Mérito Esportivo do governo do Mato Grosso.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Jogadores do passado - Bento


Bento Martins de Oliveira nasceu eu Uruguaiana, em 1900 ou 1901.

O jovem Bento (ou Bentinho, como era chamado nos seus primeiros tempos de futebol) começou a jogar na equipe do Esperança, de sua cidade natal. Em 20 de julho de 1915 o atacante enfrentou o Internacional, que venceu o Esperança por 3x2, em amistoso disputado em Uruguaiana.

No ano seguinte Bento mudou-se para Porto Alegre, para estudar, e ingressou no Internacional. Com pouca idade, foi jogar nos filhotes (os juniores da época). No dia 7 de maio de 1916 eleestava em campo, defendendo os filhotes do Colorado contra os filhotes do Cruzeiro, campeões da cidade. O amistoso terminou 4x2 para o Cruzeiro, mas Bento foi elogiado pela imprensa.

Em 30 de setembro de 1917 Bento estreou no time principal. Na Chácara dos Eucaliptos, pelo campeonato municipal, o Internacional venceu o Fussball por 3x0, e Bento marcou o terceiro gol colorado. Foi seu único jogo pelo campeonato, mas fez parte do grupo pentacampeão da cidade.

No ano de 1918 Bento conquistou a titularidade, condição que manteve em 1919. Mas sua grande temporada foi 1920, quando mais atuou pelo Internacional e mais fez gols, destacando-se os três gols marcados na vitória de 4x0 sobre o Porto Alegre, em 13 de junho de 1920, e os quatro gols marcados nos 14x2 sobre o Municipal, em 20 de junho. 

Em 31 de outubro de 1920, Bento fez parte da Seleção Acadêmica que venceu o Grêmio por 2x1.

No dia 15 de novembro Bento não estava em campo na vitória de 5x4 sobre o São José, que deu o título da cidade ao Colorado. Mas no dia 25 jogou contra o Petersfield, equipe da marinha inglesa, no primeiro jogo do Internacional contra uma equipe europeia. O Colorado venceu por 5x2, Bento marcou um gol e ainda perdeu um pênalti. Essa seria sua última partida pelo Internacional.

Na véspera de Natal de 1920 era noticiado que Bento estava doente, e que seu médico era o ex-atleta colorado Carlos Kluwe. Devido à doença, o jogador retornaria a sua cidade natal, deixando para trás a faculdade de medicina e o Internacional. mas em 8 de junho de 1921 o jornal A Federação publicava uma boa notícia sobre o quadro de saúde do jogador.

Mas infelizmente o quadro era mais grave que o imaginado. Buscando recuperar-se, Bento chegou a mudar-se para Montevidéu. Quando ficou claro que a situação era irreversível, retornou a Uruguaiana, para esperar o fim junto dos seus. Na manhã de 12 de novembro de 1921 encerrou-se a vida de Bento Martins de Oliveira.

 No dia 18 de novembro o Internacional mandou realizar uma missa de 7º dia pela sua alma.

Seus números pelo Internacional:
33 partidas
20 vitórias
2 empates
11 derrotas
22 gols marcados
campeão municipal em 1917 e 1920

Suas vítimas:
4 gols
Porto Alegre, Municipal e São José
2 gols
Militar e União de Pelotas
1 gol
Cruzeiro, Guarany de Bagé, Brasil de Pelotas Santanense, Taquarense e Petersfield ING

Uma competição de atletismo - 1937


Em 24 de maio de 1937 a Liga Atlética Rio Grandense (LARG) iniciou suas atividades do ano com uma competição atlética de estreantes, realizada nos Eucaliptos. A competição foi disputada por atletas do Internacional, Grêmio, Americano, Turnerbund e 7º BC. Nas provas femininas, uma inovação, apenas o Turnerbund apresentou atletas.

A primeira prova do dia foi a corrida de 75 metros rasos. Como haviam 13 atletas inscritos, foram realizadas três eliminatórias e duas semifinais até a prova final. Os resultados das competições do dia foram:

75 metros rasos:
1º Cristiano Huber Filho (Turnerbund) - 8"6
2º Augusto Barcelos (Internacional) - 9"2
3º Carlos Macedo (Americano)

75 metros rasos feminino:
1º Laura Nabingerter (Turnerbund) - 11"8
2º Araci Nedel (Turnerbund)
3º Helga Schmidt (Turnerbund)

83 metros com barreira:
1º Jorge Rodrigues Carvalho (Internacional) - 13"2
2º Mário Vagner (Turnerbund) - 14"
3º Leo Kraether (Turnerbund)

Arremesso de peso:
1º Pedro H. de Oliveira (Turnerbund) - 13,35m
2º Alfredo Wald (Internacional) - 13,19m

Arremesso de peso feminino:
1º Hilda Streibell (Turnerbund) - 6,49m
2º Úrsula Altrutz (Turnerbund) - 6,29m
3º Laura Nabingerter (Turnerbund) - 6,25m

300 metros rasos:
1º Augusto Barcellos (Internacional) - 42"
2º Sílvio Blaudt (Americano) - 42"2
3º Jorge Rodrigues Carvalho (Internacional)

Lançamento de dardo:
1º João Carlos Debiase (Internacional) - 37,45m
2º Emílio Lipp Filho (Turnerbund) - 37,28m
3º Frederico Ewers (Turnerbund) - 34,72m

Salto em altura:
1º Egon Schefel (Americano) - 1,50m
2º Alfredo Wald (Internacional), Léo Kraether (Turnerbund), Afonso Ruaro e Hélio Ferreira - 1,40m
3º Valter Machado (Internacional) - 1,30m

Salto com vara:
1º José Mendes de Oliveira (Internacional) - 2m
2º Josino Timóteo da Silva (Internacional) - 1,50m

Revezamento 4x75 metros:
1º Turnerbund - 37"6
2º Americano - 38"
3º Internacional

Salto em altura feminino:
1º Laura Nabingerter (Turnerbund) - 1,15m
2º Úrsula Altrutz (Turnerbund) - 1,12m
3º Helga Schmitt (Turnerbund) - 1.10m

Lançamento de disco:
1º João Carlos Delrox (Internacional) - 31m
2º Pedro H. de Oliveira (Turnerbund) - 28,44m
3º Emílio Lipp Filho (Turnerbund) - 27,80m

Mil metros rasos:
1º Arnaldo Becker (Turnerbund)
2º José Mendes de Oliveira (Internacional)
3º Alberto Grohman

Revezamento 4x300 metros:
1º Internacional - 2'43"4
2º Turnerbund - 2'48"

Salto em distância:
1º Darci Morais (7º BC) - 5,45m
2º Oto Halton (Turnerbund) - 5,44m
3º Alfredo Wald (Internacional) - 5,25m

Arremesso de disco:
1º Emílio Lipp Filho (Turnerbund) - 34,77m
2º João Carlos Delrox (Internacional) - 32,43m
3º Max Rosemberger (Turnerbund) - 26,77m

A classificação final do torneio foi a seguinte:
1º Turnerbund - 57 pontos
2º Internacional - 54 pontos
3º Americano - 11 pontos
4º 7º BC - 10 pontos
5º Grêmio - 2 pontos

Equipe colorada no 4x75 metros: Jorge Rodrigues Carvalho, José Mendes Oliveira, Augusto Barcellos e Portugal Monteiro.

Equipe colorada no 4x300 metros: Ulisses Pereira, Alfredo Wald, Jorge Rodrigues Carvalho e Augusto Barcellos.