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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

O Internacional antifascista: quatro momentos da história do clube em apoio às forças que lutavam contra o nazi-fascismo


Entre 1939 e 1945 o mundo sofreu com as agressões nazistas e os horrores da Segunda Guerra Mundial, o conflito que mais mortes causou na história da humanidade.

O Brasil seria envolvido diretamente no conflito a partir de 1942, enviando tropas para combater na Itália a partir de 1944.

A luta contra o nazi-fascismo alcançou vários setores da sociedade brasileira, inclusive o esporte. E no futebol o Internacional deu sua contribuição, em quatro partidas.

04/10/1942
Internacional 3x0 Combinado de Porto Alegre
Em 22 de agosto de 1942 o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália. Havia o temor de possíveis retaliações nazistas, em um momento em que as forças do Eixo ainda tinham a ofensiva do conflito. O grande temor eram os ataques aéreos, embora na prática esse risco fosse inexistente para o Brasil, na época (e continuaria assim durante todo o conflito). As emissoras de rádio Gaúcha, Difusora e Farroupilha, e jornais Correio do Povo e Folha da Tarde decidiram promover um amistoso para arrecadar fundos para a construção de abrigos anti-aéreos em Porto Alegre. As equipes escolhidas para a partida foram o Internacional, tricampeão da cidade, e um combinado da capital, que também ficou conhecido como "Combinado dos Cinco", por ser formado por jogadores do Grêmio, Cruzeiro, Força e Luz, Nacional e São José (embora só tenham atuado atletas dos três primeiros). A partida foi disputada nos Eucaliptos. Na preliminar o Ginásio Cruzeiro do Sul venceu o Ginásio Nossa Senhora das Dores por 3x0. No jogo de fundo o Colorado bateu o Combinado da cidade por 3x0, três gols de Carlitos.

28/05/1944
Internacional 7x3 Grêmio
Em maio de 1944 os preparativos para o embarque da Força Expedicionária Brasileira rumo à Europa estavam sendo finalizados (a FEB embarcaria em direção à Itália em 30 de junho). No dia 28 de maio foi realizado um Gre-Nal amistoso na Baixada, para marcar a inauguração da nova bandeira do Grêmio e em homenagem à Força Expedicionária Brasileira. O Internacional abriu vantagem com gols de Tesourinha e Rui, porém o Grêmio descontou ainda no 1º tempo, com Ivo Aguiar. Mas logo aos 2' do 2º tempo Volpi ampliou para 3x1, e aos 6' Rui marcou o 4 gol colorado. Vinícius descontou para o Grêmio, Volpi ampliou para o Internacional, Bentevi voltou a descontar, mas Volpi e Assis fecharam a goleada por 7x3 sobre o rival.

13/05/1945
Internacional 2x0 Cruzeiro
Em 8 de maio de 1945 a Alemanha se rendeu aos aliados ocidentais e no dia seguinte à União Soviética. Embora até pelo menos o dia 15 de maio forças nazistas continuaram resistindo em alguns pontos da Europa, o dia 8 passou a ser considerado o dia da vitória. No dia 13 o Internacional enfrentava o Cruzeiro, na Montanha, pelo campeonato municipal. Era a primeira partida do clube depois da vitória aliada. Antes do início da partida, os atletas das duas equipes entraram em campo com bandeiras do Brasil, Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética, e várias flâmulas do Brasil, em comemoração da vitória dos Aliados na II Guerra Mundial. Após receberem calorosos aplausos da torcida, foi observado um minuto de silêncio em homenagem aos mortos na guerra. Com a bola rolando, o Internacional venceu com gols de Carlitos e Rui.

27/05/1945
Internacional 8x0 Força e Luz
O Colorado enfrentaria o Força e Luz, pelo campeonato municipal, na Timbaúva. Por iniciativa do Internacional, antes da partida os atletas dos dois clubes entraram no gramado, acompanhados de uma banda, e percorreram o campo recolhendo doações dos torcedores para a construção de um Monumento aos Expedicionários. Depois, com a bola rolando, Carlitos (2), Adãozinho (2), Tesourinha e Rui construíram a goleada colorada.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Jogadores do passado: Valtinho


Walter Lucca Latéri, o Valtinho, nasceu em São Paulo (SP), em 24 de janeiro de 1956.

Ponteiro-direito, profissionalizou-se em 1974, atuando pelo São Paulo. Fez parte do grupo campeão brasileiro em 1977. Após uma lesão, perdeu espaço no clube e foi emprestado ao Coritiba em 1979. No 1º semestre de 1980 foi novamente emprestado ao futebol paranaense, para jogar no Colorado.

Em 10 de agosto de 1980 o Internacional contratou Valtinho por empréstimo. Sua estreia ocorreu na excursão à Europa, Ásia e África. No dia 23 de outubro de 1980 o Internacional enfrentou o MAS, campeão marroquino, pela 1ª fase do Torneio Mohammed V. O Internacioal venceu por 7x0 e Valtinho entrou no time durante o jogo, substituindo Chico Espina. No dia seguinte o adversário foi o Atlético de Madrid, na final do torneio. Após o empate em 1x1 a decisão foi para os pênaltis. Valtinho errou a última cobrança colorada, que deu o título à equipe espanhola. Na excursão ainda jogaria como titular contra a Seleção do Catar (1x1) e a Roma (2x2).

No campeonato gaúcho, Valtinho assumiu a titularidade da ponta direita, marcando gols contra Guarany de Bagé, Bagé e São Paulo de Rio Grande. Com a renovação de contrato de Jair, que havia ficado quase dois meses fora do time, Valtinho perdeu espaço. Ênio Andrade optou por jogar com quatro atletas no meio-campo, Batista, Cléo, Barbiéri e Jair, formando o ataque com Jones e Mário Sérgio. Mesmo assim, jogou o Gre-Nal decisivo, em 23 de novembro, como titular. O Internacional precisava da vitória para ser campeão, mas a partida terminou 0x0.

No final da temporada o Internacional não contratou Valtinho, que retornou ao São Paulo, onde jogaria em 1981. Em 1982 ele jogaria no XV de Novembro de Jaú. No mesmo ano se transferiu para o São Bento, onde jogaria até 1985, ano em que encerrou a carreira.

Seus números no Internacional:
20 partidas
11 vitórias
7 empates
2 derrotas
3 gols marcados

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Melhoral dos Cracks 1948: Tesourinha


Na década de 1940, a empresa Sidney Ross, que produzia o analgésico Melhoral no Brasil, começou a investir na divulgação do medicamento. Patrocinava programas na rádio Tupi, como o Espetáculo Melhoral e a Dupla Melhoral, e também a produção de radionovelas.

Em 1947 a empresa decidiu investir no esporte mais popular do país, o futebol. Assim surgiu o prêmio Melhoral dos Cracks. Os torcedores de todo o país enviaram embalagens de Melhoral com o nome do jogador que consideravam o melhor do país. O concurso foi lançado em 2 de dezembro de 1947, com duração até 2 de janeiro de 1948. Os votos eram enviados pelo correio para as rádios Nacional, Tupi e Tamoio, do Rio de Janeiro, ou depositados em urnas espalhadas pela Cidade Maravilhosa.

Essa primeira versão teve curta duração e um prêmio acanhado: 5 mil cruzeiros para o jogador mais votado. Ficando concentrada quase exclusivamente no Rio de Janeiro, o centromédio Danilo, do Vasco da Gama, foi eleito o "Melhoral dos Cracks" de 1947.

Mas em 19 de maio de 1948 foi anunciada a 2ª edição do prêmio Melhoral dos Cracks, prometendo a distribuição de 1 milhão de cruzeiros em prêmios. Para o vencedor, um apartamento na rua Haddock Lobo, na Tijuca, no valor de 215 mil cruzeiros.



O concurso mobilizou tanta gente que surgiu um comércio paralelo de embalagens vazias de Melhoral, com vendas anunciadas na imprensa carioca.

Tesourinha recebeu o apoio em massa da torcida colorada. Também torcedores de outros estados e até mesmo alguns gremistas votaram em Tesourinha. Votos chegando de Rivera, no Uruguai, também escolheram o ponteiro-direito do Internacional como o melhor jogador do país.

No dia 19 de janeiro de 1949 foi divulgado o resultado final. Os cinco primeiros receberam prêmios. Os principais votados foram:

1º Tesourinha (Internacional) - 3.830.840 votos
2º Danilo (Vasco da Gama) - 3.388.968
3º Orlando (Fluminense) - 2.668.533
4º Cláudio (Palmeiras) - 1.254.257
5º Gringo (Flamengo) - 1.181.121
6º Ruy (São Paulo) - 650.756
7º Touguinha (Grêmio) - 615.113
8º Oberdan (Palmeiras) - 547.720
9º Carlyle (Atlético MG) - 213.025
10º Lima (América RJ) - 111.804
11º Ademir (Vasco da Gama) - 99.365
12º Túlio (Palmeiras) - 79.619
13º Jair (Flamengo) - 54.986
14º Esquerdinha (Olaria) - 54.168
15º Joel (São Cristóvão) - 47.379
16º Júlio Petersen (Grêmio) - 41.333
17º Zizinho (Flamengo) - 38.526
18º Quida (Riograndense RG) - 28.803
19º Clarel (Grêmio) - 26.003

Em 1950 foi realizada uma terceira edição do concurso, restrita ao Rio de Janeiro e com premiações bem mais modestas. A votação encerraria em 31 de dezembro de 1950, mas o vencedor não foi divulgado na imprensa.

Jogadores do passado: Baron


Marcelo Baron Polanczyk nasceu em 19 de janeiro de 1974, em Santa Rosa (RS).

Atuando de centroavante, foi revelado pelas categorias de base do Internacional. Ele estreou no time principal em 6 de dezembro de 1992. Pelo campeonato gaúcho o Internacional enfrentou o Glória, em Vacaria. A partida terminou 1x1 e Baron entrou no time, substituindo Nando. Seria sua única partida no ano, pelo time principal. Dias antes, em 28 de novembro de 1992 o Internacional derrotou o Grêmio por 1x0, no Olímpico, na decisão do campeonato gaúcho de juniores. Baron fez o gol do título.

Em 1993 Baron voltou a ganhar uma oportunidade em 18 de fevereiro, em amistoso com o Lajeadense, mais um empate em 1x1. Sua grande chance, porém, viria em 26 de março. O técnico Ênio Andrade o colocou como titular contra o Atlético Nacional, em Medellin, pela Taça Libertadores da América. A partida terminou 0x0. Ênio o manteria como titular na Copa do Brasil e Baron marcaria seu primeiro gol na vitória de 9x1 sobre o Ji-Paraná. Também marcaria um gol na vitória de 9x1 sobre o Combinado Montenegro-Taquarense. Em seguida, porém, foi para o banco de reservas. No campeonato gaúcho ainda receberia duas oportunidades, em ambos os casos entrando no time durante a partida. Seu último jogo ocorreu em 21 de julho, vitória por 3x1 sobre o Santanense, no Beira-Rio. Baron substituiu Demétrios.

Baron passaria o resto da temporada atuando pelo time B, na Copa Rio Grande do Sul.

Em 1994 Baron foi negociado com a Chapecoense. Voltou ao Rio Grande do Sul em 1995, para jogar pelo Santa Cruz. Em 1996 teve sua primeira experiência no Japão, atuando pelo Ventforet Kofu. Retornou ao Brasil em 1997, tendo uma grande temporada no Sampaio Correa, onde foi campeão estadual e brasileiro da Série C. No campeonato brasileiro da Série C baron foi o artilheiro, com 9 gols marcados. A essa altura já era conhecido como Marcelo Baron.

Em 1998 Baron começou o ano no Rubio Ñú, do Paraguai. Mas ainda em 1998 voltou ao Ventforet Kofu, começando uma longa temporada no futebol japonês, onde jogou também no JEF United (1999/2000), Shimizu S-Pulse (2001/2002), Cerezo Osaka JAP, novamente no Ventforet Kofu (2004), Kashima Antlers (2004), Vegalta Sendai (2005), Vissel Kobe (2006) e Avispa Fukuoka (2006). Foi campeão da Copa do Imperador em 2001 e da Supercopa do Japão em 2001 e 2002. Disputou 332 partidas oficiais no Japão, marcando 168 gols.

Em 2007 Baron retornou ao Brasil e ainda jogou pelo América de São José do Rio Preto, encerrando a carreira logo em seguida.

Seus números pelo Internacional:
13 partidas
7 vitórias
4 empates
2 derrotas
2 gols marcados
Campeão gaúcho em 1992

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Jogadores do passado: Jonílson


Jonílson Mendes Costa nasceu em Goiânia (GO), em 17 de janeiro de 1970.

O zagueiro Jonílson começou a carreira profissional no Goiânia, em 1989. Em 1992 Jonílson foi jogar no Anapolina. Em 1994 Jonílson defendeu o Vila Nova.

Em 1995 Jonílson disputou o campeonato paulista pelo Araçatuba. Ao final da 1ª fase do Paulistão, com o Araçatuba eliminado, o Internacional buscou no clube dois ex-atletas colorados, o volante Márcio e o atacante Mazinho Loyola, e mais o zagueiro Jonílson.

Jonílson estreou no Internacional em 9 de julho de 1995. O Colorado perdeu por 2x0 para o Juventude, no Beira-Rio, pelo campeonato gaúcho. Jonílson formou a zaga com Argel e o resultado derrubou o técnico Cláudio Duarte.

Jonílson foi titular nas outras sete partidas do Gauchão, já treinado por Abel Braga. O Internacional perdeu o título para o Grêmio, em dois clássicos (1x1 e 1x2). Também foi titular nas seis primeiras partidas do campeonato brasileiro, ao lado de Argel. Mas com a chegada de Gamarra ele foi para o banco, porém ficaria apenas duas partidas fora. Em seguida teve uma sequência de oito jogos atuando ao lado de Gamarra.

Com a volta de Argel à zaga, as duas últimas partidas de Jonílson pelo Internacional ocorreram com ele saindo do banco para ingressar na equipe: em 22 de novembro (2x2 Paraná) Jonílson saiu do banco para substituir o atacante Wagner, e em 26 de novembro (2x2 Bragantino) ele entrou no time no lugar de Gamarra. No final da temporada Jonílson se transferiu para o Rio Branco de Americana.

Jonílson ainda jogaria no Botafogo SP (1998), Francana (1999) e Araçatuba (2001), onde encerrou a carreira.

Seus números no Internacional:
24 partidas
10 vitórias
7 empates
7 derrotas

Jogadores do passado: Tite


Teodomiro Aparecido Padilha nasceu em 16 de janeiro de 1940, em Bocaína (SP).

No futebol Teodomiro ficaria conhecido como Tite.

Tite tem uma história pouco conhecida. Em janeiro de 1962 apareceu em Porto Alegre, para fazer testes no Internacional. Após alguns treinos, o técnico Carlos Froner aconselhou sua contratação. Em 20 de janeiro de 1962 Tite assinou um "contrato de curto prazo", para ser melhor avaliado e poder atuar em jogos oficiais.

Apesar do contrato, a estreia de Tite ocorreria apenas em 3 de março de 1962. Nesse dia, em Criciúma, o Internacional venceu o Metropol por 5x1, em partida válida pelo Campeonato Sul-Brasileiro. Seu primeiro gol ocorreu em 18 de abril. O Internacional bateu o São José por 6x1, em amistoso, e Tite marcou o segundo gol colorado.

Tite participou da excursão colorada à Argentina, em maio de 1962. No retorno, em 10 de junho, o Colorado bateu o Montenegro por 9x2 e Tite fez dois gols.

Coube a Tite marcar o primeiro gol colorado em uma competição nacional oficial. Pela Taça Brasil, em 22 de setembro de 1962, o Internacional enfrentou o Metropol, campeão catarinense, em Criciúma. O Metropol saiu na frente, mas aos 2' do 2º tempo Tite empatou o jogo. O Colorado venceu por 3x2.

O jogo da volta, em 25 de setembro, seria o último de Tite pelo Internacional. O Colorado venceu por 3x2, passando à fase seguinte da Taça Brasil.

Não há informações na imprensa da época sobre qual o destino de Tite. Provavelmente voltou ao futebol do interior paulista. Terminou seus dias em Avaré, cidade onde treinou a Associação Atlética Avaerense e o São Paulo de Avaré.

Tite faleceu em 14 de dezembro de 2021, em Avaré.

Seus números no Internacional:
18 partidas
10 vitórias
3 empates
5 derrotas
4 gols marcados

Suas vítimas
2 gols
Montenegro
1 gol
São José e Metropol

domingo, 16 de janeiro de 2022

Jogadores do passado: Ezequiel


Ezequiel Carneiro nasceu em Cruz Alta, em 10 de abril de 1935, filho de Antônio Carneiro e Horizontina Carneiro. Seu pai era militar e servia, na época, em Cruz Alta. Quando Ezequiel tinha um ano de idade, a família Carneiro mudou-se para Cachoeira do Sul. E em 1945 a família chegava a Porto Alegre, em mais uma das transferências de guarnição de Antônio.

Em Porto Alegre, Ezequiel foi estudar na Escola Presidente Roosevelt, na avenida Getúlio Vargas. Estudava de manhã e à tarde ia jogar bola na Redenção. Aos 13 anos ele começou a jogar no Atlanta, clube que tinha um campo próximo ao arroio Dilúvio, atuando de meia esquerda. Em seguida foi para o Marcelino, clube da Praça Cônego Marcelino. Em 1949 foi campeão juvenil da cidade, defendendo o Marcelino. O clube disputava o Campeonato da 2ª Categoria, que reunia clubes menores da cidade. Ao mesmo tempo, estudava no Colégio Anchieta e depois no Rosário. Seu pai queria que Ezequiel fosse contador.

No início de 1951 seu irmão Antônio, apaixonado torcedor do Internacional, levou Ezequiel para treinar no Colorado. O técnico Alfeu Costa o avaliou e aprovou. Em 1952, atuando de meia-esquerda, Ezequiel foi campeão municipal juvenil. Em 1954, já atuando de lateral-esquerdo, foi novamente campeão municipal. Nessa época já recebia 750 cruzeiros mensais.

Em 1955 Ezequiel assinou seu primeiro contrato como profissional, passando a receber 3 mil cruzeiros mensais. Seu pai foi ferrenho opositor de que ele seguisse a carreira de jogador, e Ezequiel decidiu morar nos Eucaliptos, para fugir às broncas paternas. Sua etsreia no time principal ocorreu em 19 de março de 1955. O Internacional enfrentou o Força e Luz, na Timbaúva, e venceu por 4x3. Era um amistoso e Ezequiel jogou de zagueiro, sendo depois substituído por Lindoberto.

Ezequiel subiu para ser o reserva de Oreco na lateral-esquerda. Mas com a venda de Salvador, Teté, o técnico colorado, colocou Oreco de centromédio e Ezequiel assumiu a titularidade. Mas logo Odorico foi deslocado para centromédio e Oreco voltou à esquerda, indo Ezequiel para a equipe de aspirantes. Mesmo assim, jogou as duas primeiras partidas do campeonato metropolitano, que acabaria vencido pelo Internacional.

No início de 1956, com os principais jogadores colorados na Seleção Brasileira que disputava o Campeonato Pan-Americano no México, Ezequiel disputou o Torneio da ACEPA e vários amistosos. Mas com o retorno dos jogadores do México, Ezequiel novamente voltou aos aspirantes.

Em 1957 Oreco foi negociado com o Corinthians. Mas Ezequiel, seu substituto natural, estava suspenso, por ter chutado um juiz em uma partida de aspirantes. Assim Paulistinha, contratado junto ao Renner, ganhou o posto. Quase no final da temporada Paulistinha decidiu encerrar a carreira, mas foi Joel, vindo do Caxias de Joinville, quem herdou a posição. Ainda em 1957, Ezequiel casou com a excelente cantora porto-alegrense Lourdes Rodrigues, a famosa "Dama da Noite", uma das melhores intérpretes Lupicínio Rodrigues.

Em 1958 Ezequiel finalmente assumiu a titularidade, com o técnico Martim Francisco. Mas em junho o técnico trocou o Internacional pelo futebol espanhol e o novo técnico, Luiz Engelke, optou por Barradas, jogador vindo do Bagé. Mas na reta final da temporada, em novembro, Ezequiel voltou ao time titular.

Ezequiel começou como titular na temporada de 1959, com Sylvio Pirillo de técnico. Mas no final de fevereiro o técnico optou por Ney, contratado junto ao Botafogo. Em julho, já com Selviro Rodrigues de técnico, Ezequiel voltou ao time titular, mantendo a poisção até março de 1960. No início da temporada de 1960 o técnico Teté decidiu optar por uma formação com Zangão, Louro, Osmar, Gago e Barradas.

Em dezembro de 1960 Ezequiel voltou ao time titular e manteve a posição até janeiro de 1962. Foi o lateral-esquerdo titular do Internacional campeão do primeiro campeonato gaúcho unificado. Em 1962, com a chegada de um novo técnico, Carlos Froner, Ezequiel perdeu a posição. Mas em abril, ainda com Froner de técnico, Ezequiel voltou á titularidade, que manteve até o fim da temporada, sendo titular no campeonato gaúcho e na Taça Brasil, onde teve que marcar Garrincha em três partidas.

No início de 1963 Ezequiel pediu para ser liberado. A direção colorada aceitou o pedido e Ezequiel começou a buscar novos rumos. Após quase se transferir para o futebol argentino, acabou acertando-se com a Ferroviária de Araraquara. A seguir ele jogaria no São José (1964), Metropol (1964) e Rio Grande (1965/1967), quando encerrou a carreira.

Ezequiel faleceu em 27 de junho de 1981, aos 41 anos, em um acidente automobilístico.

Seus números no Internacional:
213 partidas
135 vitórias
39 empates
39 derrotas
2 gols marcados
Campeão Gaúcho em 1961
Campeão Metropolitano em 1955
Campeão Municipal Juvenil em 1952 e 1954

Suas vítimas:
1 gol
Cruzeiro e Torrense