quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Valeu, Zumbi!


20 de novembro de 1695

Ferido, e traído por um de seus companheiros, Zumbi foi morto. Se os senhores de escravos assassinavam um líder na luta contra a escravidão, ao mesmo tempo criavam um mito que representaria a luta contra a escravidão e mais ainda, contra o preconceito e o racismo, pós abolição.

Valeu Zumbi!
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a abolição
Zumbi valeu!
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e maracatu
Vem menininha pra dançar o caxambu (bis)
Ôô, ôô, Nega Mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ôô, ôô Clementina
O pagode é o partido popular
sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que congraça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa Constituição (bis)
Que magia
Reza, ajeum e orixás
Tem a força da cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos
seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua (bis)
Nossa cede é nossa sede
e que o "apartheid" se destrua

2 comentários:

  1. Você sabia que Zumbi também era "Senhor" de escravos? Que ele tinha também seus escravos lá no quilombo? Neste quesito, ele não era lá um bom exemplo para seus admiradores...

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  2. A escravidão, em Palmares, era relativa à forma como o escravo chegava ao quilombo. Escravos fugidos eram livres, mas escravos capturados em ataques a fazendas eram associados, em uma forma de dependência semelhante à escravidão europeia medieval, à casa de quem o capturou. Mesmo assim, esse escravo, com o tempo, era assimilado pela comunidade, com plenos direitos. E jamais a economia quilombola foi escravista.

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